Antes de mais nada, o Conselho Deliberativo do Corinthians se reuniu na noite desta segunda-feira, 25, e votou pela expulsão do ex-presidente do clube, Andrés Sanchez do quadro de sócios do Timão. A votação, que aconteceu no Parque São Jorge, teve ao todo 167 votos.
Andrés foi expulso com 112 votos contra 49 pela sua permanência no quadro de sócios do Corinthians. Seis sócios presentes se abstiveram. A votação aconteceu após apreciação do parecer elaborado por Leonardo Pantaleão, presidente interino do Conselho Deliberativo do clube.
Andrés Sanchez foi acusado de gastar R$ 480 mil em despesas pessoais no cartão corporativo do Corinthians entre os anos de 2018 e 2021. Antes da votação, o conselheiro da Comissão de Ética, Rodrigo Bittar, leu o relatório. Após a leitura, a defesa de Andrés Sanchez se manifestou para que a votação ocorresse na sequência.
A apuração do caso começou em agosto pela comissão de justiça. Já em outubro, Andrés Sanchez foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo, por apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário.
Andrés Sanchez foi presidente do Corinthians duas vezes
Nesse meio tempo, o Ministério Público identificou mais de 200 despesas em 31 faturas emitidas entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021. Além da devolução dos R$ 480 mil ao Corinthians, o Ministério Público pede indenização de 75% desse valor por danos morais. Ou seja, Andrés Sanchez, se condenado for, terá de pagar cerca de R$ 1,1 milhão aos cofres do Corinthians.
Andrés Sanchez foi presidente do Corinthians em duas oportunidades, entre 2007 e 2011; depois, ele comandou o Timão entre 2018 e 2020. Após deixar a presidência, ele se tornou conselheiro vitalício do clube e membro nato do Cori (Conselho de Orientação). Andrés se licenciou dos cargos logo após as denúncias em agosto de 2025.


