Antes de mais nada, o Mirassol iniciou, após 100 anos de fundação, a criação oficial de seu futebol feminino. A decisão atende a uma exigência da Conmebol para que as equipes possam disputar a Copa Libertadores da América: a manutenção de uma categoria feminina estruturada.
Para comandar o projeto, o Mirassol contratou Rafaela Esteves, ex-diretora do futebol feminino do Corinthians, uma das referências da modalidade no país. A dirigente chega com a missão de implantar o departamento do zero, desde a formação administrativa até a estrutura esportiva, saúde e técnica.
Diferentemente de iniciativas pontuais vistas em outros clubes, o Mirassol optou por um modelo de investimento mais robusto. A diretoria adquiriu um Centro de Treinamento exclusivo para o futebol feminino.
A medida vem sendo considerada estratégica para garantir condições adequadas de trabalho e desenvolvimento a médio e longo prazo. Nos bastidores, o projeto vem sendo tratado como um passo sem retorno.
A criação da equipe feminina não está vinculada apenas ao cumprimento de uma obrigação regulatória, mas à intenção de inserir o clube de forma definitiva no cenário nacional da modalidade. O planejamento prevê estrutura própria completa e cronograma de competição.
A contratação de Rafaela Esteves reforça essa diretriz. Com experiência em gestão esportiva e passagem por um clube multicampeão no futebol feminino, ela será responsável por definir o modelo de funcionamento, estabelecer parcerias e conduzir a montagem dos elencos iniciais.
Projeto visa sustentabilidade e presença em competições nacionais
Antes de tudo, a expectativa é que o Mirassol comece suas atividades femininas em competições estaduais e regionais, com crescimento gradual até alcançar torneios nacionais. A diretoria entende que a consolidação esportiva dependerá de investimento contínuo e organização.
A exigência da Conmebol funciona como catalisador, mas o clube vê no projeto uma oportunidade de ampliar sua presença institucional e fortalecer a marca. A criação da equipe feminina também abre espaço para novas fontes de patrocínio e para políticas de inclusão e diversidade no esporte.
O movimento do Mirassol segue uma tendência observada em clubes de médio porte, que passaram a investir na modalidade de forma mais estruturada nos últimos anos. A diferença, neste caso, está na decisão de começar com infraestrutura própria, algo ainda raro fora dos grandes centros.
Com o início do projeto, o Mirassol dá um passo simbólico e prático ao mesmo tempo. Cem anos após sua fundação, o clube passa a integrar oficialmente o futebol feminino, alinhando exigência regulatória, planejamento esportivo e investimento estrutural em uma única iniciativa.





