A Conmebol decidiu manter a final da Copa Libertadores da América 2025 em Lima, no Peru, mesmo com Flamengo e Palmeiras garantidos na decisão. A entidade avaliou o cenário político e logístico do país e concluiu que não há riscos à realização da partida.
A Agência RTI Esporte apurou que Samir Xaud, presidente da CBF, chegou a se colocar à disposição para trazer o confronto ao Brasil. A proposta incluía estádios como Maracanã, Mané Garrincha e Arena Corinthians, que já receberam decisões continentais recentes.
No entanto, a Conmebol nem chegou a analisar formalmente a sugestão. O entendimento entre os dirigentes é que toda a estrutura em Lima já está montada. Há meses, equipes da entidade trabalham na organização local, em parceria com autoridades peruanas.
O cronograma de segurança, hotelaria, transporte e eventos paralelos está fechado. Qualquer alteração agora geraria prejuízos e inviabilizaria a logística. O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, considera “irreversível” mudar o palco da final.
Ainda segundo apurou a reportagem, a Conmebol vê o modelo de final única como uma vitrine para o continente e não quer transmitir sensação de improviso ou instabilidade. Os peruanos, por sua vez, garantem que Lima está pronta para receber o evento.
O estádio Nacional passará por ajustes finais de iluminação e gramado. A expectativa local é receber mais de 40 mil torcedores brasileiros. A Conmebol sustenta que o país vive momento de estabilidade institucional após meses de tensão política.
Além disso, o governo peruano ofereceu garantias de segurança equivalentes às de edições anteriores da Copa Libertadores da América. Dirigentes da entidade ressaltam que mudar a sede tão perto da decisão criaria “precedente perigoso”.
Qual é a situação política no Peru?
Antes de tudo, o Peru vive um momento de relativa estabilidade política após uma série de crises institucionais que marcaram os últimos anos. Desde a destituição do ex-presidente Pedro Castillo, em 2022, o país passou por protestos, repressão policial e tensões entre o Executivo e o Congresso.
Com a ascensão de Dina Boluarte ao poder, as manifestações diminuíram, embora ainda existam focos de insatisfação popular em regiões do interior. Atualmente, o governo tenta reconstruir a imagem do país, apostando em grandes eventos esportivos como forma de demonstrar normalidade.
As forças de segurança e o Ministério do Interior trabalham em conjunto com a Conmebol para garantir a tranquilidade da final da Libertadores em Lima, vista como uma oportunidade de reforçar a estabilidade e movimentar a economia local.




