Resultados UFC Fight Night Vegas 114: Kevin Vallejos atropela Josh Emmett e brasileiros encaram noite difícil

Os resultados UFC Fight Night Vegas 114 trouxeram um cenário de mudanças radicais no peso-pena e uma noite de desafios intensos para a “Armada Brasileira” no Meta APEX, em Las Vegas. O evento, realizado neste sábado (14), consolidou o nome de Kevin Vallejos como a nova força da categoria, enquanto veteranos viram a nova geração bater à porta com força. Como sempre, no RTI Esporte, trazemos a análise sem rodeios: aqui não tem cole-colé.

O Atropelo de Vallejos no Evento Principal

Kevin Vallejos (18-1 MMA, 4-0 UFC) precisou de apenas 3 minutos e 33 segundos para mostrar que o topo da categoria peso-pena é o seu lugar. Com um direto de direita devastador, ele abriu o caminho para o nocaute técnico. Mesmo com a tentativa de resistência da experiência Josh Emmett (19-6 MMA, 10-6 UFC), a pressão de Vallejos foi implacável até a interrupção de Herb Dean. Com a entrada provável no Top 10 da organização, o atleta se isola como a maior ameaça da nova geração.

Já Josh Emmett, aos 41 anos, amarga a sua terceira derrota consecutiva. O gesto de tirar as luvas no centro do cage deixou no ar um tom de despedida, embora a aposentadoria oficial ainda não tenha sido anunciada. Foi o fim melancólico de uma noite onde a juventude superou o plano de jogo clássico.

Brasileiros no Card: O peso das decisões divididas

A jornada dos brasileiros no cartão foi marcada por batalhas estratégicas que não penderam para o nosso lado. Amanda Lemos travou uma luta duríssima contra Gillian Robertson, mas acabou superada na decisão unânime (29-28 triplo). Amanda mostrou agressividade de sempre, mas o controle de solo da peso-palha canadense pesou na nota final dos juízes.

Bruno “Blindado” Silva também sentiu o gosto amargo de uma decisão dividida contra Charles Johnson. Em uma luta de muito volume, os juízes divergiram, mas a vitória acabou ficando com o americano. No nível de elite do Ultimate, cada detalhe conta, e qualquer brecha pode custar uma carreira. Afinal, lá dentro não tem colé-colé.

Destaques Positivos: A esperança em Petrino e Bia Mesquita

Nem tudo foram revezes. Vitor Petrino reforçou seu status de promessa nos meio-pesados ​​ao superar Steven Asplund em uma luta técnica de três rounds. Mais cedo, Bia Mesquita deu um show de jiu-jítsu ao encerrar Montserrat Rendon em apenas 2:07 minutos. Essas vitórias são importantes para a moral brasileira, mostrando que a renovação de talentos segue firme, apesar dos percalços no cartão principal.

Dinâmica Técnica no Meta APEX

A escolha do Meta APEX para os resultados UFC Fight Night Vegas 114 eliminou o fator torcida, deixando a estratégia exposta sob as luzes. Foi uma noite onde o condicionamento físico falou mais alto que o talento bruto. Analisar este cartão é entender que o MMA moderno exige características. O evento provou que não há espaço para erros ou falta de preparação. Quem entrou com dúvida, saiu com a derrota. A precisão de Vallejos e a resistência de Robertson serviram de aula para qualquer aspirante a profissional que auxilia ao evento.

Resultados Completos do UFC Fight Night Vegas 114

  • Kevin Vallejos venceu Josh Emmett (TKO, 1º R)

  • Gillian Robertson venceu Amanda Lemos (DU)

  • José Delgado venceu André Fili (DD)

  • Marwan Rahiki venceu Harry Hardwick (TKO, 2º R)

  • Ion Cutelaba venceu Oumar Sy (Finalização, 1º R)

  • Charles Johnson venceu Bruno Silva (DD)

  • Vitor Petrino venceu Steven Asplund (DU)

  • Manoel Sousa venceu Bolaji Oki (Nocaute, 3º R)

  • Bia Mesquita venceu Montserrat Rendon (Finalização, 1º R)

  • Eryk Anders venceu Brad Tavares (DU)

  • Hecher Sosa venceu Luan Lacerda (DU)

  • Piera Rodríguez venceu Sam Hughes (DU)

  • Elijah Smith venceu SuYoung You (Finalização, 2º R)

UFC Fight Night Vegas 114: Amanda Lemos e Bruno “Blindado” em ação hoje no Meta APEX

O octógono do Meta APEX ferve neste sábado(14). O UFC Fight Night Vegas 114, com transmissão ao vivo pelo Paramount+, apresenta um card desenhado para testar a resistência dos veteranos contra a fome da nova geração do MMA mundial. Com brasileiros escalados em combates fundamentais, o evento de hoje promete ser o centro das atenções para os entusiastas da luta, trazendo duelos que podem definir o futuro de várias categorias.

O choque de gerações na luta principal

O destaque da noite no UFC Fight Night  fica por conta do confronto entre o ex-desafiante ao título interino, Josh Emmett (19-6 MMA, 10-6 UFC), e a estrela em ascensão Kevin Vallejos (17-1 MMA, 3-0 UFC). Emmett é um nome consolidado na categoria dos penas, conhecido por seu poder de nocaute brutal e uma resiliência que já o colocou frente a frente com os maiores nomes da organização. Do outro lado, Vallejos chega invicto no UFC, buscando em Emmett o degrau que falta para se firmar definitivamente no topo da divisão. Para os analistas, este combate representa o clássico embate entre a experiência e a agressividade.

Amanda Lemos busca recuperação estratégica

Na co-luta principal, a brasileira Amanda Lemos (15-5-1 MMA, 8-5-1 UFC) tem um desafio importante contra a finalizadora Gillian Robertson (16-8 MMA, 13-6 UFC). Para Lemos, o objetivo é claro: retomar o caminho das vitórias e mostrar que segue como uma das maiores ameaças na categoria peso-palha (até 52 kg). Robertson, por sua vez, é uma das atletas mais perigosas no solo dentro da organização, o que garante um duelo de estilos entre a trocação agressiva de Amanda e a técnica refinada de jiu-jítsu da canadense. Esta luta é decisiva para o ranking.

Bruno “Blindado” Silva quer retomar o ritmo

O Brasil também estará bem representado por Bruno Silva. O “Blindado” encara Charles Johnson em um duelo que exige inteligência e alto volume de golpe. Para o brasileiro, a luta de hoje é a oportunidade de reencontrar a consistência necessária para escalar a categoria dos médios e garantir sua permanência entre os grandes nomes da organização. O estilo franco de Bruno sempre agrada ao público, mas a expectativa para o confronto de hoje é que ele apresente um trabalho tático impecável, afinal, no nível de elite, não tem colé-colé.

A dinâmica técnica no Meta APEX

A escolha do Meta APEX para o UFC Fight Night (VEGAS 114) favorece combates que priorizam a trocação e o ritmo frenético. Sem a presença do público das grandes arenas, o foco dos lutadores volta-se inteiramente para as instruções de seus corners e para a execução precisa do plano de jogo. Para os fãs, isso significa assistir a um nível de técnica apurado, onde cada detalhe na transição entre o striking e o grappling pode ser a diferença entre a vitória e a derrota.

Para o fã de lutas, este sábado é um prato cheio. Acompanhar de perto como a nova geração lida com a pressão dos veteranos, enquanto atletas brasileiros lutam para se reafirmar no topo, é o que torna o UFC Fight Night um evento indispensável.

O esporte, como sempre, não perdoa erros e premia quem se prepara com a mente focada no alto rendimento técnico e estratégico. Nesse caso, não há como negociar com a vitória. Estar preparado e iluminado será fundamental para dar o próximo passo dentro da organização mais importante do planeta.

Dentro do Ultimate, não tem “colé-colé”!

Card completo do UFC Fight Night -VEGAS 114

  • Cartão Principal (Paramount+, 20h ET):

    • Josh Emmett vs. Kevin Vallejos

    • Amanda Lemos vs. Gillian Robertson

    • José Delgado vs. André Fili

    • Harry Hardwick vs. Marwan Rahiki

    • Ion Cutelaba vs. Oumar Sy

    • Charles Johnson vs. Bruno Silva

Jorge Masvidal dispara contra Khamzat Chimaev: “Não acho que ele seja tudo isso”

O nome de Khamzat Chimaev (15-0 MMA, 9-0 UFC) tem dominado o noticiário após a conquista do cinturão peso-médio no UFC 319, mas nem todos estão convencidos da aura de invencibilidade do lutador. Jorge Masvidal, uma das vozes mais respeitadas dos bastidores do MMA, resolveu abrir o jogo em seu podcast Death Row MMA. Para Masvidal, a trajetória de Khamzat Chimaev não reflete a dominância absoluta que o cartel invicto sugere, colocando em xeque o real patamar técnico do atual campeão.

Análise Crítica: O Ponto de Inflexão com Kamaru Usman

Embora Chimaev tenha superado nomes como Dricus Du Plessis e Robert Whittaker, a crítica de Masvidal mira no confronto contra Kamaru Usman no UFC 294. Consequentemente, o “Gamebred” aponta que aquela luta serviu como um “mapa” para derrotar o russo. Ademais, Masvidal lembra que Usman aceitou o combate com apenas 11 dias de aviso prévio e, ainda assim, equilibrou o duelo.

“Eu achei que Khamzat Chimaev perdeu aquela luta. Veja os vídeos”, disparou Masvidal. Sob esse aspecto, o ex-desafiante argumenta que Chimaev venceu apenas o primeiro round, sofrendo com o bloqueio de quedas e absorvendo golpes pesados no rosto. Portanto, para Masvidal, a percepção pública sobre a eficiência de Khamzat Chimaev está superestimada, especialmente porque o oponente daquela noite não estava em seu auge físico.

O Fantasma de Sean Strickland no Caminho

Por outro lado, o horizonte de Khamzat Chimaev pode estar ficando mais curto com a ascensão de Sean Strickland. Após a finalização impressionante sobre Anthony Hernandez no UFC Fight Night 267, Strickland se consolidou como o desafiante lógico. Nesse sentido, Masvidal é enfático: “Se Strickland for o próximo, veremos um novo campeão”. Afinal, a resistência cardiovascular de Strickland é justamente o “calcanhar de Aquiles” que Masvidal enxerga no jogo de Khamzat Chimaev.

O Que Esperar do Futuro de Khamzat Chimaev?

Adicionalmente, é preciso considerar que o estilo de Khamzat Chimaev é explosivo, porém, extremamente desgastante. Enquanto o campeão busca o grappling ofensivo, ele se expõe a contragolpes de especialistas em striking como Strickland. Dessa forma, a próxima defesa de cinturão será o verdadeiro divisor de águas para definir se o russo é, de fato, um dos maiores pesos-médios da história ou apenas um talento que ainda precisa ser testado em lutas longas e desgastantes.

Em suma, o mundo do MMA aguarda a confirmação da próxima luta de Khamzat Chimaev. Pois, como sempre pontuamos no RTI Esporte: a crítica é o combustível do esporte. Aqui não tem colé-colé. Acompanhe conosco todos os desdobramentos desta história, pois o cenário da categoria até 84 kg está em constante ebulição e qualquer descuido do campeão pode custar o seu posto no topo do mund

Cain Velasquez quebra o silêncio após deixar a prisão: “É bom estar de volta”

O ex-campeão peso-pesado do UFC, Cain Velasquez, utilizou suas redes sociais para se manifestar publicamente pela primeira vez após sua libertação. O veterano de 43 anos, que cumpria pena na Califórnia, emocionou milhares de seguidores ao agradecer o apoio recebido durante o período turbulento em que esteve sob custódia do Estado. Certamente, o retorno de Cain Velasquez ao convívio familiar marca o encerramento de um capítulo doloroso iniciado em 2022, quando o atleta se envolveu em um incidente que parou o mundo das lutas.

O Contexto Jurídico e a Sentença de Cain Velasquez

Embora tenha sido condenado a cinco anos de prisão em fevereiro de 2025, Cain Velasquez obteve a liberdade condicional após o juiz considerar os 1.283 dias já cumpridos anteriormente. O caso envolveu a tentativa de homicídio contra Harry Goularte, indivíduo acusado de abusar sexualmente do filho do atleta. Notavelmente, a situação gerou uma onda de solidariedade global, com lutadores e fãs defendendo as ações de Velasquez. Atualmente, o ex-lutador segue em liberdade monitorada, enquanto os processos civis relacionados ao incidente continuam tramitando na justiça americana, exigindo cautela em suas declarações públicas.

A Adaptação e o Relato de Cain Velasquez

De acordo com o seu depoimento no Instagram, o foco total de Cain Velasquez agora está na readaptação e na presença constante junto aos seus filhos e à sua esposa. “Tive algum tempo para me readaptar, voltar a uma vida normal e me acostumar a fazer as coisas do dia a dia”, afirmou o ex-campeão. Além disso, ele ressaltou que as mensagens de incentivo foram o combustível necessário para manter a força mental durante os quase 11 meses passados no Centro Correcional de Soledad. Nesse sentido, o apoio da comunidade do MMA foi descrito por ele como “fundamental e inspirador”.

O Futuro Profissional e o Legado no Esporte

Por outro lado, a trajetória de Cain Velasquez permanece como uma das mais respeitadas na história dos pesos-pesados. Afinal, após se aposentar do octógono em 2019, ele migrou com sucesso para o pro wrestling, brilhando em palcos como a WWE e a Lucha Libre AAA. Portanto, muitos se perguntam se ele retornará às atividades profissionais ou se optará por uma vida reclusa após o trauma jurídico. Contudo, o próprio atleta afirmou que está voltando “aos poucos”, sem pressa para encarar um ritmo acelerado de vida.

É importante ressaltar que a figura de Cain Velasquez transcende os resultados de suas lutas contra Brock Lesnar ou Junior Cigano. Pois, para muitos, ele se tornou um símbolo de proteção familiar, o que explica o engajamento massivo em suas redes sociais desde a sua soltura. Assim sendo, o impacto de sua liberdade repercute não apenas no jornalismo esportivo, mas também em debates sociais sobre justiça e legítima defesa. Por fim, o mundo das lutas celebra o retorno de um ícone, esperando que a paz prevaleça nesta nova fase de sua vida.

Análise Técnica: O Que Esperar de Cain Velasquez Agora?

Sob esse aspecto, especialistas acreditam que Cain Velasquez pode atuar como treinador de elite na American Kickboxing Academy (AKA), ajudando a moldar a próxima geração de campeões. Enquanto o futuro é incerto, a sua presença na academia ao lado de Daniel Cormier e Khabib Nurmagomedov é algo que os fãs aguardam ansiosamente.

Em suma, a jornada de superação de Velasquez está apenas começando. Pois, como sempre pontuamos no RTI Esporte: a precisão da informação é o que define o respeito ao atleta. Aqui não tem colé-colé.

“Só pelo título”: Sean Strickland dá xeque-mate no UFC e exige luta em Las Vegas

Não tem colé-colé: Sean Strickland mandou o recado e a diretoria do UFC já está com o contrato na mesa. Após o nocaute técnico avassalador sobre Anthony Hernandez no último sábado, o polêmico ex-campeão declarou hoje que sua única condição para lutar novamente é o cinturão peso-médio. Com efeito, Strickland deixou claro que não pretende servir de escada para mais ninguém na divisão.

A princípio, a performance dominante no último fim de semana serviu para calar os críticos que duvidavam da sua longevidade no topo. Isso porque, ao vencer Hernandez com tamanha autoridade, ele se consolidou como o desafiante número um incontestável. Portanto, o UFC já iniciou os estudos para casar o confronto contra o atual campeão. Atualmente, a data trabalhada pela organização é o megaevento de julho, em Las Vegas, durante a International Fight Week.

Além disso, a postura de Strickland coloca pressão direta em Dana White. Embora a categoria dos médios esteja movimentada, o apelo comercial de Sean é um diferencial que o UFC não pode ignorar. Consequentemente, o anúncio oficial pode acontecer a qualquer momento, assim que os termos financeiros forem ajustados. Em suma, Strickland venceu no octógono e, agora, parece estar vencendo também no jogo político dos bastidores.

Sean Strickland nocauteia Anthony Hernandez e domina UFC Houston

HOUSTON, EUA – O ex-campeão Sean Strickland confirmou seu favoritismo no UFC Houston deste sábado (21). Ele derrotou Anthony Hernandez por nocaute técnico no terceiro round. Dessa forma, o veterano reafirmou sua posição na elite dos pesos-médios. Embora Hernandez tenha tentado impor seu grappling, a experiência do ex-campeão prevaleceu no Toyota Center.

O Controle Estratégico

O combate começou com um ritmo estudado entre os lutadores. No entanto, Strickland rapidamente assumiu o centro do octógono com seu jab constante. Apesar de um tropeço isolado no início, o ex-campeão manteve a fisionomia segura. Além disso, sua defesa de quedas frustrou todas as tentativas de transição do adversário. Por consequência, Hernandez passou a acusar o desgaste físico ainda no segundo assalto.

O Nocaute Decisivo

O desfecho ocorreu no terceiro round com precisão cirúrgica. Nesse momento, Strickland percebeu uma brecha na guarda de “Fluffy”. Então, ele conectou uma joelhada brutal no plexo do oponente. Imediatamente, o ex-campeão disparou uma sequência de golpes no rosto. Como resultado, o árbitro interrompeu a luta para preservar a integridade de Hernandez.

Futuro na Categoria

Com efeito, a vitória mantém Strickland no topo do ranking. Por outro lado, o resultado interrompe a sequência de oito triunfos de Hernandez. Portanto, o ex-campeão se coloca novamente como o principal desafiante ao cinturão mundial. Certamente, o desempenho impecável em Houston envia um recado direto para o restante da divisão.

Carlos Leal domina Chidi Njokuani e vence por decisão unânime em Houston

O octógono em Houston foi palco de uma exibição de maturidade tática de Carlos Leal. O brasileiro conseguiu neutralizar as principais armas de Chidi Njokuani e manteve a dominância estratégica durante a maior parte do confronto. Como resultado, Leal garantiu o controle das ações, embora tenha enfrentado um adversário resiliente em todas as fases da luta.

Análise do Combate

  • Controle de Distância: Visto que estava ciente da maior envergadura de Njokuani, Leal evitou o papel de alvo fixo. Dessa forma, com movimentação constante, encurtou a distância desde o primeiro minuto, o que dificultou as ações ofensivas do “Sniper”.

  • O Momento Chave: Além disso, no segundo round, o brasileiro conectou um direto de direita limpo no rosto de Njokuani. Imediatamente, o golpe abalou a estrutura do americano, que precisou recuar para se recuperar, perdendo momentaneamente a precisão de seus ataques.

  • Estratégia Final: Por fim, no terceiro assalto, Njokuani buscou o “tudo ou nada” em uma tentativa de virada, mas esbarrou em uma defesa sólida. Leal foi cirúrgico nos bloqueios de chutes e, simultaneamente, implementou uma variação técnica decisiva: golpeou a linha de cintura para minar o fôlego do rival, selando o resultado positivo.

O Veredito

  • Pontuação: 30-27 (Unânime). Certamente, um placar que reflete a eficiência do brasileiro em converter pressão em pontos.

  • Retrospecto e Superação: É importante destacar que esta performance marca a volta por cima do brasileiro após o revés sofrido diante de Muslim Salikhov, em julho de 2025. Portanto, o triunfo em Houston interrompe a sequência negativa e reafirma a evolução técnica de Leal.

  • Conclusão: Em suma, no MMA de elite, a estratégia é o fator determinante. Carlos Leal provou ter absorção de golpes e inteligência posicional, enviando consequentemente um aviso claro à categoria.

Guerra no Texas: Strickland e Hernandez medem forças no UFC Houston

O octógono do UFC desembarca em Houston, Texas, neste sábado (21), com um “main event” que promete ser um teste de resistência absoluto. O ex-campeão dos médios, Sean Strickland, retorna à ação para enfrentar o ascendente Anthony “Fluffy” Hernandez.

Strickland: O Estilo “Jab e Provocação”

Conhecido por seu estilo defensivo ortodoxo e um volume de golpes constante, Sean Strickland entra como o favorito da experiência. Após perder o cinturão e lutar batalhas estratégicas em 2025, Strickland quer provar que ainda é o próximo da fila para o título. Para ele, lutar é apenas mais um dia no escritório — e o escritório costuma ser sangrento.

Hernandez: O “Gás” Infinito

Anthony Hernandez vive o melhor momento da carreira. Com uma das maiores taxas de finalização e quedas da categoria, “Fluffy” é o tipo de lutador que sufoca os adversários até que eles desistam. O desafio aqui é claro: Hernandez conseguirá derrubar o homem que tem uma das melhores defesas de queda da divisão?

O que esperar?

Será o clássico duelo entre um boxeador de volume (Strickland) contra um grappler implacável (Hernandez). Se a luta ficar em pé, a vantagem é de Sean. Se for para o chão, o pesadelo é de Hernandez. No Texas, a regra é clara: quem piscar primeiro, cai. E no RTI Esporte, você já sabe: não tem colé-colé!

Ficha Técnica

  • Evento: UFC Fight Night: Strickland vs. Hernandez

  • Data: 21 de fevereiro de 2026

  • Local: Toyota Center, Houston (EUA)

  • Transmissão: UFC Fight Pass / Band

Malhadinho para em Kuniev em luta travada no UFC Vegas 113

Jaílton “Malhadinho” Almeida não conseguiu impor seu jogo e acabou derrotado por Rizvan Kuniev por decisão unânime, neste sábado (7), no UFC Vegas 113, no Apex, em Las Vegas. Em um duelo morno, marcado por clinches constantes, defesas de queda e poucas ações contundentes, o russo soube neutralizar a principal arma do brasileiro ao longo dos três rounds.

Desde o início, Malhadinho tentou levar a luta para o chão. Entretanto, Kuniev mostrou boa defesa de quedas, usando bem a grade para travar o single leg do brasileiro. A falta de efetividade forçou intervenções frequentes do árbitro, que precisou reiniciar o combate em pé diversas vezes no primeiro round, de difícil pontuação e baixo impacto técnico.

No segundo assalto, o ritmo melhorou. Ainda assim, Kuniev foi mais eficiente na curta distância, conectando os golpes mais claros da luta. Sempre que pressionado, o russo voltava a amarrar o confronto, frustrando a tentativa de volume do brasileiro. O público reagiu com vaias, incomodado com a falta de fluidez do combate.

Já no terceiro round, Malhadinho mostrou mais agressividade, arriscou golpes e buscou impor ritmo. Contudo, a reação veio tarde. Kuniev administrou bem os minutos finais, controlou os espaços e levou a luta até o soar do gongo.

Ao final, os juízes foram unânimes na vitória do russo. Uma noite difícil para o brasileiro, que não conseguiu transformar sua força no grappling em vantagem real dentro do octógono.

UFC Vegas 113 e o teste real do Brasil no Apex

No UFC Vegas 113, o Brasil não aparece como coadjuvante. Pelo contrário. Em uma noite de card robusto no UFC Apex, em Las Vegas, três brasileiros estarão no card principal, incluindo o responsável por encerrar o evento. Trata-se de Vinicius “LokDog” Oliveira, escalado para a luta principal contra o norte-americano Mario Bautista, pela divisão dos pesos-galos.

Mais do que uma simples oportunidade, esse main event representa, acima de tudo, uma prova concreta da confiança da organização no potencial competitivo do brasileiro.

LokDog no main event: pressão, estilo e afirmação

LokDog assume o centro do octógono no horário nobre do Apex com um estilo que conversa diretamente com o MMA moderno: pressão constante, alto volume de golpes e agressividade calculada. Além disso, fazer uma luta principal em Las Vegas — ainda que fora das grandes arenas — simboliza um salto relevante na carreira.

Diante de Mario Bautista, um atleta sólido, consistente e experiente dentro da categoria, o brasileiro terá, portanto, a chance de ir além da entrega. É o tipo de confronto que pode transformar oportunidade em afirmação definitiva no peso-galo, uma das divisões mais competitivas do UFC.

Malhadinho e o peso do futuro entre os gigantes

No mesmo card principal, outro nome verde e amarelo chama atenção: Jaílton “Malhadinho” Almeida. O peso-pesado baiano encara o russo Rizvan Kuniev, em um duelo que carrega implicações claras para o futuro da divisão.

Dono de um dos jogos de chão mais dominantes do UFC, Malhadinho segue, assim, como a principal esperança brasileira entre os pesos-pesados — uma categoria historicamente ingrata para lutadores do país. Por isso, cada apresentação deixa de ser apenas uma luta e passa a representar posicionamento real dentro do ranking.

Técnica e estratégia: Jean Matsumoto em destaque

Fechando a trinca brasileira no card principal, Jean Matsumoto enfrenta o afegão Farid Basharat, também pela divisão dos pesos-galos. Diferente do estilo mais agressivo de LokDog, Matsumoto representa o lado mais cerebral do MMA nacional.

Técnico, estratégico e disciplinado, ele aposta no controle de distância, na leitura de luta e na eficiência para se impor em um confronto que promete alto nível técnico. Dessa forma, o duelo surge como um teste de maturidade competitiva para o brasileiro.

Presença forte também no card preliminar

Além do card principal, o Brasil marca presença expressiva também no card preliminar, ampliando ainda mais o peso verde e amarelo do evento. Bruna Brasil e Ketlen Souza se enfrentam em um duelo nacional no peso-palha, garantindo, desde já, que uma brasileira saia vencedora.

Enquanto isso, Eduarda Moura mede forças com a chinesa Wang Cong, em mais um confronto internacional desafiador. Já Priscila Cachoeira encara Klaudia Sygula, levando para o octógono sua já conhecida intensidade, agressividade e estilo franco de luta.

Apex: onde não há atalhos

O UFC Vegas 113 acontece no dia 7 de fevereiro de 2026, a partir das 19h (horário de Brasília), em Las Vegas. Longe dos holofotes das grandes arenas, o Apex volta a cumprir sua função essencial dentro do UFC: ser palco de testes reais, onde carreiras avançam, estagnam ou mudam completamente de rota.

O UFC Vegas 113 não vende espetáculo fácil. Ele cobra desempenho. E, desta vez, o Brasil entra em cena com nomes que precisam transformar oportunidade em consolidação. Sem atalhos, sem margem para erro — exatamente como o Apex exige, e não terá colé-colé!

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