Yago Pikachu troca o Paysandu pelo Remo e reabre debate sobre ídolos e rivalidade

Aos 33 anos, jogador assinou até dezembro de 2026 com o rival histórico do Papão da Curuzu
Yago Pikachu troca o Paysandu pelo Remo e reabre debate sobre ídolos e rivalidade
Foto: Samara Miranda/ Remo

Antes de mais nada, a contratação do atacante Yago Pikachu, de 33 anos, pelo Remo caiu como uma bomba entre torcedores do Paysandu. O acordo é válido até dezembro de 2027. Ele chegou ao Baenão com o aval do técnico Juan Carlos Osório.

Livre no mercado da bola após encerrar seu vínculo com o Fortaleza, o jogador acertou com o clube azulino para a temporada de 2026. Yago Pikachu, vale lembrar, também teve passagem importante pelo Vasco entre 2016 e 2020, onde ganhou projeção nacional.

Mesmo assim, foi no Papão da Curuzu que ele construiu sua principal ligação emocional com o futebol. Por isso, a decisão ganhou um peso diferente e mexeu diretamente com o sentimento da torcida bicolor.

Nas redes sociais, por exemplo, muitos torcedores tentaram amenizar a situação. O argumento é conhecido: futebol é trabalho, contrato acaba e a carreira precisa seguir. É verdade. Mas nem toda decisão é apenas técnica ou financeira.

Uma história que não se apaga — mas muda

Antes de tudo, Yago Pikachu defendeu o Paysandu por quase uma década. Foram 213 partidas com a camisa bicolor, 62 gols marcados e 15 assistências. Números altos para um jogador que atuou boa parte da carreira como lateral e ala.

Durante esse período, por exemplo, conquistou o Campeonato Paraense de 2013 e se consolidou como uma das maiores referências técnicas e simbólicas da história recente do clube. Essa trajetória segue registrada. Ninguém apaga.

O que muda é como ela passa a ser lembrada. Ao acertar com o Remo, Yago Pikachu deixa de ser unanimidade entre os torcedores do Paysandu. A idolatria dá lugar a um sentimento dividido, marcado pela rivalidade que é parte fundamental do futebol paraense.

Paysandu e Remo não são apenas clubes rivais. São identidades completamente opostas. Por isso, transferências entre os dois lados costumam ser vistas como algo além do profissional — são rupturas emocionais.

A escolha de Yago Pikachu não invalida sua carreira. Ele seguirá jogando, com contrato, salário e novos desafios até o fim de 2027. Mas também precisará conviver com o preço da decisão. Afinal, no futebol, toda escolha possui uma consequência. Mas nem toda escolha sai de graça.

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