BTG assume gestão do estádio do Palmeiras até 2044; saiba detalhes

O BTG Pactual chegou a um acordo com a WTorre para participar da gestão do estádio do Palmeiras até 2044. O banco passará a dividir a operação da arena com a construtora, que permanecerá na sociedade, mas terá participação minoritária.

A Agência RTI Esporte apurou que o pré-contrato firmado entre as empresas foi encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável pela análise do negócio. A conclusão da operação depende das etapas previstas no processo de aprovação.

A mudança ocorre meses após a arena deixar de se chamar Allianz Parque. Em abril, a WTorre vendeu os naming rights ao Nubank, que passou a batizar o estádio como Nubank Parque, com aval do BTG, que já estudava participar da gestão.

Dívida da WTorre está ligada ao negócio

A aproximação entre o banco e a construtora também tem relação com a dívida contraída pela WTorre para a construção da arena. Em 2024, a Enforce, gestora de créditos do grupo BTG, adquiriu do Banco do Brasil uma dívida da construtora estimada em R$ 650 milhões.

O compromisso financeiro está relacionado aos investimentos realizados para a construção do estádio, inaugurado em 2014. Com o novo acordo, o BTG passa a integrar a estrutura societária responsável pela operação da arena.

Operação do estádio não terá mudanças

Apesar da alteração na composição da sociedade, a rotina do estádio permanecerá a mesma. A WTorre continuará representada no conselho de administração, enquanto os contratos já firmados com patrocinadores e produtores de eventos serão mantidos.

A equipe de operação também será mantida, com Marcelo Frazão à frente da gestão. O Palmeiras não participou do acordo e mantém contrato de direito de superfície que permite à WTorre administrar o estádio até 2044.

O acordo mantém os repasses ao Palmeiras. Nos cinco primeiros anos, o clube recebeu 5% das receitas; desde novembro de 2024, o percentual passou a cerca de 15%. Em 2044, poderá assumir a operação ou buscar outro gestor.

Arena ultrapassa 9 milhões de torcedores

Em 2026, por exemplo, a arena ultrapassou 9 milhões de espectadores em jogos do Palmeiras. A marca foi alcançada na 357ª partida do estádio, na vitória por 3 a 0 sobre o Santos, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Aporte milionário na SAF do Botafogo é barrado e gera novo impasse com John Textor

O Botafogo enfrenta um novo capítulo de indefinição em sua estrutura societária. O aporte de US$ 25 milhões (R$ 130 milhões, na cotação atual), desejado por John Textor para a SAF alvinegra, não será concretizado.

A Agência RTI Esporte apurou que a operação foi barrada após avaliação do banco consultor do clube, o BTG Pactual. A decisão inviabiliza a assinatura do acordo por parte do clube social, que optou por seguir a recomendação técnica apresentada pela instituição financeira.

O episódio amplia a tensão nos bastidores e levanta dúvidas sobre os próximos passos da gestão da SAF. O BTG Pactual, responsável por assessorar o Botafogo em questões estratégicas e financeiras, não aprovou os termos da operação proposta por John Textor.

Embora os detalhes não tenham sido oficialmente divulgados, a avaliação interna apontou riscos ou inconsistências que levaram à rejeição do modelo apresentado. Sem o aval do banco, o clube social decidiu não avançar na assinatura do acordo.

A medida segue o entendimento de que operações dessa magnitude exigem respaldo técnico e segurança jurídica, especialmente no contexto de uma Sociedade Anônima do Futebol como é o caso do Botafogo.

Clube social opta por cautela

A postura adotada pelo Botafogo indica uma tentativa de preservar a governança e evitar decisões que possam comprometer o futuro da SAF. Internamente, a leitura é de que a negativa do BTG Pactual não pode ser ignorada, dada a relevância da instituição no processo.

O movimento também reforça a autonomia do clube social em relação à SAF, mesmo com a presença de um investidor majoritário. A relação entre as partes, no entanto, tende a sofrer novo desgaste com a recusa.

Comunicação será feita em reunião nos Estados Unidos

O presidente do clube, João Paulo Magalhães Lins, será o responsável por comunicar oficialmente a decisão a John Textor. O encontro está marcado para acontecer ainda hoje, em Miami, nos Estados Unidos.

A reunião é tratada como decisiva para o alinhamento entre as partes. Além de informar a recusa, a diretoria do Clube de General Severiano deve discutir alternativas e possíveis ajustes no modelo de investimento.

A expectativa é de que o diálogo busque evitar um rompimento mais profundo. A não concretização do aporte de US$ 25 milhões impacta diretamente o planejamento financeiro da SAF. O valor poderia ser utilizado para reforçar o caixa, investir no elenco ou acelerar projetos estruturais.

Futuro depende de novo alinhamento

Sem o recurso, o Botafogo precisará reavaliar prioridades e ajustar estratégias para a sequência da temporada. Ao mesmo tempo, o episódio evidencia os desafios de conciliar interesses entre investidor, clube social e consultores financeiros.

A relação com John Textor, peça central no modelo de SAF alvinegro, entra em um momento delicado. A condução das próximas conversas será fundamental para determinar se haverá reaproximação ou um distanciamento mais significativo.

Assim, a negativa ao aporte não representa apenas o cancelamento de uma operação financeira, mas um ponto de inflexão na governança do Botafogo. Entre cautela institucional e ambição de crescimento, o clube busca equilibrar decisões em um cenário cada vez mais complexo.

Conheça André Esteves, possível investidor da SAF do Fluminense

Um tema muito debatido entre os torcedores pode estar ganhando corpo no Fluminense: a possibilidade de se transformar em SAF (Sociedade Anônima Futebol) vem sendo pauta nas rodas de conversas de pessoas influentes no cenário político do clube. De acordo com o presidente Mário Bittencourt o modelo estudado pelo Tricolor das Laranjeiras é semelhante ao adotado pelo Fortaleza, há pouco mais de um ano.

“Há dois anos, o Fluminense trabalha com esse planejamento. Tem um advisor, que é um banco muito grande, o BTG, que nos ajuda a buscar investidor. O nosso modelo de SAF ainda não está oficialmente desenhado, mas temos a ideia de não vender o controle do clube, um modelo muito parecido com o do Fortaleza”, disse o presidente Mário Bittencourt em recente entre entrevista ao “Flashscore Podcast” antes de prosseguir:

“Está muito avançado, nossos números foram todos avaliados pelo BTG e por possíveis investidores, agora estamos na fase de ‘due diligence’, acredito que essa fase se conclua em setembro.  A partir de outubro a gente já pode estar no mercado buscando esse investidor. E aí vai ser um modelo em que primeiro vamos tentar pagar a dívida do passado, que é muito grande, e concomitantemente investir ainda mais no futebol”, revela.

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No modelo adotado pelo Leão do Pici, a própria associação é quem controla os ativos do clube-empresa. Dessa forma, contratos de jogadores, mensalidades dos sócios torcedores, os acordos de patrocínio, entre outro ativos, ficam nas mãos do próprio Fortaleza, neste caso.

De volta ao cenário do Fluminense, desde 2022, o clube assinou um contrato com BTG Pactual (Banking and Trading Group Pactual). Entre as diversas atribuições do banco de investimento, está a viabilização do projeto da SAF tricolor.

O BTG Pactual é especializado em capital de investimento e de risco, além de administrar fundos de investimento, patrimônio e ativos globais. Num primeiro momento, houve a análise dos números do futebol do clube (dívida ativa, faturamento, despesas, lucro, etc.). Superada essa etapa, a empresa vai auxiliar na busca por um investidor.

O banqueiro André Esteves é o possível investidor da futura SAF do Fluminense. Formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) fez toda a sua carreira no mercado financeiro. Em 1989, iniciou como analista de sistemas no Banco Pactual, onde se tornou sócio. em 1993.

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O grupo foi comprado pelo banco suíço UBS (Union Bank of Switzerland), em 2006, e Esteves assumiu a operação da instituição. Tornou-se, no ano seguinte, chefe global da área de renda fixa do UBS Investiment Bank. No entanto, deixou a empresa em 2008 para fundar, junto a outros nove banqueiros, a BTG Investiments.

Numa expansão meteórica, André Esteves comprou a UBS Pactual: surgia, assim, o banco de investimentos BTG Pactual. Em determinado momento, porém, o banqueiro deixou seu cargo na instituição financeira. Em dezembro de 2015, ele renunciou ao comando do empresa, antes de ser preso pela Operação Lava Jato por suspeito de obstrução de justiça.

Por falta de provas, Esteves acabou soltou pouco tempo depois. Voltou ao BTG Pactual, em 2016, numa função não executiva. Por fim, em abril de 2022, os acionistas do banco de investimentos decidiram reconduzir o empresário ao cargo de presidente do conselho de administração da instituição.

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