Antes de tudo, o caso envolvendo Vini Jr. e a denúncia de insulto racial no duelo entre Benfica e Real Madrid segue repercutindo na Europa. Desta vez, o tema chegou à coletiva de Luis Enrique, técnico do Paris Saint-Germain, na véspera do confronto contra o Metz.
Questionado sobre o episódio, o treinador espanhol adotou postura reservada. Após um silêncio prolongado, preferiu não aprofundar o debate e foi direto ao ponto: indicou que não tinha nada relevante a acrescentar.
Após cerca de 40 segundos sem responder, afirmou: “O que eu posso dizer sobre este assunto não é nada de importante”, e, em seguida, mudou de tema. Assim, sua fala contrastou com a de outros técnicos europeus, que dedicaram minutos ao combate ao racismo.
Além disso, a atitude de Luis Enrique chamou atenção porque o assunto domina as discussões no continente. Enquanto dirigentes e atletas se posicionam de forma firme contra qualquer discriminação, o comandante do PSG evitou envolvimento direto na polêmica. Desse modo, o episódio mostra como o caso ultrapassou as quatro linhas e ganhou espaço nas principais coletivas do futebol europeu.
Quem falou sobre o caso Vini Jr.?
Filipe Luís, técnico do Flamengo, saiu em defesa do atacante. Segundo ele, o combate ao racismo precisa ser permanente e sem relativização. Além disso, afirmou que toda denúncia deve ser apurada com rigor, pois há um histórico recente que prova que o problema não é isolado.
Já Pep Guardiola, do Manchester City, foi mais enfático. Defendeu tolerância zero contra atos racistas, cobrou responsabilidade coletiva e destacou que o futebol precisa proteger seus jogadores. “Ainda há muito trabalho a fazer. É um problema da sociedade, não apenas do futebol. Há racismo em todos os lugares. O que importa é como você se comporta, não fingir que é melhor do que alguém por qualquer motivo”, declarou.
Por fim, Luisão, ídolo do Benfica, também apoiou Vini Jr. Ele reforçou que o respeito deve prevalecer dentro e fora de campo e que episódios assim mancham a imagem do esporte. Mesmo após críticas, manteve a posição: “Foi ato racista sim e estou envergonhado com isso”, publicou nas redes sociais. Em seguida, completou: “Olha o nível de inversão moral que a gente chegou!”, enfatizou.





