Antes de mais nada, o presidente do Vasco, Pedrinho, concedeu entrevista coletiva nesta semana e abordou o futuro da SAF do clube. Ele afirmou que não irá prometer títulos e ressaltou que há muitas variáveis no processo de reconstrução. “Não posso dar prazo. Posso prometer comprometimento, dedicação e trabalho duro com o torcedor”, afirmou o dirigente.
Pedrinho, em uma entrevista de 2h16, na tarde desta quinta-feira, 24, falou sobre vários assuntos do Vasco. Ele explicou que, com ou sem investidor, é preciso dar sustentabilidade ao clube. Ademais, destacou que, mesmo sem aporte externo, o Vasco segue operando normalmente, com busca ativa por receitas e a condução da recuperação judicial.
“Se não tem investidor, o clube vai parar? Eu tenho que pagar as contas”, disse.Sobre a dívida do clube, estimada em R$ 1,4 bilhão, Pedrinho afirmou que o foco é gerar fluxo de caixa e reduzir o débito através da RJ, que pode gerar deságio significativo. “Com espaçamento, a dívida cai pela metade. Isso permite contratar, ter vida financeira”, completou.
Quando o Vasco venderá a SAF?
Em relação à venda da SAF, o dirigente revelou que a G5 Partners conduz o processo de M&A e que há conversas em andamento com possíveis investidores. Ele reforçou o desejo de vender, mas alertou que a prioridade é encontrar o parceiro certo. “Quando tiver uma proposta, vamos avaliar. O processo é sério”, afirmou.
Além disso, Pedrinho também comentou sua fala sobre o “Top 8” antes do início do Brasileirão, reafirmando que comparou o Vasco com times da oitava à vigésima colocação, e não com os mais ricos. “Temos seis ou sete jogadores acima da média nesse grupo. O que define a posição final é desempenho”, explicou.
Por fim, ele usou o exemplo do Mirassol para argumentar que nem sempre nomes menos badalados agradam à torcida. “Se você trouxer os 11 do Mirassol para o Vasco, ninguém vai gostar. E eles são bons. Por isso, há muitas variáveis fora do nosso controle”, concluiu.




