Primeiramente, o técnico Juan Pablo Vojvoda avaliou a estreia no comando do Santos, no empate sem gols com o Fluminense, e comentou a ausência dos jovens da base. O treinador explicou que priorizou a organização defensiva: “Sousa é um jogador muito forte, com muita potência para ultrapassagem, bom tecnicamente. Mas precisávamos assegurar a parte defensiva.”
Sobre a participação de Juninho e Barreal, Vojvoda destacou a observação durante a semana e a importância da decisão pelo time titular: “Durante a partida e durante a semana eu vi bem a Zé Rafael, acho que fez uma boa partida também. Até o último momento eu tinha dúvida de Barreal ou Juninho. Os dois que entraram responderam. Vão ter possibilidades e opções comigo os garotos da base.”
O técnico elogiou o desempenho geral da equipe, especialmente no segundo tempo: “No primeiro tempo fomos mais um time de transição, no segundo tempo fomos mais um time de posse de bola, de impor nosso jogo. Acho que fizemos uma partida equilibrada no primeiro tempo e uma partida superior ao adversário na segunda parte.”
Questionado sobre o que faltou para a vitória, Vojvoda destacou as oportunidades criadas e a necessidade de efetividade: “Faltou, lógico, faltou o gol, mas tivemos opções. Tivemos, principalmente no segundo tempo, um jogo por dentro interessante com Neymar associativo com o Rollheiser. Em partidas muito fechadas não há muitas opções de gol, então quando um faz um gol, a partida quebra, é difícil.”
O que Vojvoda disse sobre posição de Neymar em campo?
O treinador comentou sobre a adaptação tática e o posicionamento de Neymar: “No primeiro tempo, os zagueiros e um volante deles estavam preocupados com Neymar, então faltava enlace entre os volantes e entre os meias, entre Rollheiser e Neymar. Pedimos ao Rollheiser para jogar como terceiro volante em determinados momentos, e aí começou a encaixar melhor. Queríamos mais presença de área, por isso procuramos Deivid Washington e Chiquinho.”
Por fim, Vojvoda destacou o equilíbrio entre ataque e defesa e projetou os próximos desafios: “Gostei da organização e da ordem defensiva. Precisávamos de um equilíbrio defensivo que sustente o ataque. Jogamos a maior parte do tempo no campo adversário, no segundo tempo não sofrendo transições. Mas o próximo será diferente, fora de casa. Todos os jogos são diferentes, mas nossa atitude precisa continuar igual.”




