Fábio Marcelo: “Fisioterapia esportiva é chave no desempenho e na recuperação de atletas”

Antes de tudo, o futebol moderno exige muito fisicamente dos atletas. O desgaste físico é intenso e as lesões podem comprometer carreiras. Dessa forma, a fisioterapia tem um papel central na recuperação. Além disso, contribui para o desempenho dos atletas.

O fisioterapeuta Fábio Marcelo, da Clínica Fábio Marcelo Fisioterapia do Esporte, em entrevista exclusiva à Agência RTI Esporte, detalhou o trabalho diário em clubes. Renomado profissional, Fábio trabalhou até recentemente no Departamento Médico do Flamengo. Ele é imortal da Academia de Ciências, Artes, História e Literatura.

Inicialmente, Fábio Marcelo conta que escolheu a fisioterapia por desejar acompanhar de perto o processo de recuperação dos pacientes. “O fisioterapeuta utiliza muitas mãos e acompanha o paciente ao longo do dia, sobretudo na área esportiva, tanto na prevenção quanto no tratamento e manutenção preventiva”, afirma.

O especialista reforça que a atuação deve respeitar a saúde do atleta: “Tentamos recuperar o paciente no menor tempo possível, mas respeitando todas as fases para que ele retorne às atividades de forma segura e salutar”. Segundo Fábio, o acompanhamento próximo ajuda a acelerar a recuperação sem colocar em risco o desempenho ou a integridade física do jogador.

Sobre a integração com a comissão técnica e o departamento médico, o fisioterapeuta enfatiza: “Essa interação entre médicos, fisioterapeutas, fisiologistas, preparadores físicos, nutricionistas e psicólogos precisa ser perfeita. Todos têm a mesma finalidade: fornecer ao atleta as condições necessárias para desempenhar seu melhor papel”.

Fábio explica que as reuniões diárias, antes de treinos ou jogos, são fundamentais. “No futebol, as lesões musculares são as mais comuns, representando cerca de 37% a 38% do total. A coxa, principalmente os isquiotibiais, é a área mais afetada, seguida por joelho, tornozelo, quadril e traumas de cabeça”, detalha. Ele ressalta que fatores como pouco descanso e a intensidade dos jogos atuais aumentam a necessidade de recovery pós-treino e pós-jogo.

Fábio Marcelo comenta sobre uso de equipamentos na recuperação física?

O fisioterapeuta também destaca o uso de tecnologia no esporte: “É difícil apontar um atleta que tenha sido mais beneficiado, porque vários se beneficiam. O grande segredo é dominar a tecnologia e conhecer a individualidade de cada atleta, para escolher o recurso mais adequado ao corpo e à resposta de cada jogador”.

Ele alerta que equipamentos de ponta não garantem resultado se não houver boa resposta do corpo. “Às vezes, um recurso mais modesto traz resultados excelentes. O conhecimento do movimento humano e de como cada atleta lida com seu corpo é o que faz a diferença”, conclui.

Finalmente, Fábio Marcelo foi responsável por recuperações importantes no Flamengo, incluindo os jogadores Pedro e Matías Viña. Os dois atletas passaram por cirurgias de joelho no ano passado. “A tecnologia ajuda muito, mas o olhar do fisioterapeuta sobre o corpo do atleta é insubstituível”, finaliza o especialista.

Fábio Marcelo, coordenador de fisioterapia do Flamengo, recebe homenagem no Palácio Guanabara

Antes de mais nada, o coordenador de fisioterapia do futebol do Flamengo, Fábio Marcelo Teixeira de Souza, recebeu uma importante honraria no último sábado (24). Nesse sentido, em cerimônia no Palácio Guanabara, ele foi nomeado membro da Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura (ABRASCI), ocupando a cadeira 122, cujo patrono é Paulo de Tarso Dutra, ex-advogado e político brasileiro.

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A nomeação veio acompanhada de duas distinções: o Colar do Mérito Cultural e o fardão da ABRASCI. Durante a solenidade, Fábio Marcelo esteve acompanhado da esposa, Andréa Souza, da filha, Maria Fernanda, e da sogra, Solange Familiar. Emocionado, destacou a importância do reconhecimento para sua trajetória profissional.

“Este momento representa a certeza de que tudo o que fiz na minha vida profissional valeu a pena. Que este reconhecimento possa inspirar todos os acadêmicos e fisioterapeutas que acreditam e admiram meu trabalho”, declarou o fisioterapeuta.

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Com 57 anos e 33 dedicados ao futebol, Fábio Marcelo construiu uma carreira sólida e está em sua terceira passagem pelo Flamengo. Pioneiro na fisioterapia esportiva, fez história ao se tornar o primeiro profissional da área a atuar no futebol japonês, quando integrou a equipe do Kashima Antlers, levado por Zico.

Além do Flamengo e do clube japonês, Fábio Marcelo também trabalhou no Fluminense, Vasco, Boavista e Nagoya Grampus. Sua experiência internacional ajudou a modernizar métodos de reabilitação e preparação física no futebol brasileiro.

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O reconhecimento reforça a importância da fisioterapia no esporte e destaca o impacto de Fábio Marcelo no desenvolvimento da área. Seu trabalho contribui diretamente para a recuperação e longevidade dos atletas, tornando-se peça fundamental na estrutura dos clubes pelos quais passou.

Finalmente, a homenagem no Palácio Guanabara coroa a trajetória de um profissional que dedicou sua vida ao esporte. Com seu legado consolidado, Fábio Marcelo segue inovando e inspirando novas gerações de fisioterapeutas no futebol.

Lesão de Pedro: especialista explica gravidade e processo de recuperação do atacante do Flamengo

O atacante Pedro, do Flamengo, rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e está fora da temporada 2024. O jogador teve o mesmo problema físico, só que no joelho direito, pouco antes de se transferir para o Real Madrid, da Espanha. A expectativa é de que o processo de recuperação leve até um ano para acontecer.

Com passagens por Fluminense, Flamengo e Vasco, o fisioterapeuta Fábio Marcelo conversou com a Agência RTI Esporte sobre o caso do centroavante rubro-negro e da Seleção Brasileira. Ele trouxe detalhes de como será toda a jornada de Pedro até o retorno aos gramados. 

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Questionado sobre o momento em que Pedro deve realizar a cirurgia, Fábio Marcelo afirmou que isso ainda deve demorar algumas semanas para acontecer. De acordo com o profissional, é preciso que o inchaço no joelho diminua, antes de qualquer intervenção. Ele ressaltou ainda que o trabalho da fisioterapia será fundamental já nessa primeira etapa.

“Entre duas a três semanas, em média, para operar esse atleta. Nesse período a fisioterapia vai ter a função de desinchar esse joelho, reduzir esse quadro de líquido no joelho excessivo e também melhorar a movimentação dessa articulação. Consequentemente, quando ele tiver com amplitude do movimento satisfatória e sem esse inchaço no joelho, é o melhor momento para o médico operar”, avaliou Fábio Marcelo.

Tempo da cirurgia

O fisioterapeuta disse que não é possível precisar o tempo da cirurgia. Isso porque, o médico terá que avaliar se outras estruturas no joelho de Pedro também foram comprometidas no momento da lesão.

“O tempo que dura essa cirurgia é muito peculiar. No período pré-operatório de tratamento fisioterapêutico para preparar para cirurgia e no próprio ato cirúrgico o médico vai observar a necessidade, ou não, de reparo de outras estruturas que eventualmente possam ter sido acometidas. Esse tempo de cirurgia vai depender muito desses fatores”, afirmou o fisioterapeuta. 

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Início da fisioterapia

Professor de Biomecânica Funcional, Fábio Marcelo declarou que quanto antes se inicia o tratamento com a fisioterapia, melhores são os resultados no processo pós-cirúrgico. Ele ressalta, ainda, que os resultados desse trabalho acontecem, somente, a longo prazo.

“O ideal é que o início da fisioterapia aconteça imediatamente após a cirurgia. Eventualmente, se opta em deixar o atleta repouso por dois ou três dias para começar efetivamente esse processo. Os recursos fisioterapêuticos utilizados nesta fase são muito importantes e muito eficientes para que, ao longo do tempo, se observe uma boa recuperação desse tipo de cirurgia”, comentou o fisioterapeuta.

Período de recuperação

Desde a confirmação da lesão, as informações que circulam em diversos veículos é de que a previsão de retorno de Pedro aos gramados pode chegar a um ano. Apesar de reconhecer uma mudança no protocolo, o fisioterapeuta declarou que o atacante do Flamengo pode retornar em seis meses. Fábio Marcelo, no entanto, alerta que diversos fatores devem contribuir para essa volta em um tempo menor.

“Esse é um tema que vem sendo debatido e estudado de forma incansável ao longo do tempo. A prioridade da equipe de saúde é devolver esse atleta às suas atividades de forma salutar e plena. Chegaram à conclusão de que era mais indicado que esse atleta retornasse entre 8 e 9 meses e, em alguns casos, que poderiam se estender para um ano. Porém, isso varia muito porque ainda é possível hoje em dia essa recuperação em seis meses. Vai depender de muitos fatores que só se pode perceber no pós-operatório. O que foi reconstruído durante a cirurgia. Como o atleta está reagindo ao trabalho da fisioterapia, entre outros fatores”, concluiu Fábio Marcelo.

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