Samir Xaud é eleito como o novo presidente da CBF

Antes de mais nada, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem um novo presidente. O médico Samir Xaud, natural de Roraima, acabou eleito por aclamação neste domingo, 25. O novo presidente da CBF era candidato único na eleição e tem 41 anos. Samir Xaud assume o cargo deixado por Ednaldo Rodrigues, afastado pela Justiça, e tem mandato válido até 2029.

Para ser eleito, Samir Xaud teve o apoio de 26 federações e de 20 clubes. Aliás, essa questão inviabilizou qualquer outra candidatura, de acordo com o estatuto da CBF. Nos últimos dias, Samir Xaud vinha fazendo algumas movimentações de bastidores e alinhando apoiadores para o seu novo cargo.

Clubes boicotaram eleição em protesto:

Dos 20 clubes que estiveram presentes e apoiaram Samir Xaud, dez são da Série A e outros dez da Série B do futebol brasileiro. Desse modo, Atlético Mineiro, Bahia, Botafogo, Ceará, Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras, Santos, Vasco e Vitória representam a primeira divisão.

Do mesmo modo, os clubes da segunda divisão foram Amazonas, Athletic, Avaí, CRB, Criciúma, Operário, Paysandu, Remo, Vila Nova e Volta Redonda.

Os clubes que não votaram em protesto foram: América-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Botafogo-SP, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Cuiabá, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Internacional, Juventude, Mirassol, Novorizontino, São Paulo e Sport.

Apresentação de Carlo Ancelotti:

Eleito, Samir Xaud já vai estar presente na apresentação oficial do técnico italiano Carlo Ancelotti. O novo treinador da Seleção Brasileira vai ser apresentado na segunda-feira, 26, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Aliás, neste mesmo dia, Ancelotti vai anunciar a lista de convocados para os dois próximos jogos das Eliminatórias.

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Presidente do Sport questiona modelo eleitoral da CBF: “A gente se sente desrespeitado”

Antes de mais nada, com Samir Xaud como único candidato, acontece no próximo domingo,25, a eleição para presidente da CBF. Nesse sentido, é importante afirmar que ele conta com apoio de 25 federações e 10 clubes, por isso será candidato único. A movimentação nos bastidores foi rápida e não contou com apoio de muitos dos principais clubes das Séries A e B.

Desse modo, o presidente do Sport Club Recife, Yuri Romão afirmou que os clubes se sentiram desrespeitados e que o modelo eleitoral da CBF precisa mudar. Para o presidente do clube do Nordeste os times precisam ter maior protagonismo na CBF, enquanto as federações deveriam ter peso menor na eleição para escolher os rumos do futebol brasileiro.

“A gente se sente desrespeitado. Então assim, ora, a chapa está pronta e dizem: ‘a chapa é essa, tu vem?’ Não é assim que funciona. Nós estamos muito firmes, clubes como Internacional, Fluminense, Fortaleza, até clubes da Libra também, Atlético-MG, São Paulo. Em comum a todos, inclusive o Sport, estava o apoio ao candidato Reinaldo Carneiro Bastos, da Federação Paulista de futebol”, disse Yuri Romão antes de seguir detalhando o seu pensamento.

Samir Xaud será o novo presidente da CBF

“Parece que a chapa foi lançada com 25 federações, agora eu pergunto: qual o peso disso? Quais os protagonistas do futebol do Brasil e do mundo? São os clubes. Mandamos uma carta ontem dizendo que a gente quer mexer na questão da paridade do voto. Se é para ganhar eleição, é para ganhar de forma democrática. E agora chegou o momento de Libra e LFU se unirem e formar a Liga”, afirmou.

Ainda de acordo com o presidente é desejo dos clubes que a CBF sofra mudanças no seu estatuto. Vale lembrar que recentemente Ednaldo Rodrigues foi eleito com grande apoio de federações e clubes impossibilitando a inscrição de outra chapa no pleito. Contudo, pouco tempo depois o presidente foi afastado do cargo pela justiça.

“Precisa mudar a questão da paridade do voto. Na eleição de Ednaldo quando os clubes chegaram para votar, Ednaldo já chegou eleito. Só ali já tinham 81 votos (27×3). Qualquer voto ali eu posso discordar, mas não ia adiantar de absolutamente nada”, encerrou o presidente do Sport.

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Conheça Michelle Ramalho, futura vice-presidente de Samir Xaud, primeira mulher a ocupar o cargo na CBF

Pela primeira vez na história, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terá uma mulher ocupando o cargo de vice-presidente. A eleição, que está marcada para o próximo domingo, 25, confirmará a chapa única liderada por Samir Xaud. O novo mandatário da entidade vai assumir a presidência em um mandato de quatro anos e terá Michelle Ramalho como sua vice.

Quem é Michelle Ramalho?

Paraibana de Campina Grande, Michelle Ramalho Cardoso está à frente da Federação Paraibana de Futebol (FPF) desde 2018. Sua chegada à presidência da entidade foi marcada por uma disputa acirrada com o ex-diretor executivo Eduardo Araújo. Na ocasião, ela contou com o apoio de figuras de peso, como Rosilene Gomes — que dirigiu a FPF de 1989 a 2014 — e do então presidente da CBF, Marco Polo del Nero.

Embora tenha perdido a primeira votação, que terminou empatada, Michelle venceu na segunda rodada e tornou-se a segunda mulher a presidir uma federação estadual no Brasil. Em 2022, foi reeleita em chapa única, consolidando sua liderança no futebol paraibano.

Raízes jurídicas e influência nacional

Formada em Direito e Administração de Empresas, Michelle iniciou sua trajetória no futebol como advogada, atuando principalmente na defesa do Treze em tribunais desportivos. Em 2017, tornou-se auditora do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o que a aproximou do centro das decisões políticas do futebol no país.

A partir daí, sua projeção nacional cresceu. Além da atuação à frente da FPF, Michelle também ocupa hoje o cargo de conselheira federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Defensora do futebol feminino

Aliás, Michelle ganhou destaque internacional por seu perfil conciliador e seu carisma. Fluente em inglês e espanhol, construiu uma relação próxima com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Não por acaso, conseguiu dele uma rara mensagem em português para parabenizar o Nacional de Pombal, time paraibano, em seu aniversário.

Também é notória sua atuação em prol do futebol feminino. Chefiou delegações da Seleção Brasileira em grandes eventos como a Copa do Mundo de 2019 e as Olimpíadas de Paris, em 2024. Na Paraíba, promoveu um campeonato estadual com dez clubes — um dos maiores do país.

Agora, como vice-presidente da CBF, Michelle Ramalho leva à entidade máxima do futebol brasileiro uma bandeira clara: fortalecer ainda mais o protagonismo das mulheres no esporte.

CBF: Samir Xaud confirma que será presidente da entidade: “Vim para somar”

Antes de tudo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terá um novo comandante a partir do dia 26 de maio. Em entrevista à CNN Brasil, Samir Xaud afirmou que assumirá o cargo, com apoio de 25 federações e 10 clubes, o que inviabiliza a inscrição de outras chapas concorrentes.

O que disse Xaud sobre a CBF?

Durante sua participação no programa Domingol com Benja, Xaud destacou a experiência acumulada no futebol e prometeu mudanças. “As pessoas não me conhecem, mas já trabalho com futebol há muito tempo. Vim para somar e tentar mudar a CBF com uma gestão transparente”, declarou.

O dirigente, que atualmente preside a Federação Roraimense, apresentou a chapa “Futebol para Todos: Transparência, Inclusão e Modernização”. Segundo ele, a proposta é descentralizar decisões e valorizar o trabalho em equipe. “Temos que dar autonomia para as pessoas trabalharem”, afirmou.

Quem é Samir Xaud?

Aos 41 anos, Xaud é médico com especialização em infectologia e medicina esportiva. Empresário do setor, ele administra um centro de treinamento voltado ao fitness e bem-estar. Seu envolvimento direto com a gestão do futebol começou em 2027, quando assumirá a presidência da federação estadual no lugar do pai.

De acordo com o estatuto da CBF, o registro de uma chapa exige no mínimo o apoio de oito federações e cinco clubes. Apesar de uma tentativa de mudança em 2022, a decisão judicial que afastou Ednaldo Rodrigues também restaurou as regras antigas, datadas de 2017.

A nova estrutura da CBF, como  será?

Por fim, além do presidente, serão escolhidos oito vice-presidentes, além de membros do Conselho Fiscal. O mandato da nova gestão vai de 2025 a 2029. A votação, como manda o estatuto, ocorre em sigilo e a vitória é definida por maioria simples de votos.

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