Pressionado, Filipe Luís mantém comando no Flamengo, mas ambiente interno se desgasta

Declarações após derrota e falta de diálogo ampliam ruídos no elenco, embora treinador ainda tenha respaldo dos líderes
Pressionado, Filipe Luís mantém comando no Flamengo, mas ambiente interno se desgasta
Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

Antes de mais nada, Filipe Luís ainda mantém o comando do vestiário do Flamengo. Porém, o ambiente interno já não é o mesmo após resultados recentes. O clima nos bastidores é descrito como estremecido, especialmente depois da derrota para o Lanús, na última quinta-feira, no Estádio do Maracanã.

A Agência RTI Esporte apurou que não repercutiu bem a declaração do treinador de que o time rubro-negro “fez um grande jogo” mesmo com o clube argentino ficando com o título da Recopa Sul-Americana.

Comunicação restrita gera incômodo

Parte do elenco interpretou a análise como desconectada do desempenho apresentado em campo diante da equipe argentina. Outro ponto de desgaste é o método de trabalho. Filipe Luís tem o hábito de não treinar uma equipe titular definida ao longo da semana e só revelar a escalação na preleção.

Publicidade

Na decisão da Recopa Sul-Americana, por exemplo, os jogadores souberam quem começaria jogando apenas antes do aquecimento. A prática causa desconforto em parte do grupo, que prefere maior previsibilidade e comunicação ao longo dos treinos.

Diálogo concentrado nos líderes

Nos bastidores, ainda segundo apurou a reportagem, há ainda a percepção de que as conversas mais frequentes ficam restritas a um núcleo específico de atletas: Giorgian De Arrascaeta, Bruno Henrique, Danilo Luiz, Jorginho Frelo, Léo Pereira e Alex Sandro.

Com o sexteto, por exemplo, a relação é considerada boa. O treinador mantém respaldo dessas lideranças e, por ora, conserva o controle do grupo. Ainda assim, pessoas que acompanham o dia a dia no Centro de Treinamento George Helal reconhecem que o ambiente sofreu abalos recentes.

Afinal, falta diálogo com outra corrente do elenco. Internamente, jogadores como Emerson Royal, Ayrton Lucas, Erick Pulgar, Luiz Araújo e Pedro apenas cumprem ordens. Everton Cebolinha, por sua vez, já externou sua insatisfação com à falta de oportunidades no time titular.

O cenário não indica ruptura imediata. No entanto, sinaliza necessidade de ajuste na condução interna. A manutenção do comando passa, além dos resultados, pela reconstrução de pontes dentro do próprio elenco.

Compartilhe nas Redes!

Sobre o Autor