O Real Madrid decidiu, mais uma vez, não participar institucionalmente da entrega da Bola de Ouro. Pelo segundo ano consecutivo, o clube espanhol não enviará dirigentes ou representantes ao evento, que acontece nesta segunda-feira, no Théâtre du Châtelet, em Paris. Apesar do boicote oficial, os jogadores receberam liberdade para comparecer, caso desejassem.
Além disso, a ausência tem origem em 2024, quando Vinícius Júnior foi preterido pelo espanhol Rodri, do Manchester City, na disputa pelo prêmio de melhor jogador do mundo. O episódio gerou forte descontentamento dentro do clube, que passou a considerar a relação com a Uefa — uma das entidades envolvidas na premiação, ao lado da revista francesa France Football — marcada por desrespeito.
Neste ano, o Real Madrid aparece novamente entre os finalistas. Vinícius Júnior, Jude Bellingham e Kylian Mbappé estão entre os indicados à Bola de Ouro masculina. Huijsen disputa o Troféu Kopa, destinado ao melhor jogador sub-21, e Thibaut Courtois concorre ao Troféu Yashin, entregue ao melhor goleiro do mundo. Na categoria feminina, Carolina Weir, jogadora do clube merengue, estará presente como indicada à Bola de Ouro. Já Linda Caicedo, também lembrada para o Troféu Kopa, porém optou por não viajar a Paris.
Além disso, desde o episódio envolvendo Vinícius, a diretoria madridista vem se distanciando da Uefa e fortalecendo sua aproximação com a Fifa. Esse movimento ficou mais evidente durante a última edição da Copa do Mundo de Clubes, realizada nos Estados Unidos. A entidade máxima do futebol teve papel central na organização.
Real Madrid Insatisfeito?
Mas a insatisfação do Real se confirmou em 2024, quando o prêmio The Best, da Fifa, elegeu Vinícius Júnior como melhor jogador do mundo, à frente de Rodri e Bellingham. Porém, para os espanhóis, a escolha reconheceu o que a Bola de Ouro havia negado e reforçou a convicção de que o brasileiro merecia o troféu no ano anterior.

