Clube Laguna SAF: o projeto sustentável que une futebol, meio ambiente e inclusão social Clube quer chegar à Série A até 2032, com um modelo estilo vegano e futebol competitivo

Antes de mais nada, o Clube Laguna SAF busca se consolidar como uma referência de clube sustentável no cenário esportivo do Brasil. Isso porque os fundadores sempre tiveram preocupação com o meio ambiente e acreditam que o futebol é uma excelente ferramenta de ligação com os jovens e com as camadas populares.
Entrevista exclusiva à Agência RTI Esporte, Gustavo Nabinger, CEO da equipe sediada em Tibau do Sul, no estado do Rio Grande do Norte, a sustentabilidade encontra-se no DNA do Clube Laguna SAF desde a sua fundação.
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“Sempre tivemos uma preocupação com a sustentabilidade e entendemos que o futebol é uma ótima ferramenta para transmitir essa mensagem. Assinamos o Pacto Global das Nações Unidas e temos cinco Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) prioritários no estatuto”, destaca.
Na prática, o compromisso ambiental do Clube Laguna se traduz em várias ações concretas. Por exemplo, o clube é parceiro da organização Sea Shepherd e realiza mutirões de limpeza da orla com a participação de atletas e alunos de escolas da cidade.
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Além disso, durante dois anos, o clube manteve a compostagem dos resíduos orgânicos e planeja retomar a iniciativa em breve. O fato de o clube adotar uma alimentação totalmente vegana também contribui significativamente para a redução do impacto ambiental: “A alimentação vegana reduz o consumo de grãos, o desmatamento para criação de pastagens, o uso de água azul e a produção de CO₂”, explica.
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A alimentação vegana no clube, no entanto, não foi um desafio apenas fora do campo. De acordo com Nabinger, no início, jogadores e comissão técnica mostraram certa desconfiança quanto ao impacto na performance. Entretanto, com o tempo, perceberam os benefícios. “Os atletas notaram melhora na recuperação pós-treino, mais disposição e energia para treinar, melhor qualidade do sono e redução significativa nas lesões musculares”, revela o CEO.
O treinador destaca que o clube não tem critérios rígidos sobre o estilo de vida dos jogadores, mesmo sendo vegano. “Queremos justamente impactar aqueles que ainda não têm essa consciência. A única regra é que, nas dependências do clube, não é permitido consumir produtos de origem animal”, reforça o ex-jogador.
Para o futuro, o Clube Laguna, como refere o CEO, traçou um objetivo ambicioso: chegar à Série A do Campeonato Brasileiro até 2032. Nos primeiros três anos de existência, o clube já conquistou a classificação para a Série D (2026) e obteve o terceiro lugar no Campeonato Estadual Potiguar, acumulando 10 jogos de invencibilidade.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal