O Vasco enfrenta uma das etapas mais delicadas de sua recuperação judicial. Entre os credores, cinco ex-jogadores aparecem entre os maiores valores reconhecidos, somando juntos mais de R$ 46 milhões em dívidas acumuladas ao longo de diferentes gestões.
A Agência RTI Esporte apurou que o zagueiro Werley lidera a lista, com um crédito de R$ 13.412.813,38, referente a valores de rescisão, direitos de imagem e encargos trabalhistas. Logo atrás aparece o volante Wendel, com R$ 11.416.874,87.
O atacante Damián Escudero, por exemplo, cobra R$ 8.092.759,58. O atacante Max tem a receber R$ 8.082.730,46, enquanto o centroavante Luís Fabiano, que defendeu o clube em 2017, fecha o top 5 com R$ 5.657.475,67.
Os números constam na relação de credores homologada pela Justiça do Rio de Janeiro. Essas dívidas foram reconhecidas oficialmente no processo e estão incluídas no plano de pagamento aprovado por ampla maioria dos credores — cerca de 97% votaram a favor.
Ainda segundo apurou a reportagem, o projeto prevê o desembolso de aproximadamente R$ 200 milhões em até 19 anos, com descontos que podem chegar a 90%, dependendo da categoria e da negociação individual.
Mesmo com os abatimentos, o Vasco ainda terá uma responsabilidade financeira de longo prazo. As maiores dívidas com ex-jogadores refletem o acúmulo de gestões que não conseguiram equilibrar receitas e despesas.
Em vários casos, os valores são resultados de ações trabalhistas que se arrastam há anos. Segundo fontes próximas ao processo, há possibilidade de antecipação de pagamentos caso o clube obtenha receitas extraordinárias, como vendas de atletas ou novos patrocínios.
A recuperação judicial foi a alternativa encontrada pela diretoria para reorganizar o caixa e organizar um cronograma. Apesar de críticas e desafios, a aprovação do plano foi considerada um avanço para garantir a sustentabilidade do clube e aliviar o peso das dívidas herdadas.
Qual é a dívida total do Vasco hoje?
Antes de tudo, a dívida total do Vasco gira em torno de R$ 1,4 bilhão. Em recente entrevista coletiva, o presidente Pedro Paulo de Oliveira revelou que esse valor é a essa a soma das dívidas da SAF e do quadro social.
Essa estimativa é composta pela dívida de R$ 638 milhões referente ao processo de recuperação judicial, além de outras dívidas, como valores de compras de jogadores, impostos e contratos de patrocínio.




