O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, fez duras críticas ao Grêmio ao abordar uma dívida envolvendo a negociação do volante Pepê Vilardi. O dirigente afirmou que o clube gaúcho ainda não repassou valores devidos ao Dourado, mesmo após mais de um ano da transação.
O caso envolve a venda do jogador ao Vitória, concretizada no início de 2025. Como detinha 40% dos direitos econômicos de Pepê, o Cuiabá teria direito a parte da quantia recebida pelo Grêmio — valor que, segundo Cristiano Dresch, ainda não foi pago.
Cobrança pública e críticas ao sistema
Incomodado com a demora, o presidente do Cuiabá tornou pública a insatisfação e cobrou mudanças estruturais no futebol brasileiro, especialmente no que diz respeito ao cumprimento de obrigações financeiras entre clubes.
“O Grêmio nos deve R$ 800 mil reais, há muito tempo não paga, sugere parcelamento em duas vezes e continua gastando, gastando. Então, meu amigo, a gente tem que parar com isso”, disse o dirigente do Cuiabá antes de prosseguir:
“Eu tenho fé e esperança de que o Fair Play financeiro venha, que a CNRD, órgão da CBF, seja mais enérgica e mais rápida, porque não dá para eu ficar aqui fazendo milagres enquanto esses clubes gastam de forma irresponsável”.
Valor atualizado e tentativa de acordo
Inicialmente, a dívida girava em torno de R$ 700 mil. No entanto, com a incidência de juros pelo atraso, o montante foi atualizado para R$ 800 mil. O dirigente revelou ainda que o Grêmio chegou a sugerir um parcelamento recente, mas sem sucesso nas negociações.
Antes disso, em julho do ano passado, o Cuiabá já havia recusado uma proposta considerada inviável: o pagamento dividido em 20 parcelas. A diretoria mato-grossense entendeu que o modelo não atendia aos interesses do clube.
Caso está na CNRD
Sem acordo entre as partes, o imbróglio foi encaminhado à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão vinculado à Confederação Brasileira de Futebol responsável por mediar conflitos financeiros no futebol nacional.
Na avaliação de Cristiano Dresch, o processo precisa de maior agilidade e rigor nas decisões. O dirigente defende que punições mais rápidas e efetivas poderiam evitar situações semelhantes e garantir maior equilíbrio entre os clubes.
Para o Cuiabá, o atraso no recebimento afeta diretamente o planejamento financeiro. O clube, que opera com orçamento mais enxuto em comparação a equipes de maior investimento, depende do cumprimento desses acordos para manter sua estabilidade.
