Antes de tudo, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, afirmou que a venda do lateral-esquerdo Souza ao Tottenham foi usada para evitar um transfer ban. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, ele explicou que a transação ajudará a quitar parte de dívidas com o Arouca (Portugal).
A questão está relacionada à contratação do zagueiro João Basso em 2023. Teixeira disse que a situação financeira do clube é gravíssima. “Já era difícil em 2023 e complicou quando caiu. Tivemos apenas duas competições em 2024, orçamento comprometido, além dos juros das dívidas”, afirmou.
O dirigente detalhou a negociação com o Arouca. Segundo ele, o clube tentou um acordo e enviou um representante a Portugal, mas não houve consenso. Após a Fifa negar o pedido do Santos, o caso foi para o TAS, última possibilidade de recurso.
Santos acumula dívidas e venda de jogadores é a saída para evitar punição da Fifa
Ele explicou que metade do valor que o clube recebeu por Souza é para saldar dívidas. Dessa forma, não poderá ser usada em reforços. “Poderia ser investida, mas não é. Tem que cobrir dívidas”, destacou o dirigente santista.
Recentemente, o clube emitiu comunicado lamentando o acúmulo de dívidas contraídas em anos anteriores. “Mais um exemplo de herança maldita de gestões passadas, que tumultuam e dificultam demais o trabalho de reorganização realizado pela atual diretoria. Independentemente de todas essas dificuldades, o trabalho seguirá firme”, conforme comunicado.
Ademais, Teixeira reforçou que a diretoria tem 39 dias para efetuar os pagamentos pendentes, sob risco de transfer ban, que impediria registrar novos jogadores.
Por fim, o presidente assegurou que o Santos busca equacionar suas dívidas e manter o clube em dia com obrigações financeiras. “Estamos no caminho certo e temos possibilidade de acordo. Santos está estacionando a dívida. Temos que resolver essas questões, pagando e equacionando essas dívidas”, completou.





