Antes de mais nada, o Atlético-MG não terá entrada imediata de recursos com a venda do atacante Rony ao Santos. A negociação acabou sendo concluída por meio de um acordo triangular envolvendo também o Botafogo.
A Agência RTI Esporte apurou que a operação serviu para compensar dívidas existentes entre os três clubes. No arranjo firmado, o Galo possuía uma dívida de € 3 milhões (R$ 18,6 milhões, na cotação atual) com o Atlético-MG.
Paralelamente, o clube carioca tinha valores a receber do Atlético-MG referentes à negociação do atacante Júnior Santos em 2025. Com isso, as partes chegaram a um entendimento para que os débitos fossem abatidos de forma cruzada.
Assim, a operação acabou viabilizando a ida de Rony ao clube paulista sem impacto imediato no fluxo de caixa do Galo. Internamente, a diretoria atleticana trata a operação como positiva do ponto de vista financeiro, ainda que não gere receita imediata.
O Atlético-MG conseguiu reduzir valores a receber considerados de difícil liquidação no curto prazo, além de ajustar seu balanço com a eliminação de pendências envolvendo outros clubes do mercado nacional.
Ainda segundo apurou a reportagem, o Santos conseguiu concretizar a contratação sem desembolso direto, o que se encaixa no atual cenário de reestruturação financeira do clube. Já o Botafogo conseguiu receber valores de uma transação costurada no ano passado.
Apesar de não receber valores agora, o Atlético-MG manteve no contrato cláusulas que podem gerar retorno financeiro futuro. O acordo prevê o pagamento adicional de até € 2 milhões (R$ 12,4 milhões), condicionados ao cumprimento de metas esportivas por parte de Rony.
Metas esportivas mantêm expectativa de receita futura
Antes de tudo, as metas estabelecidas no contrato não foram detalhadas oficialmente pelas partes envolvidas. No entanto, estão relacionadas ao desempenho individual do atacante e à sua participação em jogos oficiais pelo Santos.
No planejamento do Atlético-MG, a saída de Rony também atende a critérios esportivos. O jogador não estava entre as prioridades do técnico Jorge Sampaoli. Assim, sua transferência abriu espaço na folha salarial e no grupo de atacantes.





