Antes de tudo, às vésperas da final do Campeonato Baiano, o Vitória reacendeu polêmica antiga. Na manhã desta segunda-feira (2), o clube formalizou pedido pelo fim da torcida única nos clássicos contra o Bahia. O ofício foi encaminhado à Federação Bahiana de Futebol, responsável pela organização do Estadual.
A decisão ocorre dias antes do confronto que definirá o campeão de 2026, marcado para a Arena Fonte Nova, no próximo sábado, dia 7 de março. O Rubro-Negro conquistou o direito de lutar pelo título após eliminar o Jacuipense nos pênaltis por 4 a 2, em seguida ao empate por 1 a 1. Já o Bahia superou o Juazeirense ao vencer por 4 a 2.
Contudo, a medida que restringe a presença das duas torcidas vigora desde 2017, com breve flexibilização no ano seguinte. Desde então, mais de 30 Ba-Vis ocorreram com arquibancadas ocupadas por apenas um lado. O modelo foi adotado após episódios graves de violência registrados dentro e fora dos estádios da capital baiana.
O presidente rubro-negro, Fábio Mota, sustenta que o momento exige nova avaliação. Para ele, o cenário atual do futebol brasileiro mostra que clássicos em outros estados ocorrem com divisão de público, sob planejamento de segurança. O dirigente defende que a Bahia também tem condições de organizar o evento com setores separados para cada torcida.
Ademais, a Federação Bahiana de Futebol informou que qualquer mudança depende de análise dos órgãos de segurança pública e do Ministério Público. A entidade ressalta que cumpre recomendações técnicas desde a adoção da torcida única. Já o Bahia mantém posição contrária à alteração neste momento, alegando que não houve avanço suficiente para garantir tranquilidade plena.
Volta de torcida mista para Bahia e Vitória depende de garantias de segurança?
O Ministério Público, por sua vez, reforçou que eventual retorno da torcida mista precisa estar condicionado à comprovação de protocolos eficazes de prevenção à violência. A avaliação inclui parecer das forças policiais e planejamento detalhado de logística, acesso e separação de públicos.
Em suma, a discussão ganha peso extra por causa do formato da decisão estadual. Com jogo único na final, o Vitória argumenta que a presença exclusiva de uma torcida pode interferir no ambiente da partida.
Para finalizar, o clube rubro-negro afirma que busca igualdade esportiva e defende que o clássico volte a ter as duas torcidas. A proposta é de que cada uma ocupe seu espaço, como parte do espetáculo que sempre marcou o futebol baiano.





