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Advogado e acadêmico da UFRJ, Renato Ferreira afirma sobre Vini Jr.: “Pode ser o próximo Martin Luther King ou Nelson Mandela na luta contra o racismo”

A notícia de que Vini Jr. não seria o vencedor do prêmio Bola de Ouro da temporada 2023/2024 pegou o mundo de surpresa, poucas horas antes do evento organizado pela revista France Football. Ao saber da decisão, o atacante brasileiro e o Real Madrid decidiram cancelar a presença no Théâtre du Châtelet, em Paris, como forma de protesto. Mais tarde, a confirmação: o volante Rodri, do Manchester City, conquistou o trófeu de Melhor Jogador do Mundo na última temporada.

Apesar de não ser dito publicamente, torcedores, profissionais da imprensa, jogadores e personalidades, atribuíram a perda do prêmio à luta incansável de Vini Jr., nos gramados europeus, contra o racismo. Em entrevista a Agência RTI Esporte, o advogado Renato Ferreira coloca o brasileiro como figura central no combate à discriminação racial, na atualidade. Além disso, o doutor em Sociologia e Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) acredita que o empenho do atacante nesse tema pode colocá-lo, com o tempo, no mesmo patamar de nomes como Martin Luther King e Nelson Mandela.

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“Não vejo outra personalidade negra mundial com mais proeminência nesse campo do que o Vinicius Jr.. Primeiro porque se tornou uma estrela internacional de quinta grandeza por ser um excelente atleta. Segundo, porque os ataques racistas que ele sofreu foram muito violentos. Isso, chamou a atenção do mundo inteiro. Nesse sentido, penso que ele se tornou, nesse momento, a grande referência de luta mundial contra o racismo. Ele tem tudo para se transformar, também historicamente, num grande líder na luta dos Direitos Humanos, assim como o (Martin) Luther King e Nelson Mandela”, afirmou o Dr. Renato Ferreira.

Questionado sobre a decisão de Vinicius Jr. em não participar da cerimônia, o professor ressaltou, incialmente, que a decisão partiu do Real Madrid. Por outro lado, Renato Ferreira alertou que a atitude do clube merengue foi importante para aumentar a força do protesto do jogador brasileiro. Além disso, o time espanhol entrou de vez, ao lado do atacante, na luta antirracista.

“Vale a pena lembrar que foi decisão do clube não ir, não foi só ele que não foi. Ao fazer com que o clube venha a aderir o seu protesto, ele se tornou muito mais forte. Porque, agora, não se trata só de uma questão do Vinicius Junior contra essa injustiça, mas sim de todo o clube, do Real Madrid”, avaliou o professor.

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Para o Dr. Renato Ferreira, Vini Jr. sai como “o grande vitorioso moral dessa disputa”. Na avaliação do acadêmico, a repercussão e o apoio que o atacante da Seleção Brasileira recebeu nas redes sociais apontam para “esse sentimento de justiça. Dessa forma, a luta antirracista chegou ao ponto de maior de debate: quando deixa de ser uma demanda individual ou de pequenos grupos, para uma discussão que envolve toda a sociedade.

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“A vitória é não é só do Vinicius Jr.. A vitória é da luta contra o racismo e ele é o grande vitorioso moral dessa disputa. Isso, sem dúvida alguma, pelas reações que estão acontecendo pela internet, sinalizam esse sentimento de justiça. Mas, por outro lado, também há uma grande admiração e um grande apoio internacional que ele está recebendo das redes sociais por ter feito todo esse trabalho que fez. Não só dentro de campo como atleta, mas também, na luta dele contra o racismo”, declarou o membro do Grupo Estratégico da Análise da Educação Superior.

Por fim, Renato Ferreira foi crítico à forma como o mundo do futebol, como parte de uma sociedade, trata os casos de racismo. Para o advogado, a revista France Football perdeu uma grande oportunidade de se colocar a favor da luta antirracista. No entanto, optou por se manter indiferente a causa, algo que pode gerar desgaste a própria imagem do veículo.

“Esse desrespeito ele acaba fortalecendo a imagem do Vinicius Junior por um lado. Por outro lado, mostra que não se tem o compromisso de enfrentar o racismo para além de ações pontuais e simbólicas. Essa premiação do Vinícius poderia ser, também, um grande ato contra o racismo, pela união dos povos na luta pelos Direitos Humanos. Mas, ao fazer esse tipo de situação, acaba causando um desgaste muito grande para sua própria imagem”, finalizou o professor Renato Ferreira.

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