O Santos sofreu mais um revés fora das quatro linhas. A Corte Arbitral do Esporte (CAS) manteve a condenação imposta anteriormente pela Fifa e determinou que o clube paulista pague 2 milhões de euros (R$ 12 milhões, na cotação atual) ao Monaco.
A Agência RTI Esporte apurou que a quantia está relacionada à contratação do volante Jean Lucas, atualmente no Bahia, e pode gerar consequências esportivas importantes caso o débito não seja quitado.
A decisão representa uma derrota significativa para a diretoria alvinegra, que tentava reverter a sentença aplicada pela FIFA. Com o recurso negado, o clube agora enfrenta pressão para encontrar uma solução financeira e evitar punições mais severas nos próximos meses.
Entenda a origem da dívida envolvendo Jean Lucas
O imbróglio teve início após a negociação que levou Jean Lucas ao Santos. Na ocasião, as partes firmaram um acordo de 6 milhões de euros pelo jogador. O pagamento seria realizado de forma parcelada, conforme cronograma estabelecido entre os clubes.
Segundo os documentos do processo, o Santos cumpriu apenas as duas primeiras parcelas. Os pagamentos foram efetuados em agosto de 2023 e junho de 2024. Entretanto, a última parcela, com vencimento programado para janeiro de 2025, não foi quitada no prazo acordado.
Diante do descumprimento contratual, o Monaco acionou a Fifa para cobrar os valores pendentes. Em maio de 2025, a entidade máxima do futebol julgou o caso e condenou o clube brasileiro ao pagamento da dívida.
Inconformado com a decisão, a diretoria do clube paulista recorreu à CAS, última instância da justiça esportiva internacional. Contudo, o tribunal arbitral decidiu manter integralmente a sentença anterior expedida pela FIFA.
Proposta santista foi recusada pelos franceses
Antes da conclusão do processo, o Santos buscou uma alternativa para evitar o agravamento da situação. A diretoria apresentou ao Monaco uma proposta para parcelar o valor restante em duas prestações, com vencimentos previstos para agosto de 2025 e janeiro de 2026.
A oferta, porém, não foi aceita pelo clube francês, que exigiu o cumprimento integral das condições estabelecidas originalmente no contrato. Com a decisão da CAS, emitida em 22 de maio, o Santos passou a ser obrigado a quitar imediatamente os 2 milhões de euros pendentes.
Transfer ban entra no radar da diretoria
A principal preocupação do Santos agora é evitar um transfer ban. A punição consiste na proibição de registrar novos jogadores durante uma ou mais janelas de transferências e costuma ser aplicada pela Fifa em casos de inadimplência reconhecida pela entidade.
O risco aumenta caso o clube não apresente uma solução rápida para o pagamento da dívida. Nos bastidores, dirigentes trabalham para encontrar alternativas financeiras que permitam regularizar a situação e afastar a possibilidade de bloqueios no mercado.


