Calote interno? Grêmio convive com atrasos a jogadores e ex-atletas; saiba valor

Pendências com luvas, bônus e percentual de venda expõem passivo herdado e impõem desafio à nova gestão

Calote interno? Grêmio convive com atrasos a jogadores e ex-atletas; saiba valor

Antes de mais nada, o Grêmio termina o ano pressionado por um problema que não aparece na tabela do Campeonato Brasileiro, mas pesa de forma decisiva no planejamento esportivo: a existência de dívidas internas com jogadores e ex-atletas.

A Agência RTI Esporte apurou que a quitação recente do débito com Martin Braithwaite não encerrou o capítulo. Ao contrário, abriu espaço para que outras pendências viessem à tona e expusessem um passivo que o presidente Odorico Roman terá de resolver.

As dívidas dizem respeito, majoritariamente, a luvas contratuais e bônus acertados na gestão de Alberto Guerra. Fabián Balbuena, Gustavo Cuéllar, Jemerson e Tiago Volpi aparecem entre os credores do clube, todos com valores em aberto relativos a premiações e luvas parceladas.

São compromissos assumidos formalmente e que, ao longo dos últimos anos, foram sendo postergados em meio a fluxo de caixa, renegociações informais e tentativas de reescalonamento do caixa tricolor.

Há ainda um caso mais sensível, que envolve Gustavo Nunes, negociado com o Brentford, da Inglaterra. O jogador possuía direito a um percentual da venda dos direitos econômicos, valor que não foi repassado até o momento.

Ainda segundo apurou a reportagem, as dívidas com esses atletas ultrapassam a casa dos R$ 5 milhões. O número, isoladamente, não compromete a sobrevivência financeira do Grêmio, mas ganha peso simbólico no começo de 2026.

Regularização virou condição para reconstrução

Antes de tudo, a atual direção entende que a resolução desses débitos é mais do que uma questão contábil. Trata-se de recuperar credibilidade no mercado da bola, evitar disputas judiciais e reduzir riscos de sanções esportivas junto à Fifa.

O pagamento a Martín Braithwaite acabou sendo visto internamente como um sinal, mas insuficiente se não vier acompanhado de um plano claro para os demais credores. O Grêmio, portanto, enfrenta um desafio que vai além de reforços e resultados.

Resolver o passivo interno tornou-se etapa obrigatória para que o clube volte a operar com normalidade no mercado. Sem isso, qualquer projeto esportivo corre o risco de ruir fora das quatro linhas — onde, muitas vezes, se decide o futuro de um clube.

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