Antes de mais nada, o Cruzeiro desistiu, ao menos por enquanto, da contratação do atacante Marino Hinestroza, destaque do Atlético Nacional. A diretoria celeste considerou inviável seguir nas tratativas após conhecer as condições impostas pelos colombianos.
A Agência RTI Esporte apurou que o Atlético Nacional fez três exigências consideradas excessivas pelos dirigentes mineiros. Primeiro, o valor da pedida: US$ 10 milhões (R$ 56 milhões, na cotação atual) por 80% dos direitos econômicos do jogador.
Em seguida, o Atlético Nacional impôs uma cláusula de 20% de mais-valia, ou seja, teria direito a uma fatia sobre qualquer lucro obtido pela equipe de Belo Horizonte em uma futura venda. O jogador de 22 anos também se tornou alvo de cobiça do Boca Juniors.
Por fim, a diretoria colombiana estipulou que Marino Hinestroza só poderia ser liberado em dezembro de 2025. Para o Cruzeiro, isso inviabilizaria o planejamento técnico de curto prazo. Isso porque o atacante só se juntaria ao elenco quase seis meses após a assinatura do contrato.
Ainda segundo apurou a reportagem, o Cruzeiro, apesar do talento do jovem colombiano, entendeu que o custo-benefício da operação não era favorável. Desse modo, o técnico Leonardo Jardim passou a monitorar outros nomes no mercado da bola sul-americano.
Marino Hinestroza vem sendo considerado uma promessa na Colômbia. Afinal, o jogador se destaca pela velocidade e capacidade de finalização. Apesar da qualidade técnica, o valor não justificaria um investimento tão alto para os padrões atuais do Cruzeiro.
Negócio travado reforça cautela da SAF Cruzeiro
Antes de tudo, a decisão do Cruzeiro de recuar nas conversas partiu do presidente Pedro Lourenço. Assim, reforçou o perfil mais prudente adotado pelo dirigente nesta temporada após investir nas chegadas de jogadores como Fabrício Bruno e Gabriel Barbosa.
O clube mineiro, embora disposto a investir em jovens com potencial de revenda como Marino Hinestroza. Sendo assim, o mandatário celeste busca evitar negociações com alto risco financeiro elevado ou cláusulas que dificultem futuros ganhos.
Por ora, a investida por Marino Hinestroza acabou sendo colocada em segundo plano. A negociação poderá ser retomada no futuro, caso o Atlético Nacional reveja suas exigências. Até lá, a prioridade será encontrar opções que se encaixem nos parâmetros financeiros da Raposa.




