Antes de tudo, o Vasco surpreendeu o Botafogo ao conquistar a classificação à semifinal da Copa do Brasil, nesta quinta-feira (11). Após a partida, o técnico Fernando Diniz, do Cruzmaltino, destacou qual foi a estratégia adotada pelo seu time no Estádio Nilton Santos.
“Tendo o recorte do que aconteceu nos dois jogos, acho que foi uma classificação muito justa. Jogamos melhor que o Botafogo em São Januário, até o gol não foi uma chance clara. Tivemos chance de vencer lá. Hoje foi mais equilibrado. Jogar aqui é muito difícil porque o campo modifica muito o jogo. Já é mais rápido por natureza e eles encharcam muito o campo para começar o jogo e depois no segundo tempo. Ganha outra dinâmica. O time foi inteligente para tirar a velocidade do jogo, principalmente nos minutos iniciais dos dois tempos. Dos 25 minutos do segundo tempo para frente, estávamos muito mais perto de fazer o gol do que o Botafogo”, iniciou.
“Mas o importante é que fomos para os pênaltis, coisa que treinamos sempre. Os caras não bateram apenas por casualidade. Sempre treino, minha vida inteira, qualquer adversário. Quando tem a mínima chance de ter a disputa, treinamos pênalti. Todos treinam. Foi uma vitória do trabalho de muita gente. Todos se doaram muito no DM para que o Tchê Tchê pudesse jogar, infelizmente ele se machucou de novo, e para o Paulo Henrique se recuperar. O Puma, que veio direto da seleção, foi muito importante. O Vasco é isso, um trabalho de muitas mãos. Do presidente, que passa por muitas mãos no CT e chega no torcedor, que é muito diferente. Maior patrimônio nosso, muito bom ver a torcida do Vasco feliz e quem mais merece isso são eles”, completou.
Vasco campeão da Copa do Brasil?
Fernando Diniz também demonstrou preocupação com Lucas Piton e Tchê Tchê. A saber, os dois jogadores deixaram a partida lesionados, o que pode ser um obstáculo para o Vasco na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro.
“Os dois preocupam para o jogo (contra o Ceará). Piton teve entorse de tornozelo, está bastante inchado e dolorido, e o jogo está muito próximo. E o Tchê Tchê também não deve jogar. A gente acelerou, departamento médico fez um trabalho incrível para tentar recuperá-lo, estava se sentindo bem nos treinamentos. E o Tchê Tchê nunca tinha tido lesão muscular na carreira. Então, do feeling de poder devolver os feedbacks ao departamento médico é um pouco difícil no caso dele. A gente arriscou, e infelizmente ele sentiu a mesma lesão”, avaliou.
“Eu acho que a ideia do título é possível. Temos 25% de chances de ser campeão, igual todo mundo. O campeonato está aberto. São quatro grandes clubes nessa fase. Não estamos mais na Sul-Americana, temos alguns jogos atrasados de meio de semana, mas o fato de não ter a Copa do Brasil no meio beneficia a gente. Não é determinante, mas teremos mais tempo para trabalhar, focar no Brasileiro e nos esforçar ao máximo para subir na tabela. Quando chegar a Copa do Brasil estarmos bem e ter tempo para preparar para os jogos decisivos”, concluiu Diniz.




