Primeiramente, o Santos FC informou nesta segunda-feira (15) que o goleiro Gabriel Brazão passa bem. O jogador sofreu um trauma na cabeça durante a partida contra o Atlético-MG, no último domingo, em Belo Horizonte. Segundo o clube, o arqueiro não apresenta alterações preocupantes. Entretanto, o atleta permanece em repouso domiciliar e será reavaliado clinicamente nesta terça-feira (16), na reapresentação do elenco.
O médico Maurício Zenaide detalhou o atendimento ao goleiro na Arena MRV. Segundo ele, Brazão estava consciente e orientado durante atendimento no campo, seguindo o protocolo cat6 da FIFA e CBF para suspeita de concussão. “O goleiro respondeu todas as perguntas corretas, não desmaiou, não apresentava visão dupla, ânsia ou vômito. A única alteração era o hematoma subgaleal na região frontal à esquerda, o popular ‘galo’, que por si só não determina a retirada do atleta”, explicou.
Apesar de estar em condições de seguir em campo, o jogador manifestou desconforto e leve tontura minutos depois, sendo imediatamente orientado a se retirar do jogo. Brazão deixou o gramado consciente e foi encaminhado ao Hospital Mater Dei, referência em Belo Horizonte, onde passou novamente pelo protocolo de concussão e exames de imagem, todos sem alterações. O goleiro recebeu alta ainda no domingo e retornou a Santos com a delegação.
Médico pede maior atenção para casos como o de Gabriel Brazão
O coordenador do Núcleo de Saúde do Santos, Rodrigo Zogaib, destacou a importância de mecanismos de apoio médico durante as partidas. Segundo ele, assim como árbitros e auxiliares têm limitações para interpretar lances, profissionais médicos enfrentam dificuldade semelhante. “Mecanismos de imagem auxiliares para contusões importantes poderiam tornar o atendimento em campo mais eficiente”, defendeu.
O episódio reforça a atenção aos protocolos de segurança do futebol brasileiro, priorizando a saúde dos atletas. Brazão seguirá sob observação e passará por novas avaliações antes de retomar os treinos normalmente.
Por fim, o clube mantém acompanhamento constante e reforça que a integridade física do goleiro é prioridade, garantindo que qualquer decisão clínica terá como base os protocolos da FIFA, CBF e orientação médica especializada.


