O Vasco pagou R$ 30 milhões por Marino Hinestroza esperando um atacante capaz de produzir respostas dentro de campo. Até aqui, porém, a conta não fecha. O colombiano chegou ao clube cercado de expectativa, disputou 30 partidas e ainda não marcou.
A assistência na goleada sobre o Coritiba e as boas atuações antes da Data Fifa, entretanto, abriram uma nova perspectiva para um jogador que passou meses distante do rendimento esperado. A mudança de comportamento é perceptível.
Marino Hinestroza passou a participar mais das ações ofensivas, ganhou confiança e encontrou maior espaço com Pedro Emanuel. O problema é que, diante do tamanho do investimento, evolução sem gol ainda é apenas parte da resposta que o Vasco precisa.
Investimento milionário aumentou a cobrança
Marino Hinestroza foi contratado no início do ano junto ao Atlético Nacional por R$ 30 milhões. O valor colocou o atacante entre as operações relevantes do clube e elevou naturalmente a expectativa sobre sua produção. O início, contudo, foi abaixo do esperado.
Com Renato Gaúcho, o colombiano perdeu espaço e chegou a ficar no banco ou fora da relação. A situação gerou insatisfação no jogador e em seu estafe, sobretudo após declarações do treinador sobre as dificuldades de adaptação de atletas colombianos ao futebol brasileiro.
O episódio ganhou outra dimensão quando Marino Hinestroza curtiu publicações que sugeriam sua saída do Vasco e passou a ser cobrado pela torcida. O alto investimento aumentou a pressão sobre suas atuações.
Pedro Emanuel abre uma nova fase
A chegada do técnico Pedro Emanuel modificou esse cenário. Com mais oportunidades, Marino Hinestroza começou a apresentar sinais de evolução e passou a participar de maneira mais efetiva do jogo ofensivo.
Na goleada sobre o Coritiba, deu a assistência para Ramon Rique e teve uma das atuações mais produtivas desde sua chegada. Antes da Data Fifa, também vinha apresentando desempenho mais consistente.
Ainda assim, participar mais não significa entregar números decisivos. Marino Hinestroza soma 30 jogos pelo Vasco sem marcar. Para um atacante contratado por R$ 30 milhões, a marca mantém a cobrança em primeiro plano.
A conta ainda depende do primeiro gol
A melhora recente muda o ambiente, mas não apaga o retrospecto. Marino Hinestroza precisa transformar participação em gols. Com contrato até dezembro de 2029, terá tempo para evoluir, mas cada jogo aumenta a cobrança pelo retorno dos R$ 30 milhões investidos.
A assistência contra o Coritiba foi uma resposta, mas não encerra a discussão. Após 30 jogos sem marcar, o primeiro gol terá peso especial e poderá transformar evolução em retorno ao investimento do Vasco.
A Data Fifa interrompeu justamente a sequência em que Marino Hinestroza começava a ganhar confiança. Na retomada, o desafio será transformar essa reação em regularidade — e fazer os R$ 30 milhões aparecerem também nos números do atacante.


