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Neurocientista avalia que recuperação de Pedro deve focar o físico e o mental: “No alto rendimento, nada pode ser menor que 100%”

Um processo de recuperação longo, cansativo, dolorido e de muita força mental. Esse é o desafio do atacante Pedro, do Flamengo, nos próximos meses, depois que sofreu uma lesão grave no joelho esquerdo. O jogador rubro-negro já iniciou a fisioterapia, etapa importante na recuperação após ser operado, nltima sexta-feira, 13, pelo médico Luiz Antônio Vieira Martins.

A Agência RTI Esporte conversou com o neurocientista Tadeu Wagner para entender como deve ser o trabalho mental realizado com o atleta, no caso de uma lesão tão grave e que requer um longo período de inatividade. Questionado sobre o quanto física e mental que Pedro deve ter durante a recuperação, o especialista afirmou que o foco deve ser total nos dois aspectos.

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“Quando tratamos de alto rendimento, nesse caso, não existe porcentagem menor do que 100% em qualquer um dos quesitos”, enfatizou Tadeu Wagner.

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Tadeu Wagner, por outro lado, criticou que no mundo do futebol, na maioria das vezes, o aspecto mental dos atletas é colocado em segundo plano, o que traz um efeito contrário ao desejado. De acordo com o mental health, se o atacante do Flamengo assimilar a importância da mente no processo de recuperação, os resultados serão mais rápidos.

“A mente se tornou para o esporte o maior articulador de processos. Exclusivamente no futebol, trabalhar a mente de um jogador continua em segundo plano. Por este motivo, a sua influencia é, na maioria dos casos, negativa. Porém, se o Pedro entender que a sua mente pode e precisa se associar ao processo da sua recuperação, ele terá uma recuperação, pelo menos duas vezes mais rápida do que o previsto”.

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O camisa 9 do Flamengo pode ficar até um ano sem entrar em campo. Nesse longo período, a confiança e as dúvidas quanto ao futuro, de certa forma, assombram o jogador. Tadeu Wagner explica como funciona essa “blindagem da mente” para que o foco seja, apenas, na recuperação.

“Ter uma mente blindada é um processo de longo prazo. Porém, nestes casos, especificamente numa recuperação singular, o que fazemos é reconstruir a sua autoconfiança, o que demanda não mais do que 7dias. Assim, ele irá adquirir convicções plenas da sua evolução, independente de repercussões pessimistas”, analisou o neurocientista.

A ansiedade pelo retorno às atividades e à rotina pode prejudicar o processo de recuperação do atleta. Para Tadeu Wagner, há dois desafios para os profissionais que lidam com a saúde mental do jogador, durante esse período.

“O primeiro é afastá-lo dos ambientes e circunstâncias que enfraquecem o seu mental que, consequentemente, ditaram os seus pensamentos e comportamentos. O segundo é a completa interação do jogador com o profissional e seu método de desenvolvimento e fortalecimento da sua mente”, analisa o mental coach.

Seleção Brasileira

Aos 27 anos, Pedro vive sua segunda lesão grave na carreira. Artilheiro do Flamengo e da temporada brasileira, o atacante chegou, mais uma vez, a Seleção Brasileira. A juventude e a possibilidade de ser titular da Amarelinha devem ser usados a favor do jogador. No entanto, isso só será possível com o acompanhamento de um profissional especializado.

“Sem um apoio profissional adequado, será difícil uma evolução significativa a curto prazo. Por ele ser jovem, existem muitos fatores relacionados que comprometem seu modo de pensar, como por exemplo, a convocação para a Seleção. No entanto, o ideal é que ele entenda que esses acontecimentos trarão para sua carreira novas possibilidades. Dessa forma, ele será condicionado a um estado pleno, no auge físico e mental, para alcançar o seu maior objetivo: a titularidade da Seleção Brasileira, em 2026”, explicou Wagner Tadeu.

Saúde mental no futebol

Por fim, Wagner Tadeu analisa a valorização do trabalho dos profissionais da área de mental health, dentro do futebol. Ele afirma que, pelo fato do esporte ser um dos últimos a entender a importância do desenvolvimento da mente dos atletas, ainda há muita resistência e falta de conhecimento por parte dos dirigentes.

“Atualmente, a neurociência é a única matéria amparada para construir mudanças efetivas nos atletas de alta performance. No entanto, os profissionais com este escopo são raros. Além disso, o futebol, foi um dos últimos a aderir ao desenvolvimento da mente. Quando pensam em mente, visualizam o psicólogo como o profissional adequado para desenvolver esta tarefa, o que não deixa de ser um grande equívoco. E, também, nesta área, infelizmente os dirigentes do futebol mostram-se desatualizados e mal assessorados”, avalia o neurocientista.

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