A grave lesão de Rodrygo, que rompeu o ligamento cruzado anterior e o menisco do joelho direito, representa um duro golpe para a Seleção Brasileira de Futebol a cerca de 100 dias da Copa do Mundo. O atacante do Real Madrid está fora do torneio que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.
Presença constante no grupo desde 2019, Rodrygo é o artilheiro do Brasil neste ciclo pós-Catar, com oito gols, e vinha utilizando a camisa 10 na ausência de Neymar. Versátil, oferecia ao técnico Carlo Ancelotti diferentes alternativas no setor ofensivo. Embora tenha preferência pelo lado esquerdo, também atuou pela direita e centralizado, como meia-atacante.
A ausência do camisa 10 impacta diretamente a montagem do time titular e amplia a disputa por vagas na convocação final.
Vini Jr volta para a ponta?
Nos últimos amistosos, Ancelotti testou uma formação com quatro atacantes, posicionando Vinícius Júnior mais centralizado. Em três partidas, contra Coreia do Sul, Senegal e Tunísia. Rodrygo ocupou o lado esquerdo do ataque. Contra o Japão, a comissão técnica escalou Gabriel Martinelli na função.
Sem Rodrygo, Ancelotti pode recolocar Vini Jr aberto pela esquerda, posição em que atua no Real Madrid, ou manter o camisa 7 centralizado e apostar em Martinelli como titular. Além disso, o atacante do Arsenal agrada à comissão técnica e só ficou fora de uma convocação recente por lesão.
Neymar entra no páreo
A lesão de Rodrygo também mexe com o cenário de Neymar. Hoje no Santos, o camisa 10 busca recuperar espaço na Seleção após longo período afastado por lesão no joelho.
Sem Rodrygo, abre-se mais uma possibilidade no setor ofensivo. Mas a comissão técnica acompanha de perto a condição física de Neymar, que não veste a camisa da Seleção desde outubro de 2023. Antes da próxima convocação, ele ainda disputará compromissos importantes no calendário nacional.
Outras alternativas no radar
Ancelotti também pode aproveitar a vaga para reforçar outro setor. Em algumas convocações, o treinador italiano chamou cinco ou seis meio-campistas, o que abre margem para aumentar o número de jogadores no setor de criação.
Além disso, outra possibilidade é ampliar a lista de centroavantes. Nomes como Matheus Cunha, Richarlison, João Pedro, Igor Jesus e Vitor Roque já foram testados ao longo do ciclo.
Entre os pontas, Antony, em boa fase no Real Betis, surge como opção, embora atue preferencialmente pela direita. O mesmo vale para Luiz Henrique, atualmente no Zenit.
Portanto, sem seu principal artilheiro no ciclo, o Brasil perde versatilidade e poder de decisão. Caberá agora a Ancelotti reorganizar o ataque e definir quem assumirá o protagonismo ofensivo rumo ao Mundial.





