Roger Machado lamenta empate do São Paulo e aponta impacto de lesões no resultado

Treinador destaca chances desperdiçadas, valoriza entrega do elenco e vê aprendizado após gol sofrido no fim
Roger Machado lamenta empate do São Paulo e aponta impacto de lesões no resultado
Foto: Rubens Chiri/ São Paulo

O empate por 2 a 2 entre São Paulo e Bahia, pela 14ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, deixou um gosto amargo para o técnico Roger Machado. Após abrir o placar, sofrer o empate, retomar a vantagem e ceder o gol no último lance, o treinador não escondeu a frustração com o resultado.

Em entrevista coletiva, Roger Machado destacou o contexto do jogo como determinante para a análise. Para ele, o São Paulo produziu o suficiente para sair com a vitória, mas esbarrou em falhas pontuais e, sobretudo, em circunstâncias adversas ao longo do segundo tempo.

“É frustrante por todo o contexto da partida, temos saído na frente, sofrido o empate e novamente estar à frente do placar. Na abertura do segundo tempo poderíamos ter feito o segundo em um lance individual do Artur”, avaliou o treinador antes de prosseguir:

“Quando faltavam 20 minutos, a partida mudou totalmente o contexto com a lesão do Lucas. Ficamos com 10 jogadores em campo, mas na prática com menos um, porque o Alan, no sacrifício que podia fazer pelo coletivo, permaneceu, pois não havia outra troca.”

Lesões mudam cenário e influenciam resultado

O ponto de inflexão da partida, na avaliação de Roger Machado, foi a sequência de problemas físicos envolvendo Lucas Moura e Alan Franco. Ainda assim, o treinador fez questão de valorizar o desempenho coletivo e a capacidade de competir mesmo em desvantagem.

“A gente lamenta muito o resultado porque criamos o suficiente para vencer, mas tem que valorizar o esforço dos atletas. Esse ponto a gente vai comemorar lá na frente, sim, mesmo não vencendo”, disse o comandante tricolor.

Entrega e competitividade como marcas do time

Mesmo com o empate em casa, Roger Machado ressaltou a postura do elenco diante das adversidades. O treinador destacou a resiliência do grupo, que, mesmo com limitações físicas e numéricas, manteve o nível de competitividade até o fim.

“Foi um dos comentários feitos por mim e pelos atletas no vestiário, justamente da entrega e de como nos doamos como coletivo na adversidade de ter dois jogadores a menos. Ficamos perto dos três pontos, o gol foi no final do jogo, faltavam poucos segundos”, completou.

Alternância de controle e lições para a sequência

Roger Machado também analisou a dinâmica do confronto e considerou natural a alternância de domínio entre as equipes. Segundo ele, tanto São Paulo quanto Bahia têm características de controle de jogo, o que explica as oscilações ao longo dos 90 minutos.

“É natural do futebol, você não vai conseguir controlar o seu adversário o tempo inteiro. Isso, sim, fica de aprendizado para as próximas partidas, entender o que o jogo está pedindo para sairmos com o resultado positivo”, finalizou Roger Machado.

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