Especialista afirma: “o ideal sempre vai ser grama natural para prática do futebol

Antes de mais nada, a discussão sobre o uso do gramado sintético voltou ao centro do futebol brasileiro nas últimas semanas. Jogadores de diferentes clubes e gerações se manifestaram contra o piso artificial, alegando prejuízos ao desempenho, maior desgaste físico e riscos à integridade corporal ao longo da temporada. O movimento ganhou força nas redes sociais e expôs o incômodo de atletas que defendem a grama natural como padrão ideal para a prática do futebol profissional.

Do outro lado, clubes que adotaram o gramado sintético defendem a superfície com base em critérios técnicos, durabilidade, redução de custos de manutenção e certificações internacionais. Dirigentes argumentam que muitos campos naturais no país apresentam condições inferiores e sustentam que o debate deveria envolver a qualidade geral dos gramados, não apenas o tipo de piso utilizado.

Em meio à polêmica, o fisioterapeuta das estrelas Fábio Marcelo falou em entrevista exclusiva à Agência RTI Esporte e explicou por que se posiciona contra o uso do gramado totalmente sintético no futebol profissional. “Esse é um tema, de fato, que gera muita polêmica. E eu sempre vou ser a favor do gramado natural. O sintético, em termos de piso para a prática do futebol, ainda tem muitas restrições por conta da adaptabilidade e de tudo que ele dá de retorno”, afirmou.

Especialista alerta para a alternância de jogos entre gramado sintético e natural

Segundo Fábio, uma das principais diferenças está na rigidez do piso. “Ele é um piso mais duro. Quando o atleta corre, cada pisada gera um impacto de três a quatro vezes o peso corporal. Num piso mais duro, a força de reação do solo é maior, e isso gera, ao longo do tempo e até num próprio jogo, um período de recuperação pós-jogo maior.”

Fábio Marcelo detalha que a diferença no tempo de recuperação impacta diretamente o calendário apertado do futebol brasileiro. “Se um atleta que joga numa grama natural, considerando que o campo é bom, se recupera em torno de um dia, o atleta que joga na grama sintética tende a se recuperar em dois a três dias. Jogando a cada três dias, esse atleta não vai ter uma condição ideal de recuperação para o próximo jogo.”

De acordo com ele, o problema não está apenas no momento da partida. “Isso cria uma situação de acúmulo de estresse mal dissipado. Muitas vezes, a lesão não ocorre necessariamente na grama sintética. Ela pode acontecer na grama natural, mas pela fadiga acumulada que não foi eliminada por conta desse aumento do estresse articular e muscular.

”Outro fator citado é a temperatura da superfície. “Dependendo do calor, a grama sintética esquenta mais. O gasto energético é maior, há um calor de retorno do solo, e isso também atrapalha a performance”, explicou.

O gramado híbrido reduz incidência de lesões?

O fisioterapeuta ressalta que, apesar das críticas, não há consenso científico definitivo sobre o tema. “Não existe um estudo científico robusto para dizer que o sintético causa mais lesão diretamente. Mas a gente pode entender com tranquilidade que ele passa a ser um fator de risco, mais um fator de risco, principalmente porque o recovery do atleta após o jogo é mais lento.”Fábio Marcelo também comentou sobre a diferença entre gramado sintético e híbrido.

“O híbrido tem uma porcentagem maior de grama natural. Pode variar de 5% a 15% de sintético. Não se compara a um gramado totalmente sintético. O híbrido oferece uma condição mais racional para a prática do futebol.” Na avaliação dele, o equilíbrio está na escolha do piso. “O ideal sempre vai ser a grama completamente natural. Mas, se formos fazer um balanço entre o híbrido e o sintético, o híbrido é bem melhor.”

O especialista ainda explicou que o debate não deve se limitar apenas ao número de lesões. “A gente discute muito se o campo sintético dá mais lesão. O campo natural também tem muitas lesões. A questão do sintético envolve desempenho, adaptação neurosensorial e neuromotora. Quando você muda o tipo de piso, o corpo sente.”

Por fim, Fábio Marcelo destacou quais regiões do corpo costumam ser mais afetadas. “A lesão mais comum no futebol é a muscular. A maior incidência é na coxa, sobretudo na parte posterior. Dentre os músculos posteriores, o bíceps femoral é o mais acometido. Também vemos lesões de panturrilha e anterior de coxa, mas a posterior da coxa lidera.”

Athletico define período para troca do gramado sintético da Arena da Baixada

Antes de tudo, o Athletico Paranaense definiu o período para a substituição do gramado sintético da Arena da Baixada. A troca do piso está programada para ocorrer entre 1º de junho e 19 de julho de 2026. Portanto, a diretoria vai aproveitar a pausa do calendário do futebol brasileiro durante a disputa da Copa do Mundo.

Até lá, o clube fará uma manutenção programada no campo atual. O serviço será realizado entre os dias 18 e 23 de janeiro. O objetivo é de preservar as condições de jogo e garantir a segurança dos atletas nas partidas do início da temporada.

O novo gramado escolhido é da fabricante FieldTurf, referência mundial no setor de superfícies sintéticas. O modelo contará com tecnologias mais avançadas, incluindo sistema de amortecimento conhecido como shock pad, que ajuda a absorver impactos, reduz o desgaste físico e melhora o conforto biomecânico dos jogadores.

A decisão pela troca ocorre em meio a recentes queixas de atletas sobre o gramado sintético. Jogadores de diferentes clubes relataram incômodo, maior impacto nas articulações e risco de lesões ao atuar nesse tipo de piso, o que reacendeu o debate sobre o uso da grama artificial no futebol brasileiro.

Athletico foi o primeiro estádio a implantar o gramado sintético?

Pioneiro na implantação do gramado sintético no país, o Athletico mantém a defesa da tecnologia. O argumento é que a evolução dos materiais oferece maior durabilidade, regularidade no campo. Dessa forma, proporciona melhores condições de jogo em comparação com versões anteriores do piso.

Por fim, de acordo com nota do clube, a FieldTurf é líder global em grama sintética com enchimento, com milhares de instalações ao redor do mundo. No Brasil, a tecnologia também está presente em estádios como o Nilton Santos, a Arena MRV e a Arena Pacaembu. Com isso, reforça a aposta do Athletico em manter a Arena da Baixada alinhada aos padrões internacionais.

Flamengo apresenta resposta à manifestação favorável a manutenção do gramado sintético no Brasil

Antes de mais nada, o debate sobre a utilização do gramado sintético no Brasil segue em alta nesta quinta-feira, 11. O Flamengo, que protocolou junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) uma substituição dos gramados sintéticos por naturais, voltou a se manifestar.

Desse modo, na manhã desta quinta-feira, os clubes que utilizam o piso sintético divulgaram uma nota conjunta aonde explicaram os seus pontos para a utilização do gramado. Na manifestação, os clubes também reconheceram a necessidade de melhoria dos pisos em todo o país. Aliás, em resposta, o Flamengo explicou os seus principais pontos e chamou de “gramado de plástico” os pisos sintéticos do país.

Por fim, no total, o Flamengo divulgou seis itens explicando suas propostas e supostas “fake news”. O rubro-negro usou como base o seu protocolo junto à CBF, além dos gramados sintéticos utilizados no Brasil.

Veja a manifestação do rubro-negro:

O Flamengo protocolou, junto à CBF, uma sugestão detalhada de mais de 20 páginas. Com metodologia de avaliação, parâmetros técnicos, recomendações de melhorias estruturais para a evolução gradativa dos gramados brasileiros de 2026 até 2029.

O Flamengo sugere um processo gradativo de substituição dos gramados sintéticos por naturais ou híbridos ao longo de 2 anos para a Série A e 3 anos para a Série B.

A maior parte dos estudos tem fortes indicativos que os gramados sintéticos aumentam o risco de lesões mais graves. Como rompimento de ligamentos e entorses de joelho, por causa da tração maior e impacto no corpo do atleta.

Os atletas em vasta maioria se manifestam contra o gramado sintético, mesmo os dos clubes que tem essa superfície em especial, os jogadores de destaque.

Superfícies sintéticas esquentam muito mais que a grama natural (até +30ºC em alguns casos e acima de 60ºC sob sol forte) aumentando o risco de insolação, cansaço extremo e queimaduras por atrito.

As principais ligas de elite (Inglaterra, Espanha, Alemanha tc.) exigem grama natural na 1ª divisão e a União Europeia definiu banir o inflill plástico (microplástico) nesses campos até 2031, refletindo a tendência global de restrição.

Clubes se manifestam em defesa da utilização do gramado sintético no Brasil

A utilização de gramado sintético no Brasil voltou a ser tema de debate durante a semana. Na última terça-feira, 09, o Flamengo protocolou, junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) uma proposta de melhoria e padronização dos gramados no Brasil. Um dos pontos abordados pelo rubro-negro é o fim dos campos sintéticos para o Campeonato Brasileiro de 2026.

Com Athletico Paranaense e Chapecoense de volta à Série A do Campeonato Brasileiro, serão cinco estádios na elite nacional com gramado sintético em 2026. Nesta quinta-feira, 11, os clubes que utilizam esse tipo de piso em seus estádios, divulgaram nota conjunta.

De acordo com a manifestação, os clubes entendem a necessidade de uma padronização de gramados no Brasil, mas sem que o foco direto seja apenas nos campos sintéticos. O pedido é para que o debate seja conduzido de maneira responsável.

Confira a nota conjunta dos clubes

Diante das recentes declarações públicas sobre a utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro, Athletico Paranaense, Atlético, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras reafirmam sua posição em defesa dessa tecnologia, adotada de forma responsável, regulamentada e alinhada às melhores práticas internacionais.

Em primeiro lugar, é imprescindível reconhecer que não existe padronização de gramados no Brasil. Ignorar esse fato e direcionar críticas exclusivamente aos gramados sintéticos reduz um debate complexo a uma narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada.

Também reiteramos que um gramado sintético de alta performance supera, em diversos aspectos, os campos naturais em más condições presentes em parte significativa dos estádios do país.

É igualmente importante esclarecer que não há qualquer estudo científico conclusivo que comprove aumento de lesões provocado pelos gramados sintéticos modernos.

O tema da qualidade dos gramados é legítimo, saudável e necessário. Porém, deve ser conduzido com responsabilidade, dados objetivos e conhecimento técnico, e não com narrativas que distorcem a realidade, desinformam o público e desconsideram a complexidade do assunto.

Athletico Paranaense – Atlético – Botafogo – Chapecoense – Palmeiras

Neymar joga com o Atlético-MG? Craque pode ser ausência por conta de gramado sintético

O Santos vai enfrentar o Atético-MG, no próximo domingo, 14, às 16h (de Brasília), na Arena MRV. O técnico Juan Pablo Vojvoda vem preparando a equipe, mas pode não contar com o craque Neymar. Por se tratar de um jogo em gramado sintético, o Santos vem avaliando a presença de Neymar, que atravessou problemas físicos recentemente.

A princípio, o jogador deve ser titular da equipe, mas as recentes reclamações sobre campo sintético podem afastar Neymar. Desse modo, a comissão técnica avalia por quantos minutos poderá contar com o atacante. Existe a preocupação no sentido de gerar uma nova lesão em Neymar.

Outra questão importante neste sentido é que o desempenho do atacante pode ser afetado em um gramado mais duro e de maior impacto. Em diversas oportunidades, o atacante do Santos se posicionou questionando a utilização de gramado sintético no futebol brasileiro.

Santos terá mudanças contra o Atlético-MG?

A equipe não poderá contar com o Benjamín Rollheiser, que está suspenso por conta do terceiro cartão amarelo. O jogador é uma das referências ofensivas do Santos e a ausência contra o Atlético-MG é uma preocupação para Vojvoda.

Sem o argentino, a equipe pode ter mais um jogador no meio-campo, com Gabriel Bontempo ou a estreia de Victor Hugo. Por fim, Tiquinho Soares e Lautaro Díaz também aparecem como possibilidade no ataque.

Memphis Depay e Fernando Diniz pedem o fim do gramado sintético no Brasil

A Copa do Brasil está em sua fase de quartas de final e os confrontos novamente abriram o debate sobre o gramado sintético no país. O atacante Memphis Depay, do Corinthians, e o técnico Fernando Diniz, do Vasco, se manifestaram sobre a utilização do piso. Ambos se colocaram contrários à utilização de grama sintética, que, segundo eles, dá vantagem ao time mais acostumado a esse tipo de gramado.

O Corinthians atuou a primeira partida no campo sintético, mas levou a melhor. Contra o Athletico Paranaense, o Timão venceu por 1 a 0 com gol marcado por Gui Negão. Aliás, mesmo com a vantagem conseguida na primeira partida, o atacante Memphis Depay citou que o Corinthians encontrou dificuldades por conta do tipo de gramado.

“A grama artificial mata o jogo. Brasil, quando vocês vão ouvir os jogadores?”, questionou o atacante holandês, que retornou ao time após período afastado por lesão.

Vasco decide vaga na semifinal no campo sintético

No caso do Vasco, a primeira partida com o Botafogo foi disputada em São Januário. Jogando em casa, a equipe ficou no empate pelo placar de 1 a 1. Desse modo, para avançar à semifinal, o time comandado por Fernando Diniz terá que vencer o Botafogo jogando no campo sintético do Nilton Santos. Para Diniz, a vantagem está toda do lado adversário.

“Já trabalhei em clubes com gramado sintético. Eles levam vantagem jogando lá”, comentou o técnico Fernando Diniz após a partida.

Os jogos de volta da fase de quartas de final da Copa do Brasil acontecem no dia 11 de setembro, logo após as partidas da Seleção Brasileira, válidas pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

Gramado sintético? Veja jogadores que sofreram lesões graves nos últimos anos no Brasil

Antes de mais nada, a utilização do gramado sintético é tema polêmico em vários países e isso não é diferente no Brasil. Alguns clubes estão optando pela utilização do piso sintético e isso abre debates como uma maior incidência de lesões graves. Desde 2023, 11 jogadores sofreram lesões importantes e ficaram um período afastado enquanto jogavam em grama sintética.

Aliás, o fato curioso é que a maior parte dos problemas aconteceu no Allianz Parque, estádio do Palmeiras. Sete dos 11 problemas mais graves aconteceram no local. Assim, outra importante curiosidade é que a maioria dos atletas lesionados pertence ao São Paulo. Aliás, o último problema grave foi com Mathías Villasanti, do Grêmio, em jogo com o Atlético-MG, em Belo Horizonte.

Veja a lista dos jogadores lesionados

2023

Nahuel Ferraresi (São Paulo) — LCA rompido (Allianz Parque)
Rafinha (São Paulo) — Entorse ligamentar (Allianz Parque)
Giuliano Galoppo (São Paulo) — LCA rompido (Allianz Parque)
Wellington (São Paulo) — Ruptura do ligamento do tornozelo (Allianz Parque)
Lucas Moura (São Paulo) — Estiramento posterior da coxa (Allianz Parque)
Dudu (Palmeiras) — LCA rompido + lesão de menisco (Allianz Parque)
Rafael (Botafogo) — Lesão grave no joelho (Nilton Santos)

2025

Lucas Moura (São Paulo) — Lesão de painel (Allianz Parque)
Jonathan Calleri (Sâo Paulo) — LCA rompido (Nilton Santos)
Hugo (São Paulo sub-20) — LCA rompido (Pacaembu)
Mathias Villasanti (Grêmio) — LCA rompido (Arena MRV)

CEO da SAF do Fortaleza, detona gramado sintético: “Por que a CBF não marca um jogo da Seleção?”

O Fortaleza segue em um período de preparação para o retorno do Campeonato Brasileiro e Marcelo Paz, CEO da SAF do clube, fez críticas à utilização do gramado sintético no futebol brasileiro. De acordo com o dirigente, esse tipo de terreno é prejudicial aos jogadores e deveria ser proibido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Aliás, Marcelo Paz garantiu que jamais vai utilizar grama artificial no Fortaleza.

“Tô fora. Jamais. Acho que não é futebol e tem ganho esportivo para quem é mandante. Já tem time que não quer mandar o jogador para jogar no gramado sintético, então é mais ganho esportivo ainda. É outro jogo. A bola, o drible e a velocidade ficam diferentes. Nenhum jogador quer. Nem os que estão nos clubes que usam gramado sintético. Eles ficam calados e eu entendo que eles não possam falar, porque o empregador está ali, paga um salário altíssimo. O cara não vai falar do gramado que ele joga”, disse Marcelo Paz.

Do mesmo modo, o dirigente do Fortaleza fez cobranças à CBF. O CEO desafio a entidade a marcar um jogo da Seleção Brasileira em um estádio que utiliza grama sintética. Assim, Marcelo Paz garante que os jogadores vão se recusar a disputar jogos em grama artificial.

“Por que a CBF não marca um jogo da Seleção Brasileira no sintético? Eu deixo essa pergunta aqui no ar. Você acha que o Vinicius Junior vai querer vir lá do Real Madrid para jogar no gramado artificial? O Rodrygo? Não vai, entendeu? Não quer. Isso tem que ser enfrentado. Mas o mundo do futebol não usa. A Champions League não usa, a LaLiga não usa, a Premier League não usa, a Liga Holandesa aboliu. Os maiores jogadores não querem jogar, o (Lionel) Messi não quer jogar, o Neymar não quer jogar…”, finalizou Marcelo Paz.

Qual é a posição do Fortaleza no Campeonato Brasileiro?

Atualmente a equipe tem dez pontos conquistados em 12 partidas. Até o momento, o Fortaleza venceu dois jogos, empatou quatro e perdeu seis. Aliás, antes da parada para o Mundial de Clubes, a equipe chegou a perder quatro jogos seguidos. A fase negativa quase resultou na demissão do técnico Juan Pablo Vojvoda.

O Fortaleza volta a campo no próximo dia 13 de julho, quando terá o importante clássico com o Ceará, na Arena Castelão. Por fim, a equipe precisa vencer o compromisso para deixar a zona de rebaixamento do Brasileirão.

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