Carlo Ancelotti ganha “cheque em branco” da CBF após recusar a Itália; entenda

Carlo Ancelotti decidiu permanecer no comando da Seleção Brasileira. O treinador italiano recusou um convite da Itália e renovou contrato com a CBF, mantendo o projeto de reconstrução da equipe até a Copa do Mundo de 2030.

A Agência RTI Esporte apurou que a avaliação interna é de que Carlo Ancelotti precisa de tempo para implementar suas ideias e promover uma reformulação no elenco. A CBF entende que uma troca de técnico neste momento poderia interromper o processo de reconstrução.

A decisão representa uma forte demonstração de confiança da entidade no trabalho do italiano. Mesmo depois da eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, a CBF optou por manter o planejamento e garantir estabilidade para o próximo ciclo.

Carlo Ancelotti recebe aumento milionário após renovação

A permanência de Carlo Ancelotti também será acompanhada de uma valorização financeira significativa. Pelo novo contrato, o treinador passará a receber R$ 6 milhões por mês. O valor representa um salário anual de R$ 72 milhões.

Considerando todo o vínculo até o Mundial de 2030, os ganhos fixos podem alcançar R$ 288 milhões. O reajuste corresponde a um aumento de aproximadamente 20% em relação ao contrato anterior firmado em maio de 2025.

A decisão chama atenção principalmente pelo momento, já que ocorreu após uma campanha abaixo das expectativas da seleção brasileira no Mundial. Mesmo assim, o presidente da CBF, Franclim Carvalho, manteve a aposta no treinador.

Bônus por título mundial segue no contrato

Além do aumento salarial, Carlo Ancelotti manteve uma das principais cláusulas de incentivo previstas desde sua chegada ao futebol brasileiro. Caso conquiste a Copa do Mundo de 2030 com a seleção brasileira, o treinador receberá um bônus de R$ 30 milhões.

A premiação só será liberada em caso de título mundial. Antes disso, o italiano terá pela frente uma sequência de desafios, incluindo Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2030, amistosos internacionais e torneios preparatórios.

Técnico terá missão de reconstruir a Seleção Brasileira

A renovação do comandante italiano representa uma mudança de postura da CBF. Em vez de buscar uma solução imediata após um resultado negativo, a entidade decidiu apostar na continuidade da comissão técnica.

Carlo Ancelotti terá liberdade para trabalhar uma renovação gradual do elenco. Jogadores jovens devem receber mais oportunidades nas próximas convocações, enquanto atletas experientes seguirão sendo avaliados conforme o desempenho nos clubes.

A missão é recuperar a confiança da torcida e devolver o protagonismo internacional à Seleção Brasileira. Carlo Ancelotti chega ao novo ciclo respaldado pelo histórico de conquistas por clubes como Real Madrid, Milan, Bayern de Munique, Chelsea e Paris Saint-Germain.

Carlo Ancelotti inicia um novo ciclo na Seleção Brasileira com salário recorde e a missão de transformar sua experiência em resultados. O treinador recusou a Itália e seguirá liderando o projeto da CBF até 2030, que busca recolocar o Brasil no topo do futebol mundial.

CBF consegue mudança na Copa do Mundo e goleiros do Brasil não usarão uniforme vermelho

O Brasil entrará em campo com uma alteração de última hora na partida contra a Escócia, válida pela terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. A Fifa confirmou que os goleiros não utilizarão mais o uniforme vermelho inicialmente previsto para o confronto.

Com a mudança aprovada, Alisson, Ederson e Weverton passarão a vestir um conjunto totalmente verde, incluindo camisa, calção e meiões. A decisão foi tomada após um pedido da CBF, que solicitou a revisão da combinação de uniformes definida previamente para o jogo.

A alteração ganhou repercussão por envolver uma cor que já havia sido motivo de debate nos bastidores da entidade nos últimos anos. O episódio também reforça a influência da CBF nas definições relacionadas à identidade visual da Seleção Brasileira durante a competição.

Enquanto os goleiros brasileiros utilizarão o uniforme verde, os jogadores de linha entrarão em campo com o tradicional fardamento composto por camisa amarela, calção branco e meiões brancos no confronto contra os escocêses.

Pedido partiu diretamente da presidência da CBF

A mudança ocorreu após uma intervenção do presidente da CBF, Samir Xaud. Segundo informações apuradas nos bastidores, o dirigente procurou a Fifa assim que tomou conhecimento da combinação inicialmente divulgada para a partida.

Como a Escócia não utilizaria cores semelhantes e existia outro conjunto disponível para os goleiros brasileiros, a entidade aceitou a solicitação sem maiores dificuldades. Em 2025, Samir Xaud se posicionou contra a utilização da cor vermelha em um uniforme alternativo desenvolvido para a Seleção.

“Foi um assunto delicado. Vou fazer até um parêntese. Muita gente levou para o lado político. Eu levei para o lado do Brasil, das cores da bandeira do Brasil”, disse o dirigente, no ano passado, antes de prosseguir:

“Azul, amarelo, verde e branco são cores das nossas bandeiras e são as cores que têm que ser seguidas. Eu fui contra a camisa vermelha, não por questão política. Realmente estava em produção. Fiz uma reunião urgente com a Nike, pedi que parasse a produção.”

Fifa permite ajustes após reuniões de coordenação

Embora os uniformes sejam definidos previamente pela Fifa antes do início da Copa do Mundo, alterações podem acontecer ao longo da competição. Cada seleção informa antecipadamente os conjuntos disponíveis para utilização durante o torneio.

A partir dessas opções, a entidade monta as combinações de uniformes para cada partida. Entretanto, reuniões realizadas antes dos jogos permitem ajustes quando não há conflito entre as equipes envolvidas ou quando surgem necessidades específicas das confederações.

Vermelho já foi usado por goleiros brasileiros

Apesar da polêmica recente, a utilização da cor vermelha por goleiros da Seleção Brasileira não é inédita. Em diferentes períodos da última década, arqueiros brasileiros atuaram com uniformes dessa tonalidade fornecidos pela Nike.

Um dos casos mais conhecidos ocorreu durante a Copa das Confederações de 2013, quando Júlio César utilizou um conjunto vermelho em partidas do torneio. A cor também apareceu em alguns compromissos da Seleção ao longo do ciclo que culminou na Copa do Mundo de 2014.

Agora, porém, a orientação da atual gestão da CBF prevaleceu. Com a autorização da Fifa, Alisson, Ederson e Weverton defenderão o Brasil vestindo verde diante da Escócia, em um jogo decisivo para a definição das posições do Grupo da Copa do Mundo.

A mudança evita uma nova discussão sobre a identidade visual da Seleção Brasileira e garante que a equipe entre em campo utilizando uma combinação considerada mais alinhada à tradição das cores nacionais.

Seleção Brasileira Feminina amplia aprovação popular e fortalece caminhada rumo à Copa do Mundo de 2027

A preparação da Seleção Brasileira Feminina para a Copa do Mundo de 2027 segue acompanhada de um fenômeno que vai além das quatro linhas. À medida que a equipe se desenvolve, cresce também o interesse dos brasileiros pela modalidade.

A Agência RTI Esporte apurou que um levantamento realizado pela Nexus em parceria com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) revelou índices expressivos de aprovação da equipe nacional e reforçou o momento de expansão vivido pelo futebol feminino no país.

Os números indicam que a Seleção Brasileira Feminina tem conquistado cada vez mais espaço entre os fãs do esporte. Segundo a pesquisa, 73% dos entrevistados avaliaram positivamente o trabalho desenvolvido pela equipe.

O dado evidencia não apenas o reconhecimento pelos resultados recentes, mas também o fortalecimento da conexão entre a seleção e o público brasileiro. O cenário representa um avanço significativo para uma modalidade que passou a atrair novos públicos.

Interesse pela Seleção cresce após conquistas recentes

A medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos Paris-2024 é apontada como um dos fatores que contribuíram para o aumento da visibilidade da equipe. O desempenho da seleção ajudou a aproximar ainda mais os torcedores das atletas.

O levantamento também mostrou que mais da metade dos brasileiros sente orgulho da Seleção Brasileira Feminina. Para o presidente da CBF, Samir Xaud, o crescimento da modalidade reflete um trabalho contínuo realizado nos últimos anos.

“O futebol feminino é uma modalidade que cresceu bastante nos últimos anos, tem despertado cada vez mais interesse das pessoas, especialmente depois da medalha de prata na Olimpíada do ano passado, mas que também tem sido perene, permanente”, disse o dirigente antes de prosseguir:

“Nossa missão é seguir engajando e mantendo a modalidade em alta, para que mais mulheres pratiquem e a qualidade seja elevada e novas conquistas venham”, afirmou o dirigente em recente entrevista coletiva na CBF.

Seleção impulsiona interesse por outras competições

Outro aspecto destacado pela pesquisa é o impacto que os jogos da equipe nacional exercem sobre o restante do calendário do futebol feminino. O acompanhamento da Seleção Brasileira desperta o interesse dos torcedores por campeonatos estaduais, nacionais e até internacionais.

Esse movimento tem contribuído para ampliar a visibilidade dos clubes e fortalecer o ecossistema da modalidade. O crescimento da audiência e da cobertura midiática ajuda a criar um ambiente mais favorável para o desenvolvimento das competições em diferentes níveis.

Clubes também colhem os frutos da expansão

O aumento do interesse dos torcedores não se restringe à equipe nacional. Clubes como Corinthians, Ferroviária e Palmeiras registraram bons públicos em seus estádios principais, demonstrando o fortalecimento da relação entre as equipes e seus torcedores.

Os números reforçam que o crescimento do futebol feminino ocorre de forma ampla, envolvendo seleções, clubes, atletas e torcedores. A maior exposição das competições e o aumento da oferta de transmissões têm contribuído para consolidar esse processo.

Olhar voltado para a Copa do Mundo de 2027

Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 se aproximando, a expectativa é de que o interesse continue crescendo nos próximos anos. O Brasil sediará a competição pela primeira vez, fator que promete ampliar ainda mais a visibilidade da modalidade.

Samir Xaud, presidente da CBF, comentou possível corte Neymar; veja

Samir Xaud está em Manaus, onde acompanha a final da Copa Norte entre Nacional e Paysandu. Contudo, antes da partida, o presidente da CBF foi questionado sobre a preparação da Seleção Brasileira na Granja Comary e a situação de Neymar.

O jogador foi diagnosticado com lesão grau 2 na panturrilha e vive momentos de indefinição em relação à Copa do Mundo. O jogador realizou exame de imagem na última quarta-feira, 27, e ficará fora de combate por pelo menos duas semanas.

Neymar não defenderá a Seleção Brasileira nos amistosos com Panamá e Egito. A comissão técnica pediu um prazo para reavaliar a situação do jogador em conjunto com o departamento médico da CBF. O presidente Samir Xaud, quando questionado, entregou a situação nas mãos de Carlo Ancelotti.

“Quem está tratando isso é a comissão técnica, junto com a comissão médica. Acredito que logo mais a gente possa ter novidades. Mas, como já falei, eles têm 100% de autonomia. Para o trabalho, para as decisões. Para ver o que é melhor para a seleção brasileira”, disse Samir Xaud.

O presidente da CBF ainda comentou o tamanho do “prejuízo” para a Seleção Brasileira e para a Copa do Mundo, uma possível ausência de Neymar nos Estados Unidos, México e Canadá.

Samir Xaud reforça confiança em Carlo Ancelotti

“Neymar é um grande jogador, que foi convocado pelos méritos dele, pela evolução que ele teve. O que a gente quer é que tenham os 26 melhores. Sempre quando tem um jogador lesionado, a gente sente, a gente fica preocupado, como três titulares que perdemos nesse final de temporada europeia. A gente sente um pouco, mas acredito que o mister vai montar a melhor equipe com as peças que ele tem”.

CBF planeja mudanças nos horários do Brasileirão para aumentar público nos estádios; saiba detalhes

A CBF pretende promover uma reformulação na grade de horários do Campeonato Brasileiro. A entidade discute uma série de mudanças para diminuir a quantidade de partidas disputadas à noite, principalmente no fim dos domingos e nas rodadas de meio de semana.

A Agência RTI Esporte apurou que a avaliação de Samir Xaud, presidente da CBF, é de que os horários atuais afastam torcedores dos estádios, impactam a audiência em algumas praças e dificultam a logística de deslocamento dos clubes.

O tema ganhou força nas últimas reuniões entre dirigentes, representantes das federações estaduais e executivos ligados às transmissões das competições nacionais. O objetivo é faze do Brasileirão de um produto voltado para o consumo familiar.

Por isso, a entidade pretende priorizar faixas diurnas e reduzir partidas em horários considerados pouco atrativos para torcedores que dependem de transporte público ou enfrentam grandes deslocamentos após os jogos.

Atualmente, partidas realizadas às 21h30 no meio de semana e confrontos iniciados após as 20h de domingo são alvos frequentes de críticas de clubes e torcedores. Dirigentes relatam dificuldade para manter médias elevadas de ocupação em jogos realizados tarde da noite.

“Olhamos o futebol com outros olhos. Estamos chegando numa fase de ajustes. Tudo que prometemos no início cumprimos: focar nas mudanças estruturais que o futebol brasileiro necessitava”, disse o presidente Samir Xaud antes de prosseguir:

“A tentativa de praticar ações para aumentar o público nos estádios, com a padronização dos horários, com ações específicas de combate à violência. A violência é uma preocupação muito grande para o produto, para as pessoas”, comentou.

CBF quer ampliar jogos diurnos e rever horários tradicionais

O primeiro eixo da mudança prevê a priorização de horários diurnos. A entidade entende que partidas disputadas durante a tarde tendem a aumentar o fluxo de torcedores e melhorar a experiência nos arredores dos estádios.

Outro ponto em análise é a redução de conflitos entre jogos das Séries A e B. A ideia é evitar sobreposição excessiva de partidas para facilitar a distribuição de audiência e permitir melhor aproveitamento comercial das transmissões.

A CBF também pretende reavaliar a tradicional faixa das 19h nos jogos de meio de semana. Internamente, existe a percepção de que o horário dificulta a chegada do público aos estádios, especialmente em grandes centros marcados por congestionamentos intensos no fim da tarde.

Os jogos realizados no domingo à noite também entraram na pauta. A entidade estuda diminuir partidas iniciadas a partir das 20h, faixa frequentemente criticada por torcedores devido ao impacto no retorno para casa e na rotina de trabalho da segunda-feira.

Janela das 11h ganha força nos bastidores

Entre os horários vistos com maior potencial de crescimento está a faixa das 11h de domingo. A avaliação da CBF é de que o horário consolidou boa audiência nos últimos anos e oferece ambiente mais favorável para presença de famílias nos estádios.

Além disso, clubes enxergam possibilidade de ampliar receitas com consumo interno, ativações comerciais e programas de hospitalidade em partidas realizadas durante o dia. A intenção é construir uma grade mais equilibrada entre audiência televisiva e presença de público.

As mudanças ainda dependem de alinhamento com emissoras, clubes e detentores de direitos comerciais. Mesmo assim, a discussão já ganhou força nos bastidores e deve avançar nos próximos meses como uma das prioridades da CBF para o futuro do Campeonato Brasileiro.

CBF fecha intercâmbio com Federação Alemã e terá árbitros brasileiros em amistoso da Alemanha

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) oficializou um acordo de intercâmbio com a Federação Alemã de Futebol para a troca de árbitros e assistentes em amistosos preparatórios para a próxima Copa do Mundo.

A Agência RTI Esporte apurou que a iniciativa faz parte de um movimento do presidente da CBF, Samir Xaud, de aproximação entre as entidades para promover troca de experiências, atualização técnica e padronização de critérios de arbitragem em partidas internacionais.

O projeto envolverá profissionais brasileiros e alemães atuando nos jogos das seleções principais dos dois países durante a Data Fifa. O principal destaque do acordo será a participação do árbitro Matheus Candançan no amistoso entre Alemanha e Finlândia.

Arbitragem brasileira trabalhará em amistoso da Alemanha

Matheus Candançan será o responsável pelo comando da partida da seleção alemã. Ao lado dele estarão os assistentes Victor Hugo Imazu dos Santos e Alex Ang Ribeiro. A equipe brasileira ainda contará com Paulo César Zanovelli como quarto árbitro.

Na cabine do VAR, a responsabilidade será de Rodrigo D’Alonso Ferreira, enquanto Rodrigo Guarizo Ferreira atuará como auxiliar da tecnologia de vídeo. O intercâmbio é visto como uma oportunidade importante para dar experiência aos árbitros brasileiros em jogos de alto nível.

Alemães apitarão amistoso da Seleção Brasileira

Em contrapartida, a arbitragem alemã será responsável pelo amistoso entre Brasil e Panamá. O árbitro principal será Daniel Schlager. Os auxiliares escalados são Sven Washitzki-Günther e Rafael Foltyn. A equipe ainda terá Florian Badstübner como quarto árbitro.

O sistema de VAR será comandado por Pascoal Müller e Robert Schröder. A troca de experiências com profissionais europeus é vista como estratégica para aprimorar critérios técnicos, interpretação de lances e utilização das ferramentas de vídeo.

Além do aspecto técnico, a CBF acredita que a presença de árbitros brasileiros em jogos internacionais fortalece o posicionamento da arbitragem nacional no cenário mundial e amplia a preparação dos profissionais para futuras competições organizadas pela Fifa.

A entidade entende que iniciativas de cooperação internacional podem ajudar a reduzir diferenças de interpretação entre continentes e aproximar os árbitros brasileiros dos padrões utilizados nas principais ligas europeias.

Fair Play Financeiro pressiona Santos por explicações sobre dívida milionária com Neymar

Antes de mais nada, a CBF colocou o Santos no radar após a renegociação de uma dívida de R$ 90 milhões com Neymar. A entidade pretende solicitar esclarecimentos formais sobre como a operação foi estruturada e, principalmente, de que maneira os valores foram contabilizados pelo clube.

A Agência RTI Esporte apurou que a preocupação do presidente da CBF, Samir Xaud, é garantir que acordos dessa magnitude estejam alinhados às normas de sustentabilidade econômica impostas pela entidade.

Estrutura do acordo chama atenção

Santos e Neymar chegaram a um entendimento para parcelar o pagamento da dívida em um modelo considerado atípico. O acerto prevê desembolsos de R$ 5 milhões ainda neste primeiro semestre, seguidos por parcelas mensais de R$ 1,5 milhão em um cronograma de longo prazo.

O ponto central da análise do Fair Play Financeiro está na forma como essa renegociação foi registrada. A CBF quer entender se o passivo foi reestruturado de maneira transparente e dentro dos critérios exigidos, especialmente no que diz respeito à previsão de fluxo de caixa.

Há, nos bastidores, o entendimento de que operações desse tipo podem mascarar a real situação financeira caso não sejam devidamente detalhadas. Por isso, a entidade busca evitar precedentes que possam comprometer a credibilidade do sistema.

Preocupação com sustentabilidade financeira

O caso é tratado como emblemático dentro da nova fase de fiscalização do futebol nacional. A CBF tem reforçado o discurso de responsabilidade financeira, tentando evitar cenários de endividamento excessivo e colapsos administrativos.

Do lado do Santos, a avaliação interna é de que a renegociação foi necessária para organizar o passivo e permitir maior previsibilidade orçamentária. O clube entende que o acordo com Neymar dilui o impacto imediato da dívida sem comprometer o fluxo operacional.

Ainda assim, Marcelo Teixeira, presidente do Santos, reconhecem que a operação pode gerar questionamentos, sobretudo pela magnitude dos valores envolvidos e pela relevância do jogador no cenário esportivo e midiático.

Bastidores indicam efeito cascata no mercado

A iniciativa da CBF de pedir explicações é vista como um recado claro ao mercado. Clubes que adotarem práticas semelhantes poderão ser alvo de análises detalhadas, especialmente em negociações com atletas de alto perfil.

Nos corredores da entidade, a leitura é de que o Fair Play Financeiro precisa se consolidar como instrumento de controle efetivo, e não apenas simbólico. O caso envolvendo Santos e Neymar, portanto, surge como um dos primeiros grandes testes desse modelo.

CBF define premiação milionária e valoriza Carlo Ancelotti em plano por título da Copa do Mundo

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) avançou na definição do pacote de premiações para a Seleção Brasileira e também para o técnico Carlo Ancelotti em caso de conquista da próxima Copa do Mundo. O presidente Samir Xaud alinhou o plano juntamente com as lideranças do elenco.

A Agência RTI Esporte apurou que a conquista do hexa mundial prevê um pagamento de US$ 1 milhão de dólares (R$ 5,2 milhões, na cotação atual) para cada jogador, além de um bônus robusto destinado ao técnico Carlo Ancelotti.

Reunião aconteceu nos Estados Unidos

As tratativas aconteceram na última semana antes do amistoso contra a França, em Boston, nos Estados Unidos. As conversas foram conduzidas com participação direta de Alisson Becker, Danilo Luiz, Marquinhos, Casemiro, Bruno Guimarães e Vinícius Júnior.

A ideia da CBF é evitar qualquer ruído durante a competição e garantir total foco esportivo. Internamente, o ambiente é de confiança. O entendimento entre as partes está praticamente selado, restando apenas ajustes formais para oficialização.

Premiação da Fifa sustenta modelo

O valor estipulado pela CBF acompanha a projeção de receitas da FIFA. A entidade pagará US$ 50 milhões (R$ 260 milhões) à seleção campeã da Copa do Mundo. A entidade optou por direcionar uma fatia significativa dessa quantia diretamente aos jogadores.

O valor individual de R$ 5,2 milhões é visto como compatível com a importância do torneio e com o padrão internacional de premiações. Além disso, parte do montante será destinada a custos operacionais, logística e bônus internos.

Carlo Ancelotti no centro do projeto

Mais do que os valores destinados aos atletas, chama atenção o peso dado ao treinador no planejamento. Carlo Ancelotti terá direito a um bônus de 5 milhões de euros (R$ 29,8 milhões) em caso de título mundial.

A cláusula contratual evidencia o papel estratégico do italiano. Multicampeão e com histórico vencedor no futebol europeu, Carlo Ancelotti vem sendo tratado como o líder do projeto esportivo da Seleção Brasileira.

A CBF entende que o sucesso na Copa do Mundo passa diretamente pela capacidade de gestão do treinador, tanto dentro quanto fora de campo. Por isso, a bonificação foi estruturada como um reconhecimento proporcional à responsabilidade assumida.

Foco no hexacampeonato

O Brasil busca o sexto título mundial após mais de duas décadas de jejum. A montagem do pacote de premiações faz parte de um planejamento mais amplo, que envolve estrutura, gestão e alinhamento interno.

Embora os valores sejam expressivos, o discurso nos bastidores é de que a motivação principal segue sendo esportiva. A possibilidade de recolocar o Brasil no topo do futebol mundial é tratada como prioridade absoluta.

Com premiação definida, acordo encaminhado e Carlo Ancelotti valorizado como protagonista do projeto, a Seleção Brasileira inicia sua preparação para a Copa do Mundo com um cenário de estabilidade — e com a ambição clara de transformar investimento em título.

CBF divulga tabela com os jogos da terceira fase da Copa do Brasil 2026

Antes de tudo, a terceira fase da Copa do Brasil já tem data para os jogos decisivos. Na tarde desta sexta-feira (6), a Confederação Brasileira de Futebol divulgou a tabela completa da competição que começou com 126 clubes, com início em 17 de fevereiro.

A fase atual terá 24 confrontos com jogos únicos, e os empates no tempo normal serão decididos nas penalidades. As partidas ocorrerão entre os dias 10 e 12 de março, com mandos de campo definidos no documento publicado pela entidade.

Nesta etapa, quatro clubes entram diretamente na competição: Paysandu (campeão da Copa Verde), Confiança-SE (herdou a vaga do Bahia na Copa do Nordeste). Além de Ponte Preta-SP (campeã da Série C) e Barra-SC (campeão da Série D). Esses times se juntam aos 44 classificados das fases anteriores, completando os 48 participantes desta fase.

A edição de 2026 da Copa do Brasil apresenta novidades no regulamento. Com aumento de 92 para 126 clubes, a competição passou a ter quatro primeiras fases disputadas em jogo único. A partir da quinta fase, os confrontos passam a ser de ida e volta, e a final está marcada para partida única no dia 6 de dezembro.

Novo regulamento da Copa do Brasil para 2026

Na primeira fase, 28 equipes sem colocação no Ranking Nacional de Clubes (RNC) disputaram vagas, e 14 avançaram para se juntar a outros 74 times. A quarta fase será disputada pelos 24 classificados da terceira etapa. Os jogos estão previstos para 18 e 19 de março, em partidas únicas, mantendo a regra de decisão por pênaltis em caso de empate no tempo normal.

Entre os jogos da terceira fase, destaque para partidas como Portuguesa x Avaí, Joinville x São Bernardo e Ponte Preta x Guarany de Bagé, no dia 10 de março. No dia seguinte, 11 de março, haverá duelos como Confiança x Tombense, Volta Redonda x América-RN. Além disso, terá Athletic Club x Ypiranga-RS, entre outros confrontos espalhados pelo país.

Por fim, a etapa ainda terá confrontos como Paysandu x Portuguesa-RJ, Castanhal x Nova Iguaçu e Santa Catarina x Jacuipense. Como se observa, há equilíbrio e expectativa para a definição dos 24 clubes que avançarão à quarta fase. Em suma, a competição mantém a tradição de jogos decisivos e promove oportunidades para clubes de diferentes regiões do Brasil.

CBF e Carlo Ancelotti alinham renovação; saiba tempo de contrato, salário e bônus

Antes de mais nada, a CBF e o técnico Carlo Ancelotti já trocam minutas contratuais para estender o vínculo até a Copa do Mundo 2030. Restam apenas ajustes burocráticos para que o novo acordo seja formalizado e anunciado.

A Agência RTI Esporte apurou que o movimento de Samir Xaud, presidente da CBF, reforça a intenção da entidade de garantir estabilidade no comando técnico da Seleção Brasileira em ciclo longo, algo incomum em gestões anteriores.

A Seleção Brasileira, antes da chegada do italiano, teve Fernando Diniz e Dorival Júnior como treinadores. Além disso, a equipe Canarinha contou com Ramon Menezes, então técnico da equipe Sub-20, como interino.

Salário mantido, bônus em discussão

O salário fixo de aproximadamente R$ 5 milhões por mês será mantido na renovação. A base contratual segue os parâmetros já estabelecidos no vínculo atual, considerado um dos mais altos da história da seleção.

A principal mudança deve ocorrer no campo das bonificações. A CBF avalia ampliar os valores atrelados a metas esportivas e conquistas de títulos. No contrato vigente, por exemplo, está prevista uma cláusula que assegura ao treinador italiano uma bonificação.

Ficou acordado que a CBF pagará 5 milhões de euros (R$ 39,9 milhões, na cotação atual) caso o Brasil conquiste a Copa do Mundo FIFA 2026. O modelo ficou estabelecido como base em metas progressivas, com premiações escalonadas conforme o desempenho.

Planejamento de longo prazo

A renovação até 2030 sinaliza estratégia de continuidade. A avaliação interna é de que a estabilidade no comando técnico aumenta as chances de consolidação de um projeto competitivo em dois ciclos consecutivos de Copa do Mundo.

O ambiente entre treinador, empresário e dirigentes vem sendo considerado positivo nos bastidores da CBF. As conversas evoluíram sem ruídos e a troca de documentos indica que o entendimento já está consolidado.

Com salário preservado e possibilidade de bônus mais robustos, a CBF trabalha para anunciar em breve a extensão contratual, assegurando a permanência de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira até 2030.

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