Desde que assumiu o comando da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti tem adotado uma estratégia clara: combinar experiência internacional com jovens em ascensão. Nos últimos compromissos, por exemplo, o técnico passou a repetir uma estrutura-base.
Desse modo, ele sinalizou quais jogadores devem ocupar papel central no projeto rumo à Copa do Mundo. Alisson Becker é, no gol, uma certeza. Bento, Ederson Moraes e Hugo Souza foram, também, apostas de Carlo Ancelotti e deverão estar na luta por uma vaga.
Na defesa, Marquinhos e Éder Militão aparecem como principais referências. A dupla reúne regularidade, liderança e entrosamento no futebol europeu, fatores valorizados pelo treinador. Gabriel Magalhães, Alexsandro, Fabrício Bruno, Bremer e outros também merecem atenção.
No meio-campo, Casemiro segue como pilar defensivo, mesmo em fase de transição na carreira. Ao seu lado, Bruno Guimarães consolidou-se como principal organizador, enquanto Lucas Paquetá aparece como elo entre criação e ataque.
A presença constante desses nomes nas convocações indica que o setor já possui uma base bem definida. No setor ofensivo, Vinícius Júnior e Raphinha assumem protagonismo. A dupla tem somado épocas recheadas de participações em gols no Real Madrid e no Barcelona, respectivamente.
Além deles, Carlo Ancelotti tem dado espaço a jogadores como Estêvão e Matheus Cunha, numa tentativa de renovar o ataque sem abrir mão da competitividade. Rodrygo, do Real Madrid, também deverá ser opção sólida e da qual Ancelotti não abdicará.
Posições de centroavante e laterais ainda são dúvidas
A posição de centroavante ainda passa por ajustes, com diferentes nomes testados ao longo das Datas Fifa. O treinador observa rendimento, adaptação tática e capacidade de decisão antes de definir um titular absoluto.
Carlo Ancelotti até poderá jogar sem um 9 clássico até porque já o fez na carreira de treinador. Nas laterais, Ancelotti alterna nomes, mas tem demonstrado preferência por atletas com força ofensiva e capacidade de recomposição, como Danilo, Caio Henrique, Wesley França e Vanderson.
Porém, ainda parecem existir grandes dúvidas em relação a quem atuará nestes postos. De forma geral, os últimos onze da Seleção mostram um time equilibrado, com defesa sólida, meio-campo de controle e ataque veloz.
A repetição de peças-chave revela que Carlo Ancelotti já trabalha com um grupo restrito de confiança, embora mantenha espaço para observações pontuais. Com o calendário a apertar, a tendência é que a base ganhe ainda mais estabilidade.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal





