Antes de mais nada, o Botafogo vem transformando seu elenco em ativo financeiro com uma eficiência rara no futebol brasileiro. Só em 2025, o clube já arrecadou 76,7 milhões de euros (R$ 503 milhões, na cotação atual) com a venda de seis jogadores.
A Agência RTI Esporte apurou que os números colocam o Botafogo entre os líderes em negociação de atletas na temporada e reforçam o projeto de gestão liderado pela Eagle Holding Football. Nos últimos anos, John Textor transformou o clube em uma verdadeira máquina de fazer dinheiro.
A maior transação do ano foi a venda de Luiz Henrique, negociado por 32,9 milhões de euros (R$ 216 milhões) com o Zenit, da Rússia. Em seguida, aparece Igor Jesus vendido por 19,5 milhões de euros (R$ 128 milhões) para o Nottingham Forest, da Inglaterra.
Outro nome importante no ranking é Jair Cunha, que deixou o time para defender o Nottingham Forest, por 11,6 milhões de euros (R$ 76 milhões), consolidando-se como um dos negócios mais rentáveis desde que John Textor comprou a SAF Botafogo.
Ainda segundo apurou a reportagem, o top 6 das vendas milionárias ainda inclui Júnior Santos, negociado por 7,3 milhões de euros (R$ 48 milhões) com o Atlético-MG, e Tiquinho Soares, vendido por 2,9 milhões de euros (R$ 19 milhões).
Além disso, Carlos Alberto, que se transferiu para o Vitória, rendeu 2,2 milhões de euros (R$ 15 milhões) aos cofres alvinegros. O levantamento considera apenas valores brutos divulgados pelo próprio clube e números apurados pela Agência RTI Esporte.
Vendas abrem espaço para chegada de reforços no Botafogo
Com as saídas de nomes importantes, o Botafogo abre espaço para novos reforços e segue atento ao mercado. John Textor, por exemplo, trabalha com a expectativa de manter o nível competitivo da equipe mesmo com a rotatividade.
Parte do valor arrecadado já começou a ser reinvestido em contratações para o técnico Davide Ancelotti. Além do aspecto financeiro, os dirigentes comemoram o fortalecimento da imagem do clube como um dos principais exportadores de talento do país.


