O técnico Carlo Ancelotti já definiu a espinha dorsal da Seleção Brasileira para a próxima Copa do Mundo. Ao todo, 22 jogadores estão praticamente assegurados na lista final, restando apenas quatro vagas em aberto.
A Agência RTI Esporte apurou que as indefinições se concentram em três setores: defesa, meio-campo e ataque. Nos bastidores, a comissão técnica trabalha com avaliações detalhadas de desempenho recente, características táticas e encaixe no modelo de jogo.
Zaga tem disputa direta por última vaga
O setor defensivo é o que apresenta o cenário mais objetivo. Resta apenas uma vaga na zaga, disputada entre Léo Pereira e Roger Ibañez. O jogador do Flamengo ganha pontos pela regularidade e pelo entrosamento com outros jogadores já consolidados no grupo.
Já o defensor do Al-Ahly, da Arábia Saudita, aparece como opção pela força física e capacidade de atuar em diferentes sistemas defensivos, algo valorizado por Carlo Ancelotti. A escolha deve levar em conta a adaptação ao estilo de jogo que o italiano deseja implementar.
Meio-campo tem disputa mais equilibrada
No meio-campo, a briga envolve três nomes por uma única vaga: Andrey Santos, Lucas Paquetá e Gabriel Sara que atuam por Chelsa, Flamengo e Galatasaray, respectivamente. O primeiro surge como opção de maior intensidade e chegada à área.
O segundo, por sua vez, oferece criatividade e experiência internacional, enquanto o terceiro se destaca pela versatilidade e leitura tática. A decisão final deve considerar o equilíbrio do setor e as alternativas disponíveis ao longo dos jogos.
Ataque concentra maior número de dúvidas
É no setor ofensivo que estão duas das quatro vagas restantes. O ataque já conta com nomes confirmados como Vinícius Júnior, Estêvão, Gabriel Martinelli, Raphinha, Matheus Cunha, Luiz Henrique e João Pedro.
Na briga pelas últimas posições, por exemplo, estão Endrick, Igor Thiago, Kaio Jorge, Rayan, Richarlison e Neymar. O cenário mistura juventude e experiência. Endrick e Rayan, por exemplo, representam a nova geração.
Por outro lado, Richarlison e Neymar oferecem histórico consolidado em grandes competições. Igor Thiago, Kaio Jorge e Pedro aparecem como alternativas que ganharam força recentemente no futebol europeu.
Definição final dependerá do momento dos atletas
A reta final até a convocação será determinante. Lesões, desempenho em clubes e adaptação ao modelo de jogo podem influenciar diretamente na escolha de Carlo Ancelotti. Ele busca montar um grupo funcional, capaz de se adaptar a diferentes adversários e contextos de jogo.
Com quatro vagas ainda em disputa, a convocação final promete debates intensos. A margem para mudanças existe, mas a base já está definida — e indica o caminho que o Brasil pretende seguir na Copa do Mundo.
