Antes de tudo, o Palmeiras venceu o São Paulo por 2 a 1 em Barueri, em um clássico decidido na eficiência e na força mental. O Verdão aproveitou melhor as oportunidades, abriu vantagem com autoridade e, mesmo pressionado na etapa final após o gol de pênalti de Calleri, soube suportar a pressão até o último minuto.
Em jogo quente, com reclamações, expulsão no banco e sete minutos de acréscimo, prevaleceu quem foi mais competitivo. O Alviverde está na final contra o Novorizontino, a sétima seguida na competição estadual.
Primeiro tempo
O clássico começou estudado, com o São Paulo tentando pressionar a saída de bola e o Palmeiras trabalhando com paciência no campo defensivo. A primeira chegada mais organizada veio do lado alviverde, e foi eficiente. Aos sete minutos, após troca rápida de passes dentro da área, Mauricio aproveitou sobra e abriu o placar em Barueri.
Depois do gol, o Palmeiras manteve postura firme, explorando principalmente as jogadas pelos lados com Khellven e Piquerez. Flaco López e Vitor Roque participaram bem das construções, embora tenham desperdiçado boas oportunidades. O São Paulo tentou responder em bolas alçadas na área e chutes de média distância, mas sem acertar o alvo.
Na reta final, o ritmo caiu, mas o Palmeiras ainda levou perigo em finalização rasteira de Piquerez, que passou perto da trave. O São Paulo insistiu pelo lado esquerdo, porém parou na defesa e no goleiro Carlos Miguel. Assim, o Verdão foi para o intervalo vencendo por 1 a 0, com vantagem construída na eficiência.
Segundo tempo
Na volta do intervalo, o Palmeiras tentou sair pelo meio, encontrou bloqueio e precisou rodar a bola. A primeira chance veio em falta levantada por Andreas, mas Marlon Freitas desviou para fora. O São Paulo respondeu com Luciano pela esquerda e passou a pressionar, inclusive reclamando de pênalti por suposta mão de Gómez. A árbitra Daiane Muniz mandou seguir, para irritação do técnico Hernán Crespo.
Aos 11, o Verdão foi direto ao ponto: em jogada trabalhada pelo lado, a bola foi alçada na área e Flaco López apareceu para marcar o segundo. Gol de quem sabe jogar clássico. O São Paulo sentiu, mas não desistiu. Tentou com Sabino de fora da área e com Calleri girando dentro da área, sem sucesso.
Aos 20, o jogo esquentou de vez. Marlon Freitas atingiu Bobadilla com o braço dentro da área e a arbitragem marcou pênalti. Calleri bateu forte, no meio do gol, e diminuiu: 2 a 1. O Tricolor cresceu, passou a rondar a área, levantou bolas e pressionou nos duelos físicos.
O Palmeiras respondeu na base da experiência, esfriando o ritmo e mexendo no time para fechar espaços. Nos minutos finais, o São Paulo insistiu em cruzamentos, Arboleda quase empatou de cabeça e Calleri ainda pediu outro pênalti, mas a bola bateu em seu próprio braço. Com sete minutos de acréscimo, o clássico terminou sob pressão.





