Atlético-MG planeja enxugar folha salarial e avalia saídas no elenco para o segundo semestre

Atlético-MG planeja enxugar folha salarial e avalia saídas no elenco para o segundo semestre

O Atlético-MG planeja utilizar a próxima janela de transferências para reduzir custos e equilibrar as finanças do futebol. A diretoria entende que será necessário enxugar a folha salarial para abrir espaço no orçamento e reorganizar o elenco para a sequência da temporada.

A Agência RTI Esporte apurou que Gustavo Scarpa, Igor Gomes, Alexsander e Dudu estão entre os cotados para deixar o clube próximos meses, seja por venda, empréstimo ou até rescisão negociada em casos específicos.

O entendimento interno é de que o Clube de Belo Horizonte precisa reduzir despesas consideradas elevadas para manter capacidade de investimento sem comprometer o fluxo financeiro do departamento de futebol.

Gustavo Scarpa possui um dos maiores salários do elenco

Entre os nomes analisados pela diretoria, Gustavo Scarpa é um dos casos mais relevantes financeiramente. O meia tem contrato com o Atlético-MG até dezembro de 2027 e recebe R$ 1,3 milhão por mês entre vencimentos fixos, luvas diluídas e direitos de imagem.

Gustavo Scarpa soma 154 partidas pelo Atlético-MG, com 14 gols e 28 assistências, além da conquista do Campeonato Mineiro de 2024 e 2025. Apesar da qualidade técnica, o clube entende que o custo-benefício do jogador passou a ser discutido internamente.

A multa rescisória é de 15 milhões de euros (R$ 88,3 milhões, na cotação atual), mas o Atlético-MG admite negociar por valores inferiores caso surjam propostas que aliviem a folha salarial do departamento de futebol.

Igor Gomes perdeu espaço e pode ser negociado

Outro nome que aparece na lista de possíveis saídas é Igor Gomes. O volante possui contrato até dezembro de 2026 e recebe aproximadamente R$ 650 mil mensais. Desde que chegou ao clube, Igor Gomes disputou 1771 partidas, marcou 11 gols e distribuiu 11 assistências.

Também participou das campanhas vencedoras do Campeonato Mineiro. Embora seja considerado útil pela capacidade de atuar em diferentes funções do meio-campo, o jogador perdeu espaço desde a chegada do técnico Eduardo Domínguez.

Internamente, o Atlético-MG vê com bons olhos uma eventual negociação que permita redução na folha e geração de receita. A multa rescisória do meia é de 60 milhões de euros (R$ 353,2 milhões) para transferências internacionais.

Alexsander é tratado como ativo de mercado

Contratado como aposta de valorização futura, Alexsander também pode entrar no mercado caso surjam ofertas interessantes financeiramente. O volante possui contrato até dezembro de 2029 e recebe salários estimados em R$ 250 mil mensais. Com a camisa do clube mineiro, soma 34 jogos e assinalou dois gols.

Mesmo sem protagonismo técnico imediato, o jogador é visto como ativo importante para futura venda. A multa rescisória supera os 50 milhões de euros (R$ 294,3 milhões), embora o Atlético-MG reconheça que uma eventual negociação deve ocorrer por cifras inferiores.

Dudu representa alto impacto financeiro

A situação de Dudu também chama atenção nos bastidores por conta do peso financeiro do contrato. O atacante possui vínculo até dezembro de 2027 e recebe cerca de R$ 2 milhões mensais, entre salário, direitos de imagem e premiações.

Desde que chegou ao Atlético-MG, Dudu disputou 51 partidas, marcou oito gols e deu quatro assistências. Ainda não conquistou títulos pelo clube. Internamente, a diretoria entende que uma eventual saída dele teria impacto importante na reorganização financeira do elenco.

A multa rescisória é de 12 milhões de euros (R$ 70,6 milhões). Os donos da SAF Atlético avaliam que a próxima janela será decisiva para redefinir o perfil do grupo, especialmente sob a ótica esportiva e, principalmente, econômica.

Publicado por

Wilson Pimentel

Wilson Pimentel é Jornalista esportivo desde 1998. Cobriu os principais eventos esportivos da última década: Copa do Mundo, Copa América, Copa das Confederações, Olimpíadas, Jogos Pan-Americanos, Jogos Mundiais Militares, entre outros. Trabalhou nas redações do SBT, Record TV, CNT, Esporte Interativo, Rádio Tupi, Rádio Brasil e Rádio Manchete. Foi membro da equipe de comunicação da Conmebol. É correspondente de veículos de comunicação da Europa, América do Sul, Estados Unidos e México. É sócio-fundador da Agência RTI Esporte.

Sair da versão mobile