Palmeiras critica Flamengo após bloqueio de repasse da Libra: “Postura prepotente”

Clube paulista classificou atitude rubro-negra como “prepotente” após bloqueio de R$ 77 milhões em direitos de TV
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Foto: Divulgação/Palmeiras

O Palmeiras divulgou nesta sexta-feira uma nota oficial criticando de forma contundente o Flamengo por conta da disputa envolvendo os repasses da Libra (Liga do Futebol Brasileiro). O clube carioca entrou com uma ação judicial e, com liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Flamengo conseguiu suspender o pagamento de R$ 77 milhões referentes a uma parcela dos direitos de TV do Brasileirão via pay-per-view. A liga distribuiria o montante entre os clubes filiados.

Além de Flamengo e Palmeiras, integram a Libra: Red Bull Bragantino, São Paulo, Santos, Atlético-MG, Bahia, Grêmio, Vitória, Remo, Paysandu, Volta Redonda, ABC, Guarani, Sampaio Corrêa e Brusque. A paralisação do repasse, segundo o Verdão, prejudica principalmente instituições em situação financeira mais delicada.

Na nota, o Palmeiras classificou a postura rubro-negra como “contraditória, predatória e prepotente”. O clube paulista afirmou que, embora também fosse beneficiado pelo pagamento, entende que a medida teria impacto positivo no desenvolvimento coletivo do futebol brasileiro. O texto ainda relembra que, no início do ano, o Flamengo se recusou a assinar um manifesto da Libra. Onde  cobrava ações efetivas contra o racismo nos gramados sul-americanos.

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Além disso, a diretoria alviverde reforçou que confia em uma reversão da liminar e destacou que sua atuação dentro da liga busca priorizar o equilíbrio e a sustentabilidade da modalidade. “Não jogamos sozinhos”, ressaltou o clube comandado por Leila Pereira.

Defesa do Flamengo

Portanto, a Libra assinou o contrato com a TV Globo durante a gestão de Rodolfo Landim, presidente do Flamengo até 2024. A atual diretoria, comandada por BAP, discorda do modelo de distribuição dos valores, especialmente no critério de audiência.

O acordo prevê divisão em três frentes: 40% de forma igualitária entre os clubes da Série A, 30% conforme o desempenho esportivo e 30% de acordo com a audiência. Ponto que motivou a contestação rubro-negra.

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