Em meio a um processo contínuo de ajustes no elenco, o Clube do Remo decidiu antecipar o fim do vínculo com Nico Ferreira. Contratado com expectativa moderada, o atacante não conseguiu se firmar e deixa o Baenão antes do término do empréstimo.
A Agência RTI Esporte apurou que o processo de saída de Nico Ferreira evoluiu nos últimos dias e indica um desfecho iminente. Internamente, o entendimento é de que o ciclo do jogador no Clube do Remo se encerrou após não corresponder às expectativas do técnico Léo Condé.
Durante sua passagem pelo Clube do Remo, Nico Ferreira disputou 26 partidas, marcou quatro gols e deu três assistências. Em 2026, por exemplo, participou de 10 jogos, sem conseguir se firmar como titular. Os números traduzem uma participação irregular.
Embora tenha contribuído pontualmente, ele não apresentou a consistência exigida para ocupar espaço fixo na equipe. A estreia, na vitória por 1 a 0 sobre o América-MG, indicava um início promissor. Com o passar do tempo, porém, a oscilação técnica impediu a consolidação.
Remo busca mais agressividade no ataque
A saída de Nico Ferreira também está ligada ao desempenho coletivo do time. O Clube do Remo tem enfrentado dificuldades para transformar volume de jogo em gols, o que aumenta a pressão sobre os jogadores de frente.
Nesse cenário, a diretoria azulina opta por abrir espaço para novas alternativas, com perfil mais decisivo e maior capacidade de impacto imediato. Afinal, o técnico Léo Condé possui Diego Hernández e Jajá Silva.
Opção de compra será descartada
A contratação do atacante foi conduzida por Marcos Braz, ex-diretor executivo do Remo, em um acordo de empréstimo junto ao Montevideo Wanderers, do Uruguai. O custo inicial foi de cerca de US$ 120 mil (R$ 602,2 mil, na cotação atual).
O contrato previa opção de compra entre US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões) e US$ 700 mil (R$ 3,5 milhões), valor que não será exercido pelo clube paraense. Antes da negociação, o jogador teve seu vínculo renovado com o Montevideo Wanderers até dezembro de 2027.


