Antes de mais nada, o Vasco deu um novo passo nas negociações para contratar o atacante Claudio Spinelli, do Independiente del Valle, do Equador. A diretoria sinalizou uma proposta reformulada ao clube equatoriano.
A Agência RTI Esporte apurou que a oferta prevê o pagamento de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões, na cotação atual) pelo empréstimo do jogador, além de uma obrigação de compra fixada em US$ 1,5 milhão (R$ 7,7 milhões), condicionada ao cumprimento de metas esportivas.
A mudança no modelo representa um avanço em relação à primeira investida do Vasco, que acabou sendo recusada. Inicialmente, o Independiente del Valle deixou claro que só aceitaria negociar o atacante em definitivo, por valores próximos de US$ 3 milhões (R$ 15,5 milhões).
O novo formato, no entanto, acabou sendo melhor recebido internamente. Uma fonte ligada ao clube equatoriano afirmou que, caso a proposta oficial seja apresentada nos termos discutidos, a tendência vem sendo de aceitação.
O entendimento é de que o modelo garante retorno financeiro e reduz riscos, ao mesmo tempo em que atende ao desejo do jogador de atuar no futebol brasileiro. Claudio Spinelli, aliás, também trabalha nos bastidores a fim de ajudar na negociação.
Ainda segundo apurou a reportagem, Claudio Spinelli, de 29 anos, vinha sendo monitorado por diversos clubes sul-americanos. Boca Juniors, Independiente e Talleres, todos da Argentina, chegaram a sondar a situação do atleta.
Nenhuma dessas tratativas, porém, avançou ao estágio de proposta formal. Em São Januário, a avaliação é de que o centroavante se encaixa no perfil buscado para reforçar o setor ofensivo ao longo da temporada.
Operação cabe no orçamento do Vasco
Antes de tudo, o valor total da operação, caso as metas sejam atingidas, chegaria a US$ 2 milhões (R$ 10,3 milhões), cifra considerada mais viável pelo Vasco. A estratégia de atrelar a compra obrigatória ao desempenho do jogador também diminui riscos financeiros.
A adoção de um empréstimo remunerado com obrigação de compra por metas acabou sendo determinante para destravar as conversas. O Independiente del Valle, que inicialmente rejeitou qualquer possibilidade fora da venda direta, passou a considerar o negócio como seguro.


