Acertado com o Flamengo para substituir Filipe Luís, Leonardo Jardim já havia declarado publicamente que só treinaria o Cruzeiro no futebol brasileiro. A promessa foi feita em agosto do ano passado, após derrota para o Santos pelo Campeonato Brasileiro, e ganhou repercussão à época.
— No Brasil eu só vou treinar o Cruzeiro. Isso é que é uma verdadeira notícia. Não vou treinar outro clube no Brasil — afirmou o treinador na ocasião.
Mas na mesma entrevista, Jardim explicou que costuma criar identificação forte com os clubes por onde passa e que adota essa postura em todos os países. Além disso, citou como exemplo suas experiências no Olympiacos, no Al Rayyan e no Monaco.
“Vou à Grécia e sou Olympiacos, Ao Catar e sou Al Rayyan. Vou na França e sou Monaco. E no Brasil, sou Cruzeiro. E não vou treinar mais nenhum clube no Brasil que não seja o Cruzeiro ” – reforçou.
Rompimento e mudança de cenário
Porém apesar do discurso firme, Leonardo Jardim rompeu contrato com o Cruzeiro no fim da temporada, alegando questões pessoais. A decisão foi comunicada à diretoria antes mesmo do encerramento do ano e ocorreu em meio aos confrontos contra o Atlético-MG pela Copa do Brasil.
O presidente cruzeirense, Pedro Lourenço, ainda tentou convencê-lo a permanecer no cargo, mas o treinador manteve a decisão de se afastar. Na época, Jardim também afirmou que não pretendia trabalhar até idade avançada e que poderia, após o Cruzeiro, buscar uma seleção ou até mesmo outro projeto fora do país.
“Depois do Cruzeiro, se eu ainda for treinar outro clube, eu vou para uma seleção ou fazer outra coisa qualquer.” – declarou.
Mas meses depois, o cenário mudou. Seduzido pelo projeto esportivo apresentado pela diretoria rubro-negra, Leonardo Jardim aceitou assumir o Flamengo, encerrando a promessa feita anteriormente. Porém, a decisão marca uma reviravolta no discurso do treinador e adiciona um ingrediente extra ao debate entre torcedores, especialmente em Belo Horizonte.
Portanto, no comando do clube da Gávea, Jardim inicia um novo capítulo no futebol brasileiro , desta vez vestindo vermelho e preto, após ter garantido que, no país, seria apenas azul.





