De Neymar a Vini Jr.: qual foi a melhor convocação da Seleção Brasileira? Veja

Depois de cada Copa do Mundo, a Seleção Brasileira passa por uma mudança de ciclo. Novos jogadores ganham espaço, nomes experientes deixam a equipe e o técnico precisa definir o equilíbrio entre renovação e continuidade.

As primeiras listas de Mano Menezes, Dunga, Tite, Ramon Menezes e Carlo Ancelotti mostram escolhas bastante diferentes. Algumas apostas se transformaram em referências, enquanto outras não tiveram sequência.

Mano Menezes apostou em uma geração promissora

Em julho de 2010, Mano Menezes iniciou a reconstrução após a eliminação nas quartas de final da Copa da África do Sul. Dos 24 convocados para o amistoso contra os Estados Unidos, apenas quatro haviam disputado o Mundial. Dez receberam a primeira chance na seleção principal.

Neymar e Paulo Henrique Ganso, então no Santos, eram os principais símbolos daquela renovação. David Luiz, Rafael, Jucilei, André e Ederson também apareceram na lista. A idade média era de 23,1 anos, seis anos abaixo da equipe que havia disputado a Copa do Mundo.

Em retrospecto, a aposta ganhou peso: Neymar se tornou o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira, enquanto David Luiz e Marcelo construíram carreiras de destaque na Europa. Uma das listas com maior concentração de talentos que ainda estavam longe do auge.

Dunga preferiu preservar a experiência

Após o 7 a 1 para a Alemanha em 2014, Dunga voltou ao comando da Seleção Brasileira e adotou uma estratégia menos radical. Dez jogadores que estiveram na Copa do Mundo foram mantidos, entre eles Neymar, David Luiz, Oscar, Hulk, Willian e Luiz Gustavo.

Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart ganharam espaço após o destaque no Cruzeiro, enquanto Philippe Coutinho e Marquinhos começavam a assumir protagonismo. Uma lista de continuidade, sem grande ruptura geracional.

Tite encontrou o equilíbrio na Seleção Brasileira

Em 2016, Tite combinou experiência e renovação na Seleção Brasileira. Dos 23 convocados para as Eliminatórias, sete eram campeões olímpicos no Rio: Weverton, Renato Augusto, Neymar, Marquinhos, Rodrigo Caio, Gabigol e Gabriel Jesus.

A lista manteve Alisson, Marcelo, Miranda, Daniel Alves, Casemiro e Willian. Depois, nomes como Alisson, Marquinhos, Casemiro, Neymar e Gabriel Jesus ganharam protagonismo. A convocação mais equilibrada entre presente e futuro.

Ramon Menezes acelerou a transição

Ramon Menezes assumiu interinamente em 2023, após a saída de Tite. Para o amistoso contra o Marrocos, chamou 23 jogadores e promoveu nove estreias. Andrey Santos, João Gomes e Rony estavam entre as novidades.

Vinícius Júnior e Rodrygo já integravam o grupo, enquanto Vitor Roque surgia como aposta ofensiva. Em retrospecto, por exemplo, a lista acertou ao abrir espaço para a geração liderada pelo astro do Real Madrid.

Carlo Ancelotti começa a maior renovação

O italiano Carlo Ancelotti iniciou o ciclo pós-Copa de 2026 com nove remanescentes do Mundial e oito estreantes na seleção principal. A lista para os amistosos contra Austrália e Índia também deixou Neymar fora.

Entre os estreantes estão Otávio, Pedro Morisco, Arthur Dias, Jair, Matheuzinho, Mauro Júnior, Breno Bidon e Gabriel Bontempo. Ao mesmo tempo, Vinícius Júnior, Raphinha, Bruno Guimarães, Marquinhos e Gabriel Magalhães permanecem no grupo da Seleção Brasileira.

A convocação, aliás, sinaliza uma mudança de geração, mas ainda não permite medir o impacto das apostas. A mais ousada das cinco, embora ainda sem resposta sobre seus resultados. Afinal, quem acertou mais?

A comparação depende do critério. Mano Menezes se destaca pela capacidade de antecipar talentos; Tite, pelo equilíbrio; Carlo Ancelotti, pela ousadia da renovação. Dunga priorizou continuidade, enquanto Ramon Menezes acelerou a transição para uma geração liderada por Vinícius Júnior.

Considerando qualidade das apostas, equilíbrio e impacto posterior, a classificação da Agência RTI Esporte fica assim: 

  1. Tite
  2. Mano Menezes
  3. Carlo Ancelotti
  4. Ramon Menezes
  5. Dunga

A disputa pelo primeiro lugar é apertada. Mano Menezes revelou uma geração excepcional, mas Tite conseguiu reunir jovens e experientes em uma lista que rapidamente se transformou em uma Seleção Brasileira competitiva.

Carlo Ancelotti ainda terá tempo para mudar esse ranking. Afinal, as primeiras convocações não mostram apenas quem está na seleção: ajudam a antecipar quem poderá representar o Brasil nos próximos anos.

Dunga critica Danilo por falas sobre França e Argentina: “É inadmissível. O torcedor não quer ouvir isso”

Danilo, titular da Seleção Brasileira no confronto com o Haiti, na noite desta sexta-feira, 19, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, afirmou que França e Argentina estão na frente do Brasil em relação à preparação e desenvolvimento do trabalho.

O comentário não pegou bem entre os torcedores e antigos jogadores da Seleção Brasileira. Dunga, capitão do tetra, está nos Estados Unidos, onde comenta os jogos do mundial. O ex-volante não poupou críticas a Danilo e, em entrevista à rádio Bandeirantes, questionou as declarações do jogador.

“Eu nunca imaginei os jogadores falando: ‘A gente vai lá para tentar ganhar, a gente é inferior à França, inferior à Argentina, inferior a Portugal’. É inadmissível. O torcedor não quer ouvir isso. Por mais que a gente entenda que pode até ser, você não pode passar essa opinião ao público”, disse Dunga antes de seguir criticando a opinião de Danilo.

“A brasilidade é o que eu falei, que vai um pouco contra o que o Danilo falou. Que a gente perdeu as laterais, perdeu os termos técnicos, modernos, abertura de jogo, profundidade. A gente quer jogar muito por dentro. E, para jogar por dentro, você vai ter que chegar ao gol adversário com 40 ou 50 toques. A minha pergunta é a seguinte: o futebol de hoje ficou mais rápido ou mais lento? Nessa Copa do Mundo, estou vendo jogadas pelas laterais que deram efeito”, disse Dunga.

Dunga comentou sobre o trabalho de Carlo Ancelotti

Técnico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, Dunga comentou o atual momento vivido pelo Brasil e o trabalho de Carlo Ancelotti.

“Quando ele chegou ao Brasil, recebia só elogios. E agora deve ser um desafio. Porque do dia para a noite passou a receber críticas. Coisa que não acontecia. A gente espera que ele consiga interpretar esse momento da cobrança na Seleção. Mas, se fosse um treinador brasileiro, seguramente estaria recebendo muito mais críticas. A gente quer resultado, não tem outra forma. É nossa mentalidade”, afirmou o Dunga.

De Felipão a Luxemburgo, veja opções de técnicos brasileiros desempregados

A vida de técnico não é fácil, e a rotatividade é grande no Brasil. Com isso o mercado está agitado novamente devido a trocas de técnicos nos clubes do país. Da Série A a D do Brasileirão já tivemos mais de 40 mudanças de técnicos no futebol brasileiro, desde o início das competições nacionais.

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O que chama a atenção é o fato de veteranos estarem sem clube, e eles nem pensam em aposentadoria. São os casos, por exemplo, de Luiz Felipe Scolari. O ex-técnico da Seleção Brasileira foi demitido em março desse ano do Atlético MG. Além dele, Vanderlei Luxemburgo também está disponível no mercado da bola.

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O último trabalho de Luxa foi no Corinthians. Ele deixou o comando da equipe paulista em novembro de 2023. Depois disso, não assumiu nenhum clube. A Agência RTI Esporte fez uma lista com nove treinadores que estão livres no mercado. Confira a situação de cada um deles:

Cláudio Caçapa

O ex-zagueiro, não resistiu a sequência de oito jogos sem vitória e foi demitido em fevereiro desse ano do RWD Molenbeek, da B´lgica, que também pertence a John Textor. Vale lembrar que o técnico passou pelo Botafogo em junho de 2023, logo após a saída de Luís Castro para o Al-Nassr, da Arábia Saudita. Caçapa assumiu a equipe carioca interinamente em quatro partidas, todas elas com vitórias.

Cuca

Ele decidiu deixar o comando do Athletico Paranaense em junho de 2024, depois de alguns resultados negativos. Em entrevista logo após sua decisão, Cuca disse que alguns jogadores estavam se sentindo culpados, e que quando isso acontece, o treinador tem que assumir a responsabilidade e tem que dar ao clube o direito de pôr um sangue novo. Desde então, segue livre no mercado.

Dunga

O capitão do tetra em 1994, vive longe dos holofotes já algum tempo. Hoje Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, se dedica ao seu instituto, que auxilia entidades, instituições beneficentes e comunidades carentes do Rio Grande do Sul.

Dunga foi treinador do Brasil, em duas ocasiões. Ele assumiu a Seleção Brasileira em 2006 pela primeira vez sem nunca ter tido experiência como técnico, e seguiu até a Copa do Mundo da África do Sul em 2010. Na ocasião, a equpe chegou até as quartas de final da competição, mas foi eliminada pela Holanda.

Em 2014, Dunga voltou ao comando da seleção, mas foi substituído por Tite em 2016, depos da eliminação do Brasil na fase de grupos da Copa América Centenário daquele ano. A sua única passagem por um clube, foi em 2012, quando exteve a frente do Internacional e foi campeão Gaúcho.

Geninho

O veterano treinador está livre no mercado há mais de dois anos. O seu último trabalho foi em 2022, quando comandou o Vitória. Ele deixou o clube depois da derrota por 3 a 0 para o Fortaleza, na Arena Castelão, em jogo válido pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil.

Felipão

Outro veterano que está sem clube, é o pentacampeão Luiz Felipe Scolari. O treinador foi demitido pelo Atlético MG em março de 2024. A diretoria do Galo estava insatisfeita com o trabalho de Felipão, já que foi feito um alto investimento na formação do elenco para a temporada. Sendo assim é mais um que está livre no mercado.

Paulo Turra

Ex-Athletico e Santos, o técnico Paulo Turra ficou apenas pouco mais de mês no Vitória de Guimarães, de Portugal. O treinaor que foi contratado em agosto de 2023 foi demitido em setembro daquele ano. De acordo com a imprensa portuguesa, a falta da licença Pro da Uefa, exigida no Campeonato Português, foi a causa da sua demissão.

Paulo Turra não podia ser o treinador principal na beira do gramado, e o clube português teve que contratar João Costeado, para assinar a súmula como técnico, enquanto o ex-auxiliar de Luiz Felipe Scolari ficava como auxiliar no registro.

Ricardo Ferretti

Mais um técnico brasileiro que está sem clube desde estão é Ricardo Ferretti. Ele deixou o Cruz Azul, do México, em agosto do ano passado. Após os resultados negativos da equipe no Campeonato Mexicano e na Copa das Ligas, o treinador não resistiu e foi desligado do clube.

Toninho Cerezo

O ex-jogador, bicampeão mundial com a camisa do São Paulo e dono de uma carreira extensa na Itália, está sem comandar um clube há nove anos. Toninho Cerezo esteve a frente do Atlético-MG, Vitória, Guarani e Sport Recife aqui no Brasil. Além deles, dirigiu também o Kashima Antlers, do Japão até 2015. Com o clube que treinou por seis temporadas conquistou duas vezes o Campeonato Japonês, duas Copas da Liga e uma Copa do Imperador.

Vanderlei Luxemburgo

O veterano treinador é mais um que está sem clube. Luxa além de fazer história em grandes clubes no Brasil, chegou a comandar também o Real Madrid entre 2004 e 2005. Ele dirigiu na época os galácticos Ronaldo, Roberto Carlos, Zinédine Zidane, David Beckham, Luís Figo, entre outros.

Além disso Vanderley Luxemburgo também teve passagem pela Seleção Brasileira entre 1998 e 2000. No entanto, apesar do grande currículo o treinador está sem clube desde quando foi demitido pelo Corinthians em outubro de 2023.

Copa América: relembre as campanhas da seleção brasileira nas últimas 5 edições do torneio

No dia 24 de junho, a seleção brasileira estreia contra a Costa Rica, no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos. O técnico Dorival Júnior terá a missão de conduzir o time ao décimo título da Copa América. Terceira maior campeã do torneio com nove títulos, a última conquista do Brasil foi em 2019.

Na ocasião, a equipe venceu o Peru na final por 3 a 1 com gols de Roberto Firmino, Gabriel Jesus e Richarlison. Após a conquista, o Brasil voltou a final da Copa América de 2021. No entanto, o time perdeu por 1 a 0 para a Argentina. O gol foi marcado por Ángel Di Maria.

Copa América 2011 – Argentina

Embalado pelo título de 2007, o Brasil chegou como grande favorito para a Copa América de 2011 na Argentina. O time comandado por Mano Menezes tinha os atacantes Alexandre Pato, Fred Guedes, Neymar e Robinho como maiores astros.

A seleção brasileira terminou a fase de grupos com 5 pontos conquistados. Nas quartas de final, a equipe empatou por 0 a 0 com o Paraguai no tempo normal. Nos pênaltis, o Brasil foi derrotado por 2 a 0 e se despediu mais cedo do torneio.

Copa América 2015 – Chile

Com o objetivo de se recuperar do fracasso na Copa América anterior, o Brasil chegou ao Chile com Dunga de volta ao comando da equipe. Vale ressaltar que ele conduziu o time ao título do torneio em 2007. Porém, não cpnseguiu repetir o sucesso da primeira passagem.

A equipe de Dunga, liderada por Thiago Silva, Douglas Costa, Philippe Coutinho e Neymar, se classificou em primeiro lugar no grupo com 6 pontos. Nas quartas de final, empatou por 1 a 1 com o Paraguai no tempo normal e nos pênaltis foi superado por 4 a 3.

Copa América 2016 – Estados Unidos

Antes de mais nada, o Brasil fez uma das suas piores campanhas na história da competição na Copa América Centenário que foi realizada nos Estados Unidos. Com Dunga mais uma vez no comando, o time foi eliminado precocemente na primeira fase do torneio.

Na época, o time, que contava com Renato Augusto, Lucas Lima e Gabriel Barbosa como maiores astros, empatou por 0 a 0 com o Equador, goleou por 7 a 1 o Haiti e perdeu por 1 a 0 para o Peru. A má campanha foi determinante para a demissão do treinador.

Copa América 2019 – Brasil

Após campanhas ruins em 2011, 2015 e 2016, o Brasil chegou em baixa para a Copa América de 2019. Comandada pelo técnico Tite, a equipe tinha um ataque com Gabriel Jesus, Philippe Coutinho, Everton Cebolinha e Roberto Firmino.

O Brasil se classificou em primeiro no grupo com 7 pontos. Antes de chegar na final, enfrentou Bolívia, Venezuela, Peru e Argentina. Na final, venceu por 3 a 1 a equipe comandada por Ricardo Gareca. O título veio após os gols de Roberto Firmino, Gabriel Jesus e Richarlison.

Copa América 2021 – Brasil

Antes de tudo, o Brasil chegou como favorito para conquistar a Copa América de 2021. A expectativa era grande, pois a seleção brasileira havia vencido a edição anterior em casa após 30 anos. Liderada por Neymar, o time se classificou em primeiro com 10 pontos.

O time conseguiu chegar na final após passar por Venezuela, Peru, Colômbia e Equador. Nas quartas e semifinal, o Brasil eliminou as seleções chilena e peruana, respectivamente. Na final, porém, perdeu por 1 a 0 para a Argentina, no Estádio do Maracanã, gol do atacante Ángel Di Maria.

Copa América: relembre os técnicos da seleção brasileira nas últimas 5 edições do torneio

Antes de mais nada, Dorival Júnior irá comandar a seleção brasileira na Copa América de 2024 nos Estados Unidos. Com a demissão de Fernando Diniz, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu apostar no profissional que conduziu o São Paulo ao título da Copa do Brasil em 2023.

Nas últimas cinco edições do torneio, três técnicos passaram pelo comando da seleção brasileira. Tite, Dunga e Mano Menezes ocuparam o cargo nos últimos 13 anos. Porém, apenas um venceu o torneio continental. Os outros dois foram demitidos da entidade e trilharam caminhos diferentes em suas carreiras.

Mano Menezes

Campeão por Grêmio, Corinthians e Cruzeiro, Mano Menezes assumiu o comando da seleção brasileira em 23 de julho de 2010. No período de 834 dias em que esteve no comando do Brasil, o treinador falhou ao ser eliminado nas quartas de final da Copa América de 2011 para a seleção paraguaia.

O time dominou o rival no tempo normal e na prorrogação. Porém, não conseguiu marcar em dia inspirado de Justo Villar. Depois disso, nos pênaltis, o Brasil mostrou não ter equilíbrio emocional. Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred foram péssimos em suas cobranças. Com isso, o Paraguai venceu por 2 a 0 a disputa e avançou de fase.

Após um ano e quatro meses, o treinador foi, enfim, demitido devido a derrota por 2 a 1 para a Argentina, no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, pelo Superclássico das Américas. O jogo realizado no dia 21 e novembro de 2012 marcou sua despedida do comando da seleção brasileira.

Após deixar a seleção brasileira, Mano Menezes comandou o Flamengo, Corinthians, Cruzeiro, Palmeiras, Bahia e Internacional. No exterior, esteve à frente do Shandong Lunneng, da China e Al-Nassr, da Arábia Saudita. Em 2023, o treinador assumiu pela terceira vez o comando do Corinthians. Atualmente está sem clube.

Dunga

Em 5 de setembro de 2014, a CBF decidiu apostar novamente em Dunga com a ideia de resgatar alguém que tivesse grande identificação com a camisa do Brasil. Na primeira passagem como técnico da seleção brasileira, o treinador foi campeão da Copa América de 2007 e da Copa das Confederações de 2009.

Apesar disso, Dunga não conseguiu resgatar a essência do futebol brasileiro. Com isso, viu o time fracassar duas vezes na Copa América. Em 2015, o Paraguai venceu por 4 a 3 nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal e eliminou a seleção brasileira novamente nas quartas de final do torneio.

No ano seguinte, em 2016, o Brasil fracassou novamente na Copa América. No torneio realizado nos Estados Unidos, o time de Dunga foi eliminado precocemente na fase de grupos do torneio após derrota por 1 a 0 para o Peru. Depois disso, foi demitido da CBF após 640 dias no cargo.

Depois que deixou a seleção brasileira, Dunga esteve cotado para assumir o comando das seleções do Chile, Paraguai e Venezuela. No entanto, as conversas não evoluíram. No Brasil, teve sondagens de Corinthians, Internacional, Santos e Vasco. Porém, descartou a possibilidade em detrimento de problemas familiares.

Tite

Último técnico campeão com o Brasil, Tite foi chamado para ocupar a vaga deixada por Dunga. Sua contratação aconteceu no dia 1º de setembro de 2016. Em 2290 dias, ele conduziu a seleção brasileira ao título da Copa América de 2019. Dois anos depois, o time chegou a final e perdeu o troféu para a Argentina.

Em 9 de dezembro de 2022, Tite deixou o comando da equipe do após o fiasco na Copa do Mundo do Catar. A volta à beira do campo aconteceu em 2023, no Flamengo. Isso porque, o treinador vivia a expectativa de trabalhar pela primeira vez na Europa. Sem propostas, ele reconsiderou a possibilidade de voltar a trabalhar no Brasil.

Antes de desembarcar n clube da Gávea, Tite comandou Corinthians, Internacional, Palmeiras, Atlético-MG, São Caetano, Grêmio e Caxias. Foi no Timão, em 2012, que o treinador viveu o melhor momento da carreira. Na ocasião, conduziu o clube paulista aos títulos do Mundial de Clubes da Fifa e da Copa Libertadores da América.

Copa América 2024: seleção brasileira volta aos Estados Unidos, palco da demissão de Dunga, após derrota para o Peru

Antes de mais nada, o Brasil precisa muito da Copa América. O torneio, que para muitos é considerado um mero amistoso, será fundamental pela recuperação da dignidade do nosso futebol. Além disso, servirá para mostrar que não estamos abaixo das principais seleções do mundo.

Apesar de ter conquistado a Copa América de 2019, a seleção brasileira acertou um soco no estômago do torcedor há oito anos. Em 2016, por exemplo, o time comandado por Dunga foi eliminado precocemente pelo Peru.

O último encontro da seleção brasileira com o público norte-americano numa competição oficial foi em 12 de junho de 2016, quando enfrentou o Peru na Copa América. A vitória da equipe comandada por Ricardo Gareca foi por 1 a 0. O gol foi marcado por Raúl Ruidiaz.

Desde então, o goleiro Alisson Becker e o zagueiro Marquinhos são os únicos remanescentes da lista convocada por Dunga. Neymar, por exemplo, ficou de fora do torneio para defender o Brasil nos Jogos Olímpicos Rio-2016.

Diante disso, a comissão técnica decidiu apostar em nomes como Willian, Lucas Lima, Phillipe Coutinho e Gabriel Barbosa como opções para o ataque. O banco de reservas ainda contava com Lucas Moura, Jonas e Paulo Henrique Ganso.

Reformulação após vexame

A participação ficou marcada por uma convocação questionável, problemas extracampo e cobranças sobre as decisões da comissão técnica ao longo do torneio. Dias depois do torneio nos Estados Unidos, Marco Polo Del Nero, então presidente da CBF, demitiu o treinador.

Antes de ser banido pela Fifa, pelo resto da vida, de qualquer atividade relacionada ao futebol, o dirigente optou pela saída de Dunga após a equipe Canarinha cair na fase de grupos da Copa América.

Além do Capitão do Tetra, Marco Polo Del Nero também demitiu o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, então coordenador de seleções da CBF, e abriu caminho para uma grande e profunda reformulação na comissão técnica que culminou na chegada do técnico Tite, hoje no Flamengo.

A popularidade, que já estava em baixa após a Copa do Mundo de 2014, caiu num abismo sem fim após o torneio nos Estados Unidos. Nem mesmo a conquista da Copa América de 2019, foi capaz de fazer a seleção brasileira recuperar sua credibilidade junto ao seu povo.

Desde então, Neymar, maior astro do time brasileiro passou a ser problema para a comissão técnica por seu comportamento dentro e fora de campo. Nem Tite foi capaz de controlar o polêmico camisa 10.

Agora, há quem diga que Dorival é a solução para todos os problemas da seleção brasileira após a demissão de Fernando Diniz. O técnico se tornou em referência esportiva pelo futebol bonito e competitivo em clubes como Flamengo e São Paulo.

Após fazer torcidas rivais o aplaudirem, o treinador trava uma balha hercúlea para recuperar a essência e a credibilidade da seleção brasileira. Com ou sem Neymar, o Brasil precisa muito vencer a Copa América.

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