O Sport abre a semana em busca do seu novo técnico para a temporada 2026. Com a saída de Roger Silva, a diretoria rubro-negra montou uma linha de raciocínio para começar a negociar com nomes do mercado. No entanto, encontra dificuldades para fechar um nome de consenso.
A Agência RTI Esporte apurou que as dificuldades de encontrar um profissional que se encaixe no perfil e nas pretensões salariais fazem com que a diretoria não descarte a efetivação daquele que era o auxiliar e atualmente ocupa o cargo de forma interina: Márcio Goiano.
Opções escassas
A intenção inicial era trazer de volta Eduardo Baptista. No entanto, a alta multa rescisória no Criciúma inviabilizou o acerto com o Sport. Outros nomes, que já passaram pela Ilha do Retiro recentemente, também foram analisados.
Um deles é Mariano Sosso que tem contrato com o Defensa y Justicia, da Argentina, até dezembro de 2026. Por fim, Gilmar Dal Pozzo também foi procurado pelo alto comando rubro-negro. Entretanto, ele enfrenta grande resistência de uma ala da diretoria.
O nome de Juan Pablo Vojvova, que sem sendo comentado por torcedores nas redes sociais, sequer foi cogitado pelo Sport. Além disso, o salário de R$ 700 mil por mês inviabiliza qualquer investida rubro-negra.
Márcio Goiano pode ser efetivado
Neste cenário de escassez do mercado surge a possibilidade de uma solução caseira. Márcio Goiano está em sua primeira passagem pelo Sport. Ele está invicto no comando da equipe rubro-negra. Em quatro jogos, foram três vitórias e um empate.
Na diretoria, Márcio Goiano já tem defensores. A expectativa é por outra boa atuação na Série B do Campeonato Brasileiro contra o Avaí, sábado, 11, às 18h (de Brasília), na Ilha do Retiro, pela quarta rodada.
A seu favor, Márcio Goiano tem o aval do CEO do Sport, Felipe Ximenes. O diretor é conhecido por dar oportunidades de trabalho e acreditar em jovens treinadores. Em janeiro de 2026, o profissional foi o responsável pela contratação do auxiliar para integrar a comissão técnica.
Pesa a favor de Márcio Goiano a boa relação com o elenco. Os jogadores compraram a ideia do auxiliar e demonstraram muita luta para vencer o Londrina na rodada passada. Outro fator levado em consideração é a identificação com o clube.
Como jogador, vestiu a camisa rubro-negra de 1997 a 1999. Nesse ínterim, disputou 55 partidas e marcou cinco gols. Símbolo de raça em campo, o zagueiro nunca conquistou um título pelo clube pernambucano.


