Quando o Canadá entrou em campo na Copa do Mundo de 2026, muitos torcedores brasileiros talvez não tenham reconhecido de imediato o nome de Moïse Bombito. No entanto, o zagueiro de 26 anos esteve muito próximo de atuar no futebol brasileiro há pouco mais de dois anos.
Antes de se transferir para o futebol francês, o defensor foi alvo do Botafogo, que buscava reforços para seu sistema defensivo dentro do projeto liderado por John Textor. A negociação chegou a avançar, mas acabou não sendo concretizada por uma decisão do próprio jogador.
Hoje no Nice, da França, Moïse Bombito se consolidou como um dos principais defensores canadenses da atualidade e figura constantemente nas convocações da seleção nacional comandada pelo técnico Jesse Marsch.
Botafogo apresentou projeto e proposta financeira
Em 2024, o Botafogo monitorava o mercado internacional em busca de jogadores com potencial de valorização. Um dos nomes indicados à diretoria foi justamente Moïse Bombito, que então defendia o Colorado Rapids, dos Estados Unidos.
A recomendação partiu de Renato Paiva, que comandava o clube carioca naquele período. O português via no canadense características compatíveis com o modelo de jogo que pretendia implementar, especialmente pela capacidade física, velocidade e qualidade na saída de bola.
A Agência RTI Esporte apurou que John Textor apresentou uma proposta considerada atrativa do ponto de vista financeiro. Os valores agradaram ao estafe do atleta, mas não foram suficientes para convencê-lo a aceitar a transferência.
Sonho europeu pesou na decisão
O principal motivo da recusa estava ligado ao planejamento de carreira traçado pelo jogador. Naquele momento, Moïse Bombito entendia que estava próximo de dar o salto para uma das principais ligas da Europa.
O defensor alimentava o desejo de atuar em mercados como Alemanha, Espanha, França, Inglaterra ou Itália. Por isso, apesar de enxergar o Botafogo como um projeto interessante, o canadense optou por permanecer na América do Norte à espera de uma oportunidade no futebol europeu.
Outro fator importante era a possibilidade de uma movimentação dentro da própria estrutura da Eagle Football, grupo controlado por John Textor. Nos bastidores, existia a perspectiva de uma futura transferência para o Olympique Lyon, da França, cenário que também era acompanhado pelo atleta.
Transferência para o Nice confirmou planejamento
Poucos meses depois, a estratégia adotada por Bombito se mostrou acertada sob a ótica esportiva. O Nice investiu cerca de 7 milhões de euros (R$ 42 milhões, à época) para contratá-lo junto ao Colorado Rapids.
O defensor assinou contrato até junho de 2028, com opção de renovação por mais uma temporada. A mudança para a Ligue 1 representou um passo importante em sua trajetória e permitiu que ele passasse a competir em um dos campeonatos mais tradicionais da Europa.
Consolidação na França e espaço na seleção
Desde sua chegada ao Nice, Moïse Bombito disputou 37 partidas oficiais e conquistou espaço dentro do elenco francês. As atuações regulares também contribuíram para fortalecer sua posição na seleção canadense.
Com presença frequente nas convocações, o defensor chegou à Copa do Mundo de 2026 como uma das opções do técnico Jesse Marsch para o sistema defensivo. Isso porque Derek Cornelius e Luc De Fougerolles são titulares absolutos.
Carreira seguiu rumo diferente do futebol brasileiro
Dois anos depois, a escolha parece ter dado resultado. Titular frequente em um dos principais clubes da França e integrante da seleção canadense em uma Copa do Mundo, Moïse Bombito segue construindo uma carreira sólida no cenário internacional.
Enquanto isso, a negociação frustrada permanece como uma curiosidade pouco conhecida dos bastidores do mercado da bola: a de um defensor que esteve próximo do Botafogo, mas escolheu trilhar um caminho diferente rumo ao futebol europeu.
