Antes de mais nada, o Vasco fechou acordo com o Rennes para a contratação do atacante colombiano Andrés Gómez, em uma negociação que prevê o pagamento de € 5,5 milhões (R$ 34,2 milhões, na cotação atual) pela aquisição de 60% dos direitos econômicos do jogador.
A Agência RTI Esporte apurou que Andrés Gómez, no futuro, pode elevar o valor total do negócio para € 7 milhões (R$ 43,6 milhões). A estrutura do acordo dá ao clube maior controle sem exigir um desembolso mais elevado. O contrato será válido até dezembro de 2028.
Aos 23 anos, o colombiano vem sendo tratado como aposta de médio prazo pela comissão técnica e, principalmente, por Fernando Diniz. O atacante foi contratado pelo Rennes com expectativa de valorização, mas não conseguiu se firmar no futebol francês.
Desse modo, o Vasco identificou no jogador um perfil que combina idade, margem de crescimento e potencial de revenda. Internamente, a avaliação é de que o colombiano pode oferecer profundidade ofensiva e velocidade, características vistas como carentes no elenco.
Ainda segundo apurou a reportagem, a diretoria vascaína, ao fracionar o passe, reduz o risco inicial e mantém a possibilidade de ampliar sua participação caso o desempenho em campo justifique novo investimento.
A permanência de Andrés Gómez ocorre em um momento em que o clube busca ajustes pontuais no elenco. A diretoria entende que um investimento desta magnitude permite ganho técnico sem comprometer às finanças.
Negociação fracionada reflete estratégia de controle financeiro
Ao optar pela compra parcial dos direitos econômicos, o Vasco preserva flexibilidade para decisões futuras. Caso Andrés Gómez se valorize, o clube terá prioridade para ampliar sua fatia no passe; se não houver retorno esportivo esperado, o impacto financeiro já estará diluído.
O acordo com o Rennes, portanto, vai além da contratação em si e sinaliza à forma como o Vasco pretende se posicionar no mercado: menos exposição imediata e maior capacidade de ajuste conforme a resposta dentro de campo.

