Antes de tudo, o Vasco anunciou nesta sexta-feira (20) a saída de Philippe Coutinho. Segundo comunicado oficial, o meia procurou a diretoria para manifestar o desejo de rescindir de forma antecipada o contrato, que teria validade até o meio deste ano. Após conversa direta entre as partes, o acordo foi firmado de maneira amigável no fim da tarde.
Revelado em São Januário e formado nas categorias de base do clube, Philippe Coutinho sempre manteve vínculo forte com a torcida vascaína. No retorno ao futebol brasileiro, buscou reencontrar o protagonismo e assumiu o compromisso de contribuir dentro e fora de campo. A diretoria destacou o profissionalismo e o respeito do jogador durante o período em que voltou a vestir a camisa cruzmaltina.
O desfecho encerra uma passagem cercada de expectativa desde o anúncio do retorno. Embora o contrato ainda tivesse alguns meses de vigência, prevaleceu o entendimento de que a rescisão atenderia aos interesses de ambas as partes. O clube agradeceu o empenho de Philippe Coutinho e desejou sucesso na sequência da carreira.
Como foi a segunda passagem de Philippe Coutinho pela Colina
Um evidente desgaste marcou os últimos dias de Philippe Coutinho no Vasco. Vaiado no empate com o Volta Redonda, no último domingo, o camisa 10 deixou o gramado ainda no intervalo, com a equipe em desvantagem. Depois, explicou que estava “muito cansado mentalmente” e que, naquele momento, entendeu que seu ciclo no clube havia chegado ao fim.
Desde o retorno a São Januário, Coutinho disputou 81 partidas, marcou 17 gols e deu sete assistências. Em 2025, ano em que o Vasco terminou como vice-campeão da Copa do Brasil, esteve em campo 56 vezes, alcançando o maior número de jogos em uma única temporada na carreira. A sequência intensa, no entanto, não foi suficiente para consolidar a regularidade esperada.
Ademais, a torcida presenciou atuações de alto nível, como na goleada sobre o Santos e no empate contra o Melgar, no Peru. Porém, no conjunto, o rendimento ficou abaixo da expectativa criada em torno do retorno do ídolo. As vaias no último jogo simbolizaram essa frustração.
Por fim, em mensagem publicada nas redes sociais, o meia admitiu o impacto do momento: “Naquele momento, na ida para o vestiário, eu senti e percebi que meu ciclo no clube tinha acabado, e eu não voltei para priorizar minha saúde mental. Isso dói muito.”





