Cuiabá transforma solidez defensiva em trunfo na Série B e mira reação na tabela

O Cuiabá ainda busca uma posição mais confortável na classificação da Série B do Campeonato Brasileiro, mas já encontrou um motivo para se destacar nacionalmente. Após 11 rodadas, o Dourado ostenta a melhor defesa entre todos os clubes que disputam as Séries A, B e C do futebol brasileiro, com apenas cinco gols sofridos.

O desempenho chama atenção principalmente porque contrasta com a situação do time na tabela. Apesar da consistência defensiva, a equipe mato-grossense ainda tenta transformar a segurança atrás em uma campanha mais sólida para se afastar definitivamente da zona de rebaixamento e entrar na disputa pelas primeiras posições.

Os números evidenciam um trabalho que vem sendo construído desde o início da temporada pelo técnico Eduardo Barros. Nas últimas seis partidas da Série B, o Cuiabá sofreu apenas três gols, consolidando uma das defesas mais eficientes do país.

Organização defensiva vira marca registrada

A principal característica do Cuiabá em 2026 tem sido a capacidade de neutralizar os adversários. Em onze rodadas disputadas, a equipe terminou sete partidas sem ser vazada, um índice que demonstra regularidade e organização coletiva.

Mais do que a atuação individual dos defensores, o desempenho é resultado de um sistema defensivo bem estruturado. A equipe atua com linhas compactas, reduz espaços e dificulta a criação de jogadas dos adversários, fatores que têm contribuído para os bons números.

Além disso, a consistência também passa pela experiência de jogadores importantes do setor. Entre eles estão os zagueiros Gabriel Knesowitsch e João Basso, que formam uma das duplas mais seguras da competição.

A contratação de Basso foi considerada uma oportunidade de mercado pela diretoria. O defensor chegou após deixar o Santos e rapidamente assumiu papel de liderança na equipe, agregando qualidade técnica e experiência ao sistema defensivo.

Eduardo Barros consolida identidade da equipe

Grande parte do mérito pela evolução defensiva é atribuída ao trabalho desenvolvido por Eduardo Barros. O treinador assumiu o comando do Cuiabá cercado de expectativa após construir uma trajetória respeitada nos bastidores do futebol brasileiro.

Antes de iniciar carreira como treinador principal, Barros ficou conhecido pelo trabalho como auxiliar de Fernando Diniz. Ao lado do técnico, participou da campanha histórica que culminou na conquista da Copa Libertadores de 2023 pelo Fluminense.

Posteriormente, comandou o Amazonas e conquistou o Campeonato Amazonense, credenciando-se para assumir o Cuiabá após a queda para a Série B. Desde sua chegada, o treinador priorizou a organização defensiva como ponto de partida para a evolução da equipe.

Próximo desafio é aumentar a produção ofensiva

Se a defesa funciona como um dos pilares da equipe, o setor ofensivo ainda é visto como o principal ponto de atenção pela comissão técnica. A dificuldade em transformar o controle dos jogos em gols explica, em parte, a posição do clube na tabela.

Por isso, a diretoria decidiu agir no mercado. Recentemente, o Cuiabá confirmou a contratação do atacante Marcos Júnior, jogador revelado pelo Fluminense e que retorna ao futebol brasileiro após uma longa trajetória no Japão.

Defesa forte como base para objetivos maiores

Internamente, a avaliação é de que a equipe já possui uma base sólida para crescer na competição. A expectativa é que, com o fortalecimento do ataque, o Cuiabá consiga transformar o equilíbrio defensivo em vitórias mais frequentes.

Com a melhor defesa entre as três principais divisões nacionais, o Dourado acredita que está no caminho certo para reagir na Série B. Agora, o desafio será encontrar o mesmo nível de eficiência no ataque para conseguir uma arrancada rumo à parte de cima da tabela.

Fluminense: Marcos Júnior revela desejo de voltar ao clube que o revelou

Antes de tudo, livre no mercado após encerrar contrato com o Yokohama Marinos, Marcos Júnior admite desejo de voltar ao Fluminense. Autor do gol do título tricolor na Primeira Liga de 2016, ele afirmou que aceitaria um convite para retornar ao clube que o revelou. Marcos Júnior falou de sua expectativa durante entrevista ao jornalista José Ilan, no NetFluCast.

“Já tem já uns quatro anos que eu tô morando sozinho no Japão. E foi uma oportunidade de voltar. E, nesse momento, eu tô aqui treinando, tô esperando algumas coisas aí. Meu empresário já conversou comigo. Já tem umas sondagens, mas no momento eu tô procurando curtir bem a família, né, curtir essas férias aí”, comentou.

O meia-ofensivo Marcos Júnior passou seis anos no Japão, onde se destacou dentro e fora de campo. Tudo por conta de seu apelido: Kuririn. “Lá no Japão foi uma febre. Todo jogo queria fazer, todo treino era foto, autógrafo. Ganhei muitos bonecos e até uma roupa original do Dragon Ball”, comentou. Marcos Júnior adotou o personagem do anime Dragon Ball, que acabou se tornando comemoração marca registrada da carreira.

Apesar do sucesso internacional, ele mantém forte ligação com o Fluminense e a torcida. “Sinto saudade toda vez que me mandam mensagem: ‘volta, volta, resolve. Volta o Kuririn’”, contou. Para ele, o retorno depende de negociação com clubes e decisões que vão além do desejo pessoal.

Natural do Gama, Distrito Federal, Marcos Júnior chegou ao Rio de Janeiro ainda criança e se naturalizou carioca. “Vim pra cá com doze anos, acabei me adaptando e falei: ‘vou ficar no Rio’. Brasília não consigo me identificar mais”, explicou, lembrando que a família é prioridade em sua decisão de carreira.

Marcos Júnior recorda com carinho amizade com Ronaldinho Gaúcho

O atacante fez história no Fluminense e atuou ao lado de nomes consagrados como Fred, Deco e Ronaldinho. Ele recorda a passagem do ídolo gaúcho como uma experiência marcante, com convivência respeitosa e aprendizado dentro do clube. “Só a presença dele já foi algo que vou guardar para a vida”, disse.

Por fim, agora de volta ao Brasil, ele aproveita férias e aguarda oportunidades de acordo. Sua preferência é seguir no Rio de Janeiro, mas mostra cautela e planejamento antes de definir seu futuro imediato. Em suma, no que depender do próprio jogador, o Fluminense pode voltar a contar com um dos nomes mais queridos pelos torcedores nos últimos anos. Finalmente, Marcos Júnior, ou Kuririn, mantém a expectativa de escrever novos capítulos no clube que marcou sua carreira e ainda inspira carinho da torcida.

Marcos Júnior, ex-Fluminense, fica livre para assinar pré-contrato e pode deixar clube japonês

Revelado pelas categorias de base do Fluminense, o atacante Marcos Júnior atualmente defende Sanfrecce Hiroshima, do Japão. Com contrato terminando em janeiro de 2025, o jogador está livre para assinar pré-acordo com qualquer clube no mercado da bola.

A Agência RTI Esporte apurou que o jogador de 31 anos tinha como planejamento seguir atuando no clube japonês. No entanto, com a indefinição sobre seu futuro, passa a cogitar um retorno ao Brasil.

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A renovação do contrato está emperrada, uma vez que o Sanfrecce Hiroshima e o estafe do jogador ainda não chegaram a um denominador comum. Porém, este problema extra-campo não impede o técnico alemão Michael Skibbe de escalá-lo.

A situação do atacante é peculiar. Marcos Júnior disputou 14 partidas na atual temporada. Foram três jogos como titular e 11 saindo do banco de reservas. Nesse meio tempo, marcou quatro gols, fez três assistências e totalizou 465 minutos em campo.

Embora seja reserva, o atacante é muito querido pelos torcedores do clube. O contrato atual permite a extensão do vínculo por mais uma temporada. Basta o desejo de uma das partes para que o vínculo seja renovado. Isso porque, o camisa 10 já cumpriu as metas pré-acordadas.

Ainda segundo apurou a reportagem, nem o Sanfrecce Hiroshima e nem o atleta estão convencidos de que a parceria deve continuar. O gatilho pode ser acionado, mas uma saída não está descartada. As opções para Marcos Júnior no mercado da bola terão peso nessa decisão.

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Marcos Júnior está na sua sexta temporada no futebol japonês. O atacante, antes de ser contratado pelo Sanfrecce Hiroshima, teve passagem destacada pelo Yokohama Marinos onde atuou de 2019 a 2023. Nesse ínterim, foram 166 jogos, 41 gols marcados e 15 assistências.

Por lá, venceu o Campeonato Japonês em 2019 e 2022. Além disso, faturou o título da Supercopa do Japão em 2023. Pelo Fluminense, o atacante conquistou um Campeonato Brasileiro, um Campeonato Carioca e uma Copa da Primeira Liga.

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