Quando aceitou retornar ao Paraguai no início da temporada, Rúben Lezcano acreditava que estava dando um passo importante para realizar um sonho. A ideia era simples: atuar com regularidade, ganhar visibilidade e aumentar as chances de disputar a Copa do Mundo.
A Agência RTI Esporte apurou que Rúben Lezcano entrou dificuldades para se readaptar ao país. Emprestado pelo Fluminense ao Olimpia até dezembro de 2026, o meia-atacante sofreu com problemas musculares e não conseguiu ter sequência no clube.
Sem conseguir se firmar como titular absoluto, o jogador viu o objetivo de disputar o Mundial escapar quando seu nome ficou fora da convocação definitiva do Paraguai. A situação também passou a gerar preocupação no Fluminense.
Afinal, o Tricolor das Laranjeiras investiu alto na contratação do atleta e esperava que uma eventual participação na Copa do Mundo valorizasse o jogador no mercado internacional para, enfim, negociá-lo em definitivo após o torneio.
Fluminense apostou alto na contratação
Rúben Lezcano chegou às Laranjeiras em fevereiro do ano passado cercado de expectativa. Para tirá-lo do Libertad, o Fluminense desembolsou US$ 5,5 milhões (R$ 29,2 milhões, à época), em uma operação que foi tratada como investimento de médio e longo prazo.
A diretoria tricolor enxergava potencial para desenvolvimento técnico e valorização financeira no mercado da bola. No entanto, a adaptação ao futebol brasileiro mostrou-se mais complicada do que o esperado.
Durante sua passagem pelo clube carioca, o meia-atacante disputou apenas 13 partidas e não conseguiu se estabelecer entre os titulares. A concorrência elevada no setor e as constantes mudanças de comando técnico acabaram dificultando a sequência do jogador.
Ao longo de 2025, o Fluminense trabalhou sob três comissões técnicas diferentes e enfrentou um calendário extremamente apertado, cenário que reduziu ainda mais as oportunidades para atletas que buscavam espaço no elenco.
Nem o retorno ao Paraguai trouxe a regularidade esperada
A escolha pelo Olimpia foi estratégica. O jogador recebeu consultas de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, incluindo uma investida considerada forte do Fortaleza. Mesmo assim, Rúben Lezcano optou por voltar ao Paraguai.
O entendimento era de que atuar em um dos maiores clubes do país aumentaria suas chances de chamar a atenção do técnico da Seleção Paraguaia, Gustavo Alfaro, visando o Mundial. Até agora, porém, o plano não produziu os resultados esperados.
Nos últimos dez compromissos do Olimpia, Rúben Lezcano iniciou apenas cinco partidas como titular. Nas outras cinco, saiu do banco de reservas, evidenciando uma perda de espaço dentro da equipe paraguaia.
Algumas decisões do técnico Pablo Sánchez chamaram atenção. O meia-atacante começou entre os suplentes em partidas importantes, como o clássico diante do Libertad e o confronto contra o Vasco pela Copa Sul-Americana.
Recuperar investimento virou desafio
A ausência na lista final do Paraguai representa uma frustração esportiva para Lezcano e também um revés para o planejamento do Fluminense. Internamente, existia a expectativa de que uma participação no Mundial facilitasse uma futura negociação.
Sem a vitrine da Copa do Mundo, o cenário torna-se mais complexo. Embora ainda tenha mercado e seja visto como um jogador de potencial, o meia está distante da valorização imaginada quando foi contratado.
O empréstimo ao Olimpia segue válido até o fim de 2026, mas o Fluminense continuará acompanhando de perto sua evolução. O objetivo permanece o mesmo: fazer com que o jogador recupere espaço, apresente regularidade e volte a despertar interesse do mercado.


