Antes de tudo, o ex-zagueiro Luisão voltou a se manifestar publicamente em defesa de Vini Jr. após o episódio de racismo no confronto entre Benfica e Real Madrid. O jogo foi na última terça-feira (18), no Estádio da Luz, válido pela Liga dos Campeões. Ídolo do clube português, o ex-capitão afirmou que não se omitirá diante de qualquer ato discriminatório, mesmo que isso gere críticas ou ataques pessoais.
Em publicação nas redes sociais, Luisão declarou que já foi alvo de ofensas, inclusive racistas, por ter se posicionado a favor do atacante brasileiro. Ainda assim, reforçou que não pretende recuar. Segundo ele, provocações esportivas fazem parte do jogo, mas discriminação racial ultrapassa qualquer limite aceitável dentro ou fora de campo.
Luisão já foi alvo de ofensas, inclusive racistas, por se posicionar em defesa do brasileiro
O ex-defensor destacou que a história e a grandeza do Benfica exigem postura firme contra qualquer forma de preconceito. Para ele, quem veste a camisa do clube precisa estar à altura da responsabilidade que ela representa. A declaração foi interpretada como crítica indireta à condução do caso e à negativa do jogador acusado.
O episódio teve início após Vinícius Júnior denunciar que foi alvo de insulto racial durante a partida. O caso gerou paralisação momentânea do jogo e abriu investigação por parte das autoridades esportivas. A manifestação de Luisão ampliou o debate e dividiu opiniões entre torcedores e analistas.
Por fim, mesmo com a repercussão, Luisão manteve o tom firme. Outras lideranças no futebol também se manifestaram sobre a postura do jogador argentino Pastrianni. Na condição de ídolo do Benfica, a postura do ex-zagueiro reforça a cobrança por medidas concretas e punições exemplares.
O que aconteceu?
Na partida de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões entre Benfica e Real Madrid, Vini Jr. denunciou ter sido vítima de racismo por parte de Gianluca Prestianni. Após marcar o gol da vitória, o atacante comunicou ao árbitro que teria sido chamado de “macaco”, o que levou à paralisação da partida por cerca de dez minutos para a aplicação do protocolo antirracismo da UEFA.
A repercussão foi imediata. Em suas redes sociais, Vinicius afirmou: “Racistas são, acima de tudo, covardes. Eles precisam cobrir a boca com suas camisas para mostrar o quão fracos são.” A UEFA abriu investigação para apurar o caso. Prestianni negou a acusação, alegando mal-entendido, enquanto o Benfica saiu em defesa do atleta e repudiou qualquer forma de discriminação. O episódio reacendeu o debate sobre punições mais rígidas no futebol europeu.





