Felipão na Chapecoense? Entenda a proposta enviada para treinador

Antes de mais nada, a Chapecoense demitiu o técnico Tcheco depois de duas partidas e duas derrotas na segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Depois de sacramentar a rápida passagem do treinador pelo clube, a diretoria da Chapecoense definiu uma lista com cinco nomes e foi ao mercado. Com um pensamento ousado, o primeiro a receber um contato oficial foi o Pentacampeão do Mundo Felipão.

Luiz Felipe Scolari está livre no mercado desde que deixou o Atlético-MG em março deste ano. Nesse meio tempo, o treinador foi procurado por alguns clubes, inclusive pelas seleções do México e Equador, mas as conversas não evoluíram. A Chapecoense procurou o treinador e enviou uma proposta de contrato com um ano de duração e um salário compatível com a realidade de Luiz Felipe Scolari.

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Contudo, Felipão analisou, agradeceu, mais informou que no momento está focado na família e não pretende assumir nenhuma equipe nesta temporada. Desse jeito, o clube não perdeu tempo e fez sondagem por Antônio Carlos Zago, que deixou recentemente o comando da Seleção Boliviana, mas o treinador não aceitou conversar.

Assim, a Chapecoense analisa alguns nomes para fazer os primeiros contatos a partir desta segunda-feira(19). Alguns treinadores aparecem como prioridade, entre eles está Eduardo Barroca, que está livre no mercado desde que deixou o Avaí. O treinador está dentro da realidade financeira do clube e deve receber um contato oficial nesta segunda-feira.

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Além dele, surgem como opções da diretoria Gilmar Dal Pozzo, que deixou o Avaí recentemente, e Celso Roth. Atualmente a Chapecoense é a 18ª colocada da Série B, com 19 pontos. Dentro da zona do rebaixamento, o time enfrenta o América-MG, na próxima quarta-feira(21), fora de casa.

De Fernando Diniz a Celso Roth, veja opções de técnicos brasileiros desempregados

A rotatividade de técnicos, como todos sabem, é grande no futebol brasileiro. Da Série A a D do do Campeonato Brasileiro já tivemos mais de 40 mudanças de técnicos, desde o início das competições nacionais em 2024. O número é, inclusive, considerado alto pela Associação Brasileira de Treinadores de Futebol.

A entidade vem conversando com os principais técnicos do país para tentar coibir a “dança das cadeiras” ao longo da temporada. Enquanto uma solução não é encontrada, o mercado da bola está agitado novamente devido a trocas de treinadores nos clubes do país.

A Agência RTI Esporte fez uma lista com sete treinadores que estão sem clube. O levantamento conta com técnicos que venceram a Copa Libertadores da América. O ranking, além disso, tem também técnico que já trabalhou com Neymar e mais. Confira a situação de cada um deles:

Celso Roth

Desde que deixou o Juventude em fevereiro de 2023, o técnico não comandou mais nenhum clube. Após a eliminação na primeira fase da Copa do Brasil diante do São Luiz, e também com uma campanha oscilante no Campeonato Gaúcho daquele ano, o veterano pediu demissão do clube, e é mais um treinador livre no mercado.

Eduardo Barroca

O técnico não comanda um clube, desde a sua saída do Avaí em abril de 2024. Eduardo Barroca, que teve passagens pelo Botafogo e Atlético-GO, montou um escritório e firmou parceria com uma empresa que trabalha com jogadores brasileiros para fazer análise de dados nos principais clubes do Brasil.

Fernando Diniz

O treinador que estava à frente do Fluminense desde o dia 30 de abril de 2022, e que chegou a comandar a Seleção Brasileira em 2023, juntamente com o time carioca, não resistiu aos maus resultados nesse ano, e foi demitido pelo Tricolor das Laranjeiras.

Mesmo levando o Fluminense ao título inédito da Copa Libertadores da América no ano passado, com o time tricolor chegando a ficar na lanterna da Série A do Campeonato Brasileiro, o técnico acabou sendo demitido em junho de 2024.

Marcelo Oliveira

Com passagens pelo Atlético Mineiro, Coritiba, Fluminense, Palmeiras, Paraná, Vasco da Gama e bicampeão brasileiro com o Cruzeiro, o técnico não fica à beira do gramado desde dezembro de 2020, quando foi demitido da Ponte Preta.

O técnico assumiu o time no G-4 da Série B, naquele ano, no 3º lugar, mas a equipe teve queda de rendimento, e caiu para 9ª posição da tabela em 2020, culminando assim na demissão de Marcelo Oliveira naquele ano. O técnico ainda tem expectativa de voltar a comandar um clube.

Márcio Fernandes

Depois do Vila Nova sofrer uma goleada histórica contra o Paysandu, por 6 a 0, em maio de 2024, no primeiro jogo da final da Copa Verde, o treinador de 62 anos não resistiu e foi demitido. Ele deixou o comando do time goiano ainda em Belém, logo depois do fim da partida.

Desde então, Márcio Fernandes não esteve mais a frente de nenhum clube, e é mais um técnico livre no mercado. O principal trabalho do treinador foi no Santos em 2008, quando comandou Ganso, Neymar e companhia. O veterano tem no currículo dois títulos da Série C do Campeonato Brasileiro: 2015 e 2020.

Zé Ricardo

Depois de duas eliminações do Goiás, o técnico foi demitido em março desse ano. O time esmeraldino caiu nas quartas de final da Copa Verde para o Vila Nova, e também nessa fase foi eliminado nos pênaltis pelo Goiânia no Campeonato Goiano.

Assim, mesmo com nove vitórias, seis empates e apenas uma derrota , um aproveitamento de 68,7%, o técnico acabou sendo demitido pelo Goiás, já que apesar dos bons números, o desempenho do esmeraldino não vinha agradando.

Milton Niemov sobre Dorival Júnior: “Pessoas como ele precisam vencer na vida”

Preparador de goleiros e com uma experiência de quase 15 anos no continente africano, Milton Niemov também viveu bons momentos no futebol brasileiro. Por aqui, trabalhou com grandes treinadores nomes como Muricy Ramalho e Dorival Júnior.

Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, Milton Niemov destacou a relação com Dorival Júnior que começou no Figueirense em 2001. Ele revelou que torce bastante pelo sucesso do amigo que agora é treinador da Seleção Brasileira.

“O Dorival Júnior foi para o Figueirense e na época o treinador era o Muricy Ramalho. O Dorival foi com um cargo de diretor técnico e, na saída do Muricy, o Figueirense tentou outro treinador, que saiu na sequência. Então o Dorival Júnior começou como treinador da equipe e eu era preparador de goleiros. Depois o Dorival foi para o Sport, me convidou, eu fui e conquistamos o Campeonato Pernambucano”, disse Milton Niemov antes de prosseguir:

“Ele é uma pessoa sensacional, profissional dedicado e competente. Fico muito feliz com o crescimento dele, um ex-companheiro e grande amigo que fiz no futebol. Sempre vou torcer por profissionais competentes e educados, o Dorival é desta forma. Pessoas assim precisam vencer na vida e ele tem todos os méritos para conquistar muita coisa”, completou Milton Niemov.

A passagem pelo Vasco

Além de Figueirense e Sport, Milton Niemov também teve passagem pelo Vasco da Gama, embora tenha ficado apenas seis meses no clube. Além disso, a passagem pelo clube carioca ficou marcada de maneira positiva para o preparador de goleiros.

“Tive muitas alegrias no futebol brasileiro. No Vasco foram só seis meses, entre Brasileirão e Copa Sul-Americana. O Vasco não vivia um momento bom, mas a oportunidade de ir para o clube apareceu com o Celso Roth, pela indicação do Humberto Ferreira. Depois o Celso acabou saindo e eu permaneci até o final trabalhando com o Romário e o Valdir Espinoza. Quando acabou aquele ano, houve uma reformulação e acabei saindo. Quase fui para o Grêmio, mas não aconteceu. Depois o Muricy Ramalho me ligou e perguntou se eu gostaria de trabalhar na África do Sul e isso acabou acontecendo”, finalizou Milton Niemov.

A carreira

Na África do Sul, o preparador de goleiros ficou 11 temporadas, tendo passado por Free State Stars, Polokwane City e Golden Arrows. Após esse período, Milton Niemov está agora em sua quarta temporada na Tanzânia, depois de passar por Simba e Yanga.

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