O corte de Wesley da Seleção Brasileira por lesão trouxe uma consequência que vai além da questão esportiva. Mesmo negociado com a Roma, da Itália, o lateral-direito ainda poderia render uma quantia significativa aos cofres do Flamengo durante a disputa da Copa do Mundo.
A Agência RTI Esporte apurou que o Flamengo tem direito ao mecanismo de compensação financeira da FIFA destinado às equipes que cederam atletas ao torneio. Pelas regras, os times recebem uma quantia diária por cada jogador convocado para a competição.
O valor gira em torno de 2,3 mil euros (R$ 14 mil, na cotação atual) por dia e é dividido entre os clubes que tiveram vínculo com o atleta nos últimos 24 meses. Como Wesley deixou o Flamengo recentemente, o Rubro-Negro continuava apto a receber sua parcela.
Com a confirmação da lesão e o consequente desligamento do lateral da delegação brasileira, a expectativa de arrecadação acabou reduzida. Após o corte, a CBF confirmou a substituição de Wesley por Ederson, volante da Atalanta.
Wesley deixa legado esportivo e financeiro no Flamengo
Revelado nas categorias de base do Flamengo, Wesley construiu uma trajetória de crescimento acelerado no clube. Após ganhar espaço no elenco profissional, transformou-se em titular da lateral direita e participou de algumas das principais conquistas rubro-negras nos últimos anos.
Durante sua passagem pelo clube, o defensor conquistou a Copa Libertadores da América de 2022, as Copas do Brasil de 2022 e 2024, a Supercopa do Brasil de 2025 e os Campeonatos Cariocas de 2024 e 2025.
O desempenho consistente também abriu as portas da Seleção Brasileira. A valorização o levou para a Roma. O negócio foi fechado por 25 milhões de euros fixos, com mais 5 milhões de euros em bônus por metas, podendo atingir 30 milhões de euros no total.
Contrato longo e multa bilionária marcaram reta final no clube
Antes de ser negociado, Wesley renovou seu contrato com o Flamengo até dezembro de 2028. A extensão do vínculo foi acompanhada por uma significativa valorização contratual, refletindo a confiança do clube em seu potencial de mercado.
Na ocasião, a diretoria estabeleceu uma multa rescisória de 200 milhões de euros (R$ 1 bilhão, à época). A medida tinha como objetivo proteger um dos ativos mais valiosos das categorias de base rubro-negras diante do assédio crescente de clubes europeus.
Mesmo após sua saída para a Roma, Wesley continuava gerando expectativa de retorno financeiro ao Flamengo. O corte da Seleção interrompe essa possibilidade, mas não diminui o impacto esportivo e econômico que o lateral deixou no clube antes de seguir carreira na Itália.


